Por Lucas Arruda
Faltando menos de quatro meses para o primeiro turno das eleições, cada fato político passa a ter ainda mais peso para que o eleitor indeciso defina seu voto. É verdade que, em escolhas como senador e deputado federal, muitas vezes, a decisão só é tomada perto da urna. Mas à medida que as pré-candidaturas se consolidam, a tendência também é de que os cenários se tornem mais cristalizados. Sobretudo do ponto de vista majoritário.
Por exemplo, já é possível dizer que a divulgação dos áudios expondo a relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro não foi capaz de dar fim à pré-candidatura do senador carioca à presidência da República. Zema e Caiado quase não oscilaram positivamente nas pesquisas diante desse fato, no mínimo, considerável. Ou seja, o eleitor aguarda pelo que virá – e realmente, cada dia carrega uma novidade.
Para angariar força, Flávio Bolsonaro (PL) foi aos Estados Unidos bater um retrato com Donald Trump. A foto serviria para dizer que tem espaço aberto com o presidente norte-americano. Mas retrogosto não foi bom: serviu para ser diretamente relacionado ao “novo tarifaço” aos produtos brasileiros. Quanto aos efeitos, só poderão ser medidos quantitativamente nos próximos dias. No boca a boca, não são nada positivos.
Mas aqui é importante destacar: não há tempo para uma nova aposta no campo da direita. Agora, com Trump ou sem, Flávio lida com um desafio enorme: ter que contornar a maré de más notícias envolvendo o seu nome e fazer com que tudo isso vire a seu favor. Do outro lado, Lula (PT) joga observando os movimentos do adversário. Tem levado vantagem.
Para quem está com a máquina na mão, a cautela é um presente que, se bem usado, faz toda diferença. Agora, cada vez que o petista inflama o eleitor em relação aos mandos e desmandos de Trump, automaticamente, Flávio Bolsonaro (PL) está sendo referenciado. Afinal, foi o próprio quem fez questão de referendar a relação. O quanto isso, de fato, vai influenciar o eleitor, somente as cenas dos próximos capítulos poderão dizer.
PESQUISA – A Quaest divulga nova pesquisa na quarta-feira (10) com as intenções de voto à Presidência da República. Até amanhã (8), serão 2.004 brasileiros entrevistados pelo instituto, presencialmente, após o tarifaço de Trump e a divulgação dos áudios expondo a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Parece que faz, no mínimo, cinco anos quanto a esse último fato, mas foi mês passado.
CIDADÃO – Cumprindo agendas em sequência pelo interior de Pernambuco, João Campos (PSB) recebeu, neste sábado (6), o título de cidadão de Angelim. Na sexta-feira (5), a honraria veio de São Bento do Una, ao lado de Humberto, Marília e Carlos Costa. A pré-campanha seguiu por cidades do Sertão de Itaparica.
FRASE DO DIA: “A governadora está no comando desse processo. Ela tem um problema bom para resolver, porque tem muita gente boa perto dela querendo fazer parte da chapa”, declarou Túlio Gadêlha, pré-candidato ao Senado pelo PSD.
ALEPE – A semana começa sem a deliberação de projetos em plenário pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Para esta segunda (8), a ordem do dia conta apenas com indicações e requerimentos. Diante dos festejos juninos, a pauta legislativa divide espaço com a presença nas bases – sobretudo em ano eleitoral.
INADIMPLÊNCIA – Um dado que vale a atenção: o Nordeste concentrou mais de 1,1 milhão de empresas inadimplentes em abril, sendo Pernambuco o segundo estado com mais CNPJs no vermelho: 212.110, atrás apenas da Bahia. O número é do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian.
BOLA FORA – Para o uso completamente eleitoreiro da “Marcha para Jesus”, em São Paulo. Na verdade, se bem observado, o homenageado da festa ficou em segundo plano com todo o destaque às lideranças políticas.
BOLA DENTRO – Para o deputado João Paulo do PT, que há algumas semanas vem sinalizando, na Alepe, sobre a urgência de ações estruturadas em Pernambuco diante das mudanças climáticas.
PINGA-FOGO: Ainda existe chance de Flávio Bolsonaro não ser candidato?








