Ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, detalhou, nesta terça-feira (2/6), durante entrevista, os trabalhos em torno da ampliação da aviação regional por meio do programa AmpliAR, que já incluiu 13 aeroportos nos contratos de concessão, passando de 59 para 72 aeroportos concedidos. Com o apoio do Tribunal de Contas da União (TCU), foi construído um modelo que garante investimentos em infraestrutura de aeroportos estratégicos pela localização e potencial.
“Nessa primeira rodada do Ampliar, tivemos 13 aeroportos incluídos, todos do Nordeste e do Norte. E estamos trabalhando fortemente para que os outros seis aeroportos que restaram, todos da Região Norte, possam entrar num acordo que estamos fazendo com o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). E até o final do ano, a gente deve colocar mais dez aeroportos, esses serão do Centro-Oeste, na concessionária que hoje administra o aeroporto internacional de Brasília. Então, a gente está buscando soluções concretas para o transporte aéreo da Região Norte”, garantiu.
Outra novidade ressaltada pelo ministro é que está em discussão a possibilidade de as empresas aéreas do Mercosul operarem em um mercado único. “Nós estamos apresentando a proposta do Mercado Único do Mercosul para o transporte aéreo. Até setembro, a gente deve ter já uma definição para que isso possa começar a se concretizar. É natural que isso vá passar por um período de regulação entre os países que estão envolvidos. Mas estamos empenhados para que o Brasil possa vivenciar essa experiência do Mercado Único entre os países do Mercosul, aumentando a competitividade, fazendo com que companhias aéreas desses diversos países possam operar como sendo um único mercado”, explicou o ministro.
“Isso significa que uma empresa chilena pode fazer voos domésticos no Brasil, uma empresa argentina pode fazer voos domésticos no Chile, no Brasil, e uma companhia aérea brasileira possa fazer também esses voos. Todo mundo cresce e quem ganha é o brasileiro, que vai ter mais opções de voos, vai ter mais conectividade, vai ter mais competitividade, e, com mais competição, a gente tem um resultado muito claro para todo mundo, que é passagem mais barata, mais destinos conectados e melhores serviços”, continuou Tomé Franca.









