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Preço do gás bate recorde leva muitos a usarem lenha para cozinhar


Por: REDAÇÃO Portal

Essa escalada do preço do gás de cozinha reacendeu no Congresso o debate sobre políticas sociais para subsidiar o combustível à população de baixa renda

Essa escalada do preço do gás de cozinha reacendeu no Congresso o debate sobre políticas sociais para subsidiar o combustível à população de baixa renda

Foto: Agência Brasil/Arquivo

19/04/2021
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O  preço médio do botijão de 13 kg ultrapassou a barreira dos R$ 80,00 e já há localidades comercializando o produto por R$ 95,00 reais. Mas o que tem provocado tanta variação nos preços? É preciso lembrar que ao longo de 13 anos, entre 2002 e 2015, o preço do botijão vendido pela Petrobras ficou praticamente congelado no Brasil, enquanto os preços internacionais aumentaram continuamente.

Isso atendia à orientação do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tinha por objetivo garantir o insumo às famílias de baixa renda.

Esse tipo de subsídio não foi bancado pelo governo, mas pela própria Petrobras, que sei viu obrigada a assimilar a diferença entre o preço mais alto de importação e o preço mais baixo praticado no país, já que grande parte do gás de cozinha consumido no Brasil é importado.

E isso vigorou durante quase todo o governo petista, tanto no de Lula, quanto no de Dilma Rousseff.

Só em 2015, após 13 anos, a estatal promoveu um reajuste de 15%, numa tentativa de equiparar os preços com o mercado internacional.

A política petista beneficiou os consumidores, mas penalizou o caixa da estatal. Em agosto de 2019, o governo Bolsonaro pôs fim ao subsídio do gás de cozinha, numa tentativa de corrigir as distorções e na expectativa de que a concorrência ajudasse a reduzir preços, o que não ocorreu.

Lenha e carvão

Segundo o IBGE, já entre 2016 e 2019, se percebeu um aumento de quase 30% no número de famílias que usavam lenha ou carvão para cozinhar.

Estima-se que 14 milhões de domicílios brasileiros tenham abandonado o uso do gás para preparar alimentos e isso representa cerca de 20% do total de domicílios do país. As regiões Norte e Nordeste são apontadas como as que mais usam lenha.

Novo subsídio

Essa escalada do preço do gás de cozinha reacendeu no Congresso o debate sobre políticas sociais para subsidiar o combustível à população de baixa renda.

Os projetos no Congresso discutem três soluções principais: a criação de um programa social, a inclusão do botijão de gás na cesta básica e o tabelamento de preços, alternativa que enfrenta resistência do governo, da Petrobras e das empresas do setor.

Em entrevista ao UOL, o autor de um dos projetos, o deputado federal Christino Áureo (PP-RJ) avaliou que a isenção concedida pelo governo em março – quando foram zeradas as alíquotas dos impostos federais sobre  o produto -  é insuficiente e acaba subsidiando famílias que têm condições de comprar o botijão.

Segundo ele, o desconto é de R$ 2,18 por botijão, o que representa uma renúncia fiscal de R$ 1,2 bilhão por ano. "Se destinarmos essa renúncia totalmente para o Bolsa Família, daria um desconto de até R$ 30 por botijão", defende.

Segundo o UOL, seu projeto prevê o uso do cartão do Bolsa Família para direcionar o subsídio. O valor destinado ao botijão de gás só poderia ser usado em estabelecimentos que vendem o combustível.

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