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Até vereador João da Costa foi “espionado” pelo SNI


Por: REDAÇÃO Portal

Documentos guardados por mais de 30 anos na UFPE comprovam investigação

Documentos guardados por mais de 30 anos na UFPE comprovam investigação

Foto: Câmara Municipal do Recife

23/09/2019
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O vereador e ex-prefeito do Recife, João da Costa (PT), disse hoje (23) na tribuna da Câmara que documentos guardados por mais de 30 anos nos arquivos da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) comprovam que ele e diversos outros estudantes não necessariamente da instituição foram espionados pelo Serviço Nacional de Informação (SNI), hoje Agência Brasileira de Inteligência. 

O anúncio foi feito com baseado em matéria publicada pelo site “Marco Zero Conteúdo”. Segundo o ex-prefeito, o então coronel Clidenor de Moura Lima, que ficava à frente do SNI em Pernambuco, pedia informações sobre universitários e ditava as punições que deveriam ser aplicadas.

“Através dos agentes, o coronel Clidenor cancelava bolsa de residência médica, modificava programação de seminários e requisitava dados pessoais de estudantes como número de identidade, endereço, CPF e filiação”, disse João da Costa. 

Declarou também que o reitor Geraldo Lafayette Bezerra atendia a todos os pedidos que eram feitos pelos SNI. “Era intensa a correspondência oficial entre a Universidade, a Delegacia Regional do MEC e a chefia do Serviço Nacional de Informações”, disse o ex-prefeito.

“A documentação levanta pelo site mostra que eu fui um dos estudantes monitorados durante o período pelo regime militar. Faço este anúncio como um alerta, na esperança de que histórias semelhantes não mais se repitam com os estudantes”, disse João da Costa.

“Mesmo sendo na fase final da repressão, os militares ainda interferiam na vida acadêmica e administrativa da UFPE”, acrescentou. Num tom de chamamento aos pares, João da Costa convocou os vereadores da Câmara do Recife a se colocarem nas trincheiras em defesa da democracia.

Baseado nas informações reveladas, João da Costa afirmou que ofícios e memorandos comprovando as denúncias foram enviados pela reitoria da UFPE ao Ministério da Educação e depois repassados para a Comissão Nacional da Verdade, em 2013.

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