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Assistência técnica investe em serviço de delivery


Por: REDAÇÃO Portal

Empresas inovam e criam modalidade que gera mais comodidade para seus clientes

Empresas inovam e criam modalidade que gera mais comodidade para seus clientes

Foto: Tiago Lira (de branco) e os sócios da Find Up, Fábio Freire e Gustavo Ferreira, que criaram aplicativo para serviços de assistência técnica:/Foto: divulgação

03/05/2021
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Por Etiene Ramos

A revolução da pandemia da Covid-19 obrigou empresas e trabalhadores a migrarem para o home office sem tempo de planejar nada. Trabalhar em casa trouxe vantagens como  segurança sanitária e escape do trânsito, mas trouxe também os problemas dos equipamentos e sistemas de TI, o que impulsionou os serviços de assistência técnica via delivery, seja para computador, seja para celular.

No caso dos serviços para computadores, há um aplicativo, Find Up. Ele foi desenvolvido pela startup homônima, que tem sede no Recife e adotou o modelo Uber de terceirização de profissionais para atender o mercado corporativo disponibilizando técnicos de informática em todo o país, teve um aumento de 47% no faturamento de 2020 e espera crescer 300% este ano e faturar R$15 milhões.

A expectativa é baseada na crença de que o trabalho em casa vai se expandir mais. “As necessidades dos clientes dobraram e percebemos o movimento para o home office, que antes era pontual, crescer muito na nossa base de clientes. O atendimento dessa categoria pulou de 5% para 50%”, revela Tiago Lira, sócio e head de Vendas da Find Up. O modelo Uber foi adotado quando a empresa viu que os atendimentos haviam se pulverizado. Se antes a empresa atendia dez clientes numa única sala, agora precisa ir a dez lugares para atender os funcionários que trabalham em suas casas.

Com 12 mil técnicos cadastrados em todo o Brasil, Lira observa que a expansão foi nacional, embora metade dos seus clientes corporativos estejam no Sul e no Sudeste, o crescimento se deu também no Norte, Nordeste e Cento-Oeste. Quanto aos setores, segundo ele, a pandemia mandou para casa muita gente da área administrativa da indústria e os professores, mola mestra da educação. “Havia muito medo de arriscar a migração para o home office mas com a pandemia ela aconteceu, mesmo de forma arriscada, adaptando-se os sistemas de Tecnologia da Informação e de gestão das empresas para esse modelo”, explica.

Para Tiago Lira, os clientes da Find Up estão mais adaptados este ano às novas necessidades  e, com a perspectiva positiva das vacinas, já fazem planos de curto e médio prazos para investimentos em projetos no pós-pandemia. “Alguns setores voltarão parcialmente aos escritórios, mas vejo uma tendência das empresas em investir em Inteligência Artificial (AI) e em data science”, revela o empresário.

Celular Delivery

Objeto do qual ninguém mais pensa em se separar, o celular ganhou ainda mais importância durante a pandemia seja para o trabalho, as compras, as aulas ou conviver com amigos e familiares à distância. Mas ele quebra, cai na água, trava… e precisa de assistência técnica.

A rede de microfranquias Suporte Smart, que oferece técnicos delivery para conserto de celulares, não tem do que reclamar. No ano passado, ela conquistou 150 novos franqueados e registrou um aumento de 37% na demanda por serviços. O carro-chefe desse crescimento foi o técnico delivery, profissional certificado pela franquia que vai até o cliente com uma maleta de equipamentos para resolver os problemas - na  hora. “Com o isolamento social, as pessoas estão valorizando os serviços que vão até elas, evitando deslocamentos desnecessários. Fizemos um levantamento e descobrimos que 60% do público da Suporte Smart prefere a comodidade de ser atendido em casa ao invés de se dirigir até a loja”, explica o COO da marca Vinicius Rochesk que espera chegar a 500 operações no país este ano, 90 delas em lojas físicas.

A crise financeira, que leva os consumidores a conter gastos, também colabora para as perspectivas. “Com tudo que está acontecendo, as trocas por celulares novos ficaram em segundo plano e os serviços de manutenção, mais do que nunca, se tornaram essenciais. E não foi por decreto governamental, mas porque as pessoas entendem que vale a pena fazer o reparo e continuar com seu smartphone”, diz Rochesk.

O aumento da demanda pela manutenção, segundo ele, também se deve ao maior tempo de uso com o trabalho em home office e a educação à distância.  “Nosso mercado é o da comunicação e aí entra o  smartphone, o tablet, o notebook. Se quebrar uma tela, num acidente doméstico ou desgaste pelo uso, a gente vem para ajudar as pessoas a se comunicarem de forma eficaz e personalizada. Não vendemos tela, película, bateria... Vendemos bom funcionamento”, detalha Vinícius.

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