Professores e professoras da educação municipal de Olinda decretaram estado de greve. A categoria rejeitou, por unanimidade, a proposta da prefeitura de 2,7% de reajuste, com pagamento retroativo no mês de maio.
De acordo com a presidente do Sindicato dos professores de Olinda (SINPMOL), Márcia Vieira, o estado de greve, ou seja, a deliberação para uma possível paralisação, tem como objetivo o pagamento do piso salarial determinado pelo Ministério da Educação, que estabelece o reajuste de 5,4%, e na melhoria das condições de trabalho dos docentes e da estrutura das escolas.
“A gente quer o pagamento do 5,4. A prefeitura fez uma proposta de 2,7 retroativo a maio, e no segundo semestre avaliar para outubro se daria ou não o restante. Não temos, portanto, assegurado o 5,4. Não vamos abrir mão do piso do magistério”, explica Márcia Vieira.
A presidente ainda conta que no ano passado, a categoria não foi totalmente contemplada. “No ano passado, nós já tivemos prejuízo. Nós tivemos um reajuste, que era para ser de 6,27%, somente de 2% no final do ano”.
Além do reajuste, a categoria também reivindica por melhores condições de trabalho. “Nossas condições de trabalho, são adoecedoras, são degradantes, põe em risco não só a vida do professor, mas também de nossas crianças. Então, a gente vai estar em estado de mobilização”, afirmou a presidente.
Procurada pela reportagem da CBN Recife, a gestão municipal disse, em nota, que apresentou uma proposta de reajuste salarial de 2,7% retroativo a maio, com compromisso de viabilizar recursos para conceder mais 2,7% em outubro, totalizando 5,4% de reajuste, mas que foi recusada pelo sindicato. A prefeitura ainda afirmou que “mantém diálogo aberto e busca atender às demandas da categoria, apesar das limitações financeiras”, e que está monitorando as escolas para garantir o cumprimento da carga horária mínima do ano letivo.





