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Conversão veicular para GNV bate recorde em Pernambuco


Por: REDAÇÃO Portal

A alta nas conversões para GNV em 2021 acontece em um efeito oposto ao que ocorreu nos mesmos meses do ano passado

A alta nas conversões para GNV em 2021 acontece em um efeito oposto ao que ocorreu nos mesmos meses do ano passado

Foto: Foto: Divulgação Copergás

09/07/2021
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Influenciada diretamente pelo crescimento dos preços dos combustíveis, em especial, a gasolina, que já acumula allta de 46% desde janeiro passado, a procura pela conversão de carros para GNV tem aumentado exponencialmente em Pernambuco. De acordo a fornecedora estadual do Gás Natural Veicular, a Copergás, em maio, foram 1,1 mil carros convertidos para uso do GNV no Estado, a maior marca para o mês dos últimos 15 anos. Para julho, a expectativa da companhia é que a frota pernambucana com gás veicular de 71,5 mil veículos, segundo o Detran-PE, continue em crescimento.

A alta nas conversões para GNV em 2021 acontece em um efeito oposto ao que ocorreu nos mesmos meses do ano passado, quando o fechamento das atividades econômicas por conta do pico da pandemia da Covid-19 praticamente zerou a procura pelo serviço em Pernambuco. Para se ter uma ideia, entre abril e maio de 2020, apenas dois veículos foram convertidos no Estado, um em cada mês. “O aumento do consumo do GNV e o das conversões veiculares funcionam como termômetros que medem a temperatura da economia. Então, quando a economia está em movimento e ativa, aumenta a procura pela conversão, mas quando é ao contrário, há um esfriamento desse segmento no mercado”, explica o supervisor do segmento veicular da Copergás, João Guerra, ao justificar a queda de 2020 pelas restrições de circulação impostas para conter a pandemia em Pernambuco.

O aquecimento dessa economia com o crescimento da procura pela conversão para GNV é sentido diretamente nas empresas autorizadas a instalar os chamados kit gás. Na Nacional GNV, por exemplo, que durante os meses mais críticos da pandemia chegou a instalar apenas cinco kits por mês, o movimento segue em alta. “Normalmente, convertemos uma média entre 20 a 30 veículos por mês e, ultimamente, temos percebido um incremento de 10% a 15% nessa média mensal”, revela o gerente da autorizada, Reyvisson Derik.

Além do fator preço em relação a outros combustíveis, a confiança do consumidor na instalação do gás é um denominador comum entre os que procuram pelo serviço. “Antes existia muita desconfiança de quem queria instalar um kit gás em seu veículo. Com o tempo, as pessoas foram percebendo que a qualidade desses equipamentos avançou muito e que a instalação deles não impacta tanto no desempenho do veículo”, afirma.

Outro grande impulso para as conversões, segundo João Guerra, tem sido a redução no prazo de vistorias do Detran-PE. Desde março passado, a primeira vistoria no Detran-PE para a instalação do kit gás foi agilizada e agora é realizada em, no máximo, 72 horas. O prazo anterior era de até 20 dias. O agendamento é feito no site da instituição. A medida só tornou-se possível após entendimento entre a Copergás e o Detran-PE. A agilização era uma antiga reivindicação do Sindicombustíveis-PE, das oficinas credenciadas para a conversão dos veículos e de taxistas e motoristas de aplicativo.

Além disso, uma das grandes vantagens de Pernambuco em relação aos demais estados está no preço do combustível. É que desde 2015, o setor é beneficiado por lei estadual que reduziu de 18% para 12% o ICMS sobre o GNV. “ Essa redução do ICMS é repassada pela Copergás para os postos, que repassam para o consumidor final um preço de GNV entre os mais baixos em relação aos demais estados que praticam preços com base em um ICMS de 18%”, comenta Guerra. Segundo levantamento de 1º de julho, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Recife é a capital do Nordeste que pratica o menor preço médio da região: R$ 3,599 por m³.

Postos

Cientes de que não adianta aumentar o quantitativo de veículos movidos a GNV sem ofertar postos de abastecimento, a Copergás tem ampliado a oferta de postos em Pernambuco. Hoje, o Estado tem 84 postos operacionais, contando com oito de gás natural comprimido. A meta, contudo, é ampliar ainda mais esse quantitativo para acompanhar a tendência de crescimento do consumo de gás. “Até o fim deste ano, pelo nosso plano de expansão, esse número chegará a 100 postos interligados, inclusive, o de Petrolina, que no máximo em setembro será o primeiro posto de GNV da cidade e que vai abastecer os municípios em sua volta e até Juazeiro, na Bahia”, adianta o supervisor.

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