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Política

Celso de Mello manda recado a Bolsonaro: “Ministério Público não serve a governos”


Por: REDAÇÃO Portal

Ministro aproveitou despedida de Raquel Dodge para fazer declaração

Ministro aproveitou despedida de Raquel Dodge para fazer declaração

Foto: Agência Brasil

12/09/2019
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Aproveitando a despedida de Raquel Dodge da Procuradoria Geral da República, o ministro Celso de Mello mandou nesta quinta-feira (12) um recado curto e grosso para o presidente Jair Bolsonaro, que escolheu Augusto Aras para substituí-la supondo que com isso controlará o Ministério Público Federal.

“O Ministério Público não serve a governos nem a pessoas, não se subordina a partidos políticos e não se curva à onipotência do poder ou aos desejos daqueles que o exercem”, disse o decano da Suprema Corte.

Aras não disputou a lista tríplice e foi escolhido por Bolsonaro, segundo o próprio presidente da República, por ter identidade de pensamento com ele.

De acordo ainda com Celso de Mello, “o Ministério Público também não deve ser o representante servil da vontade unipessoal de quem quer seja, ou instrumento de concretização de práticas ofensivas aos direitos básicos das minorias, quaisquer que elas sejam, sob pena de se mostrar infiel a uma de suas mais expressivas funções, que é, segundo o que diz a própria Constituição Federal, defender a plenitude do regime democrático”. 

O ministro se pronunciou sobre o MP dois dias após o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, ter escrito nas redes sociais que, “por vias democráticas, a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”. 

“Regimes autocráticos, governantes ímprobos, cidadãos corruptos e autoridades impregnadas de irresistível vocação tendente à própria desconstrução da ordem democrática, temem um Ministério Público independente. O Ministério Público, longe de curvar-se aos desígnios dos detentores do poder, tanto do poder político quanto do econômico ou corporativo, ou, ainda, do poder religioso, tem a percepção superior de que somente a preservação da ordem democrática, fora da qual não há salvação, e o respeito às leis dessa República, revelam-se dignos de sua proteção institucional”.

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