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ESPORTES
por CBN Recife em 28/12/2018
Em último ato como presidente, Arnaldo Barros reconhece erros mas se diz orgulhoso por ocupar cargo máximo do clube O mandatário também lembrou a crise que o país vive para explicar problemas financeiros, além da forte oposição sofrida durante o biênio


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Foto: Williams Aguiar / Divulgação Sport Recife

Demorou, mas o atual presidente do Sport, Arnaldo Barros, finalmente apareceu para o torcedor rubro-negro. Sem conceder entrevistas coletivas desde o mês de setembro, na apresentação da sua nova diretoria de futebol após mais uma crise, Arnaldo esteve presente na tarde desta sexta-feia (28), na sala do conselho deliberativo do clube, onde deu explicações sobre o biênio 2017/2018, em que esteve à frente do clube. Durante pouco mais de uma hora, respondeu as perguntas dos jornalistas presentes, na sua maioria sobre a crise financeira instaurada no Sport durante a sua gestão.

De maneira geral, culpou a crise geral do país como um dos motivos pelos fracassos futebolísticos em 2018, que culminou com o rebaixamento para a série B após cinco anos na primeira divisão. O gestor também reconheceu erros e lembrou a oposição ferrenha que enfrentou após sua vitória nas eleição de 2016, mas disse não se arrepender de ter sido presidente leonino, e afirmou sentir muito orgulho do cargo que ocupou. Confira abaixo alguns trechos dos principais temas abordados pelo mandatário rubro-negro na sua última coletiva como presidente.

 

CASO JAIR

“O caso Jair nós já quitamos o débito antes mesmo de sermos notificados. E com aporte financeiro de Milton Bivar, faço questão de dizer. Há muitas falhas no processo e não acredito Bonsucesso dessa investida do jogador. Mas, justiça é justiça”

 

FUTEBOL

“Eu não vejo uma gestão toda ruim no futebol. Nosso primeiro ano foi bom. No segundo ano erramos sim. Maior retrato disso foram as trocas de diretoria e treinador. Erramos em algumas contratações de técnicos, mas tivemos outras dificuldades. Tivemos um aporte financeiro bom em 2017, mas não tivemos em 2018. Foram várias dificuldades. A postura de alguns atletas, de empresários que desafiam o contrato, a justiça. Foram obstáculos também”

 

VESTIÁRIO E ASSÉDIO DOS CLUBES

“Não faltou jogo de cintura. Conversamos exaustivamente com os atletas. Tivemos uns problemas de relacionamento em 2017, que todos sabem, que desarrumou um pouco os ânimos no elenco. Faltou foi lastro financeira para impor algumas situações. Tivemos dificuldade nessas investidas dos outros clubes. O assédio era forte e essa foi uma das nossas falhas sim, de não saber lidar melhor com essas situações"

 

DEFESA DA GESTÃO

"Essa questão de ser a pior gestão da história do Sport é mais o calor do torcedor. Vamos colocar no site os números detalhados da nossa gestão. Se é pior ou não eu não acho importante. E caso seja, que não haja uma outra ruim, o importante é o Sport. Quando chegamos a ser quinto lugar e ganhamos o estadual em 2017, não éramos a pior gestão, né? Fomos vice-líder esse ano e também não se falou nada, mas, aceito as críticas. Estou na cadeira de presidente para isso também, não só por figuração"

 

OPOSIÇÃO POLÍTICA

“Houve um racha maior na minha eleição em relação a de Martorelli. Desarmei o palanque e por diversas vezes prestei esclarecimentos a esses ex-presidentes. Agora, não posso passar a administrar do jeito que os outros querem. Por exemplo, quando demitimos Ney Franco, o Jarbas Guimarães mandou uma mensagem sugerindo o nome de Vanderlei Luxemburgo, que não estava na nossa lista. Fomos atrás e decidimos em conjunto pela contratação dele. Quando Gustavo Dubeux pediu para sair, eu convidei Milton Bivar para a vice-presidente de futebol. Ele era oposição, mas foi muito educado. Agradeceu, mas não podia assumir naquele momento. Sempre dialoguei com a oposição, mas nunca se falava"

 

DECLARAÇÕES POLÊMICAS

“Uma das coisas mais difíceis de um gestor é separar o torcedor do dirigente. Nenhuma das frases foi descontextualizada. Eu disse tudo aquilo mesmo, que o Sport não cabia em Pernambuco, que o Brasil precisava se curvar ao Sport, entre outras. Quando eu digo que o Brasil tem que se curvar ao Sport não é arrogância, é o que eu quero que aconteça. Continuo querendo ver o Sport ousado, lutando contra Flamengo e Corinthians”

 

COPA DO NORDESTE

“A saída da Copa do NE era necessária. Não era rentável. Nós pagamos pra jogar. A Liga não paga tudo que o Sport precisava. Eu não me senti traído pelos outros clubes. Vejo que eles não estavam preparados para enxergar isso. Eu estava com um dirigente do Náutico, com uma carta assinada pelo presidente do Santa Cruz e eles recuaram. Não me senti traído. Eles entenderam, queriam tomar o nosso caminho, mas estavam amarrados, não conseguiram ou não quiseram seguir conosco"

 

SALÁRIOS ATRASADOS

“Foi dito que fechariamos o ano com todos os salários quitados porque era essa a nossa expectativa. Temos vários contratos com grandes empresas que não foram respeitados. Você não pode esperar isso. Sofremos também com inadimplência”

 

FUTURO NO CLUBE

“O Sport é uma paixão de todos nós. Eu já dei a minha contribuição, como vinha fazendo desde 2008. É uma honra ser presidente do que você ama, mas tem um alto custo. Um custo pessoal, familiar, de imagem e até mesmo financeiro. A minha colaboração eu já dei, não tenho nenhuma pretensão de ter um novo cargo no Sport, preciso é voltar a olhar de perto os meus negócios”

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