O policial militar Leonardo Vieira Gomes foi expulso da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar que comprovou seu envolvimento na morte da comerciante e estudante de gastronomia Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos, com quem ele teve um envolvimento amoroso. A decisão foi publicada no Diário Oficial do estado desta terça-feira (9).
O caso aconteceu em abril de 2025, na casa da madrinha da vítima, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Após o ocorrido, o suspeito deixou o local, mas chegou a ser preso em flagrante. Apesar da prisão, ele passou por audiência de custódia e recebeu liberdade provisória no mesmo dia. Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), não havia risco à instrução processual ou possibilidade de fuga, pois o acusado possuía residência fixa e era policial militar da ativa. Foram impostas medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça e proibição de mudança de endereço sem autorização.
Na época do crime, o Ministério Público também defendeu a liberdade provisória ao apontar que o investigado não possuía antecedentes criminais e que ainda existiam dúvidas sobre a dinâmica da morte. Com o avanço das investigações e o oferecimento da denúncia, foi apresentado novo pedido de prisão.
De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), foram identificadas evidências de alteração da cena do crime antes da saída de Leonardo Vieira do local. A portaria destacou que a conduta configura fraude processual e representa uma grave violação dos deveres inerentes à função policial.
Leonardo Vieira Gomes responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual. As acusações estão relacionadas tanto à morte de Amanda quanto à suposta tentativa de manipular a cena do crime. Até o momento, não há data definida para o julgamento do caso.





