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Por: REDAÇÃO Portal

Coluna Fogo Cruzado – 3 de outubro de 2019

Coluna Fogo Cruzado – 3 de outubro de 2019
03/10/2019
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Com um prazo mais longo do que inicialmente se supunha, o Senado concluiu ontem a votação, em primeiro turno, do texto-base da reforma previdenciária. O placar foi inferior ao esperado: 56 votos a favor e 19 contra. Esses últimos sabem tanto quanto os que votaram a favor que essa reforma é essencial à sustentabilidade do sistema, mas votaram contra por ser do contra. Não ficariam bem votando a favor de um projeto oriundo do governo Bolsonaro, ainda que não seja o presidente da República o seu beneficiário, e sim o povo brasileiro. Dizerem que são a favor da reforma, “mas não desta aí que o governo mandou para o Congresso” é desculpa de amarelo. Pois qualquer governo interessado em equilibrar as contas da previdência faria exatamente o que o atual fez, com modulações aqui ou acolá, ou, caso contrário, não haveria reforma. O problema daqui pra frente é saber se os tais R$ 800 bilhões que esta reforma economizaria nos próximos 10 anos serão suficientes para dar sustentabilidade ao sistema (há quem diga que não). O projeto chegou ao Congresso prevendo uma economia de R$ 1,2 trilhão. Mas, de negociação em negociação, um quarto desse valor foi suprimido. Pode até representar muito para o povo brasileiro, que é quem vai pagar a conta desse sacrifício. Mas, para o governo, é uma economia insignificante.

Todos no pacote

Para incluir estados e municípios na reforma previdenciária, não será necessário que cada um desses entes da federação aprove as suas próprias regras. Discute-se no Congresso uma fórmula muito mais simples e engenhosa: estados e municípios aprovarão uma lei por meio da qual aderem às regras aprovadas pelos congressistas.

Por Jaboatão

O ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, começa hoje por Jaboatão sua visita a Pernambuco. O normal é que começasse pelo Recife e com uma visita protocolar ao Palácio das Princesas. Mas tanto o prefeito Geraldo Júlio quanto o governador Paulo Câmara querem distância do atual governo.

Visita à Amupe

O ministro estará às 14h na sede da Amupe para ouvir a pauta de reivindicações dos prefeitos pernambucanos. Muitos não vão comparecer porque se encontram em Brasília participando de uma pauta semelhante que inclui cessão onerosa do pré-sal, reforma tributária e aumento de 1% na receita do fundo de participação dos municípios.

A volta do guerreiro

A turma que cuida do marketing de Yves Ribeiro (MDB) pretende “vendê-lo” ao povo de Paulista da seguinte forma: após dois anos de mandato de vereador (de Itapissuma) e 16 de prefeito, ele estava decidido a afastar-se da política. Mas, como um “guerreiro que nunca foge à luta”, foi convocado para a batalha de 2020 e topou a parada.

É chegada a hora

Se depender do pai, Fernando (MDB), líder do governo Bolsonaro no Senado, até o final deste mês o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, escolherá um partido para se filiar. Estão à disposição dele DEM, MDB e PSDB, sendo que a inclinação do prefeito é por este último dada a sua afinidade com a colega Raquel Lyra (Caruaru).

Pode legislar?

O advogado José Paulo Cavalcanti Filho nunca foi tão crítico do STF, onde tem muitos amigos, como agora. Ele diz que a Suprema Corte invade competência do Congresso ao decidir que réu delatado, em suas alegações finais, deve falar depois do réu delator. Isso até pode ter lógica, diz, mas quem deveria dizer isto era o Congresso e não o STF.

Prova de fogo

Pelo menos até agora, o presidente Bolsonaro não pensa em afastar Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) da liderança do governo no Senado. FHC é um “político de resultados”, mas seu maior desafio ainda está por vir: juntar os votos necessários para aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil em Washington.

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