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Museu da Abolição, na Madalena, reabre ao público com duas exposições

As exposições "Que herança você vai poder?" e "Restituir o Possível" marcam uma nova etapa do MAB

Por: Redação CBN

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O Museu da Abolição (MAB), no bairro da Madalena, na Zona Norte do Recife, reabre ao público, nesta segunda-feira (15), às 18h, com duas exposições: “Que herança você vai poder?” e “Restituir o Possível”. O museu estimula a reflexão e ao pensamento crítico sobre a abolição e seus desdobramentos para construção da identidade e cidadania brasileiras, preservando e difundindo o patrimônio material e imaterial dos afrodescendentes. 

Logo após a restauração do Sobrado Grande da Madalena, tombado como patrimônio nacional em 1966, o MAB retomou as atividades, em 2022, e recebeu diferentes iniciativas culturais. Porém, até então, nenhuma exposição tinha sido realizada no espaço cultural. A reabertura nesta segunda-feira (15) marca um novo momento para o museu. 

Que herança você vai poder?

No primeiro piso do sobrado, a exposição “Que herança você vai poder?” tem curadoria de Alex de Jesus e equipe de consultores, reunindo 29 artistas e 31 obras. A exposição parte do questionamento sobre o que restou após 1888, ano em que foi assinada Lei Áurea no Brasil. A arte auxilia a compreender, enquanto campo de enfrentamento e resistência, sobre a herança precária legada aos afrodescendentes. 

Levantamento de mastro, Gê Viana. Foto: Divulgação

A lista completa de artistas inclui: Alberto Pereira, Anti Ribeiro, biarritzzz, Bisoro, Caetano Costa, Caetano Dias, Clélio Freitas, David Felício, Diogum, Frente 3 de Fevereiro, Gê Viana, Géssica Amorim, Ianah, Izidorio Cavalcanti, Jeff Alan, Jorge Silvestre, Lia Letícia, Lucas Silva, Mestre Maia, Nequinho, Nilton Pereira, Rodrigo Ribeiro-Andrade, Samuel Brasileiro, Thiago Martins de Melo, Tiago Sant’Ana, Tiganá Santana, Trojany, Yanne Mendes e Yhuri Cruz. 

Restituir o Possível

Já no piso térreo, nas salas destinadas às exposições temporárias, “Restituir o Possível”, com curadoria de Isabelle de Oliveira Ferreira e Wellington Ricardo da Silva (coletivo Mandume Cultural), é composta por 109 peças, entre esculturas máscaras e regalias, vindas de 12 países africanos e mais de 20 etinias. A mostra apresenta um recorte do Acervo de Cultura Material Africana do MAB/Ibram. 

Escultura masculina da etnia Baule. Foto: Divulgação

A proposta é de reconhecer que aquilo que foi deslocado e reconfigurado pelo colonialismo permanece vivo nas práticas, nos corpos e nas criações negras contemporâneas. 

Memorial do MAB

Ainda no piso térreo, na sala memorial, será possível conhecer um pouco sobre a história do sobrado que abriga o museu e também sobre como se deu a própria fundação da instituição. 

A sede do Museu da Abolição é o Sobrado Grande da Madalena, casarão tombado como patrimônio nacional em 1966 e que tem uma história intimamente ligada à abolição. O imóvel foi a antiga residência do abolicionista João Alfredo Corrêa, primeiro-ministro de D. Pedro II responsável por assegurar a aprovação parlamentar da Lei Áurea (13 de maio de 1888) e por ter papel decisivo na promulgação da Lei do Ventre Livre (1871).

Museu da Abolição – Foto: Rennan Peixe/Divulgação

O museu foi criado em 1957 pelo então presidente Juscelino Kubitschek, por meio da Lei Federal nº 3.357, em homenagem aos abolicionistas João Alfredo e Joaquim Nabuco, e inaugurado oficialmente em 13 de maio de 1983. Desde 2009, é administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

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Acervo CBN

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