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Política

Ciro faz palestra em BH e baixa o sarrafo em Bolsonaro


Por: REDAÇÃO Portal

Ele chamou o presidente de “corrupto, canalha, mentiroso e irresponsável”

Ele chamou o presidente de “corrupto, canalha, mentiroso e irresponsável”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

22/08/2019
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Após algumas semanas “mergulhado”, o ex- ministro Ciro Gomes (PDT) fez palestra nesta quinta-feira na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, e na ocasião chamou o presidente Jair Bolsonaro de “corrupto, canalha, mentiroso e irresponsável”.

Referindo-se às últimas declarações do presidente de que ONGS internacionais estariam por trás das queimadas na região amazônica, o ex-ministro declarou: “Nunca vi a imagem do Brasil tão degradada, tão enxovalhada como estou assistindo hoje. Dentro de muito pouco tempo, a Europa, que é a maior compradora de produtos agrícolas do Brasil, vai nos impor restrições importantes que vão deixar o país com fratura exposta”.

“O dólar já passou de R$ 4,00 e, dependendo da restrição, vai para R$ 5. É uma tragédia”, afirmou. Disse também que Bolsonaro comporta-se como “canalha” ao culpar ONGs pelo aumento do desmatamento na Amazônia.

“Lamento dizer do presidente do meu país que ele é um irresponsável e mentiroso”, disse Ciro Gomes.

“Todo mundo sabe que ele (Bolsonaro) demitiu o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Ricardo Galvão) como quem quer condenar o termômetro pela febre. Ele cortou as verbas de fiscalização, autorizou 500 novos desmatamentos, não fez um gesto sequer para empoderar as estruturas de comando e controle sobre a Amazônia e o mundo inteiro sabe disso”, afirmou.

Por fim, disse que o Brasil não deveria se surpreender com declarações de Bolsonaro a favor de censura na Ancine (Agência Nacional de Cinema). “A gente não devia se assustar com o que está acontecendo, pois nós elegemos esse monstro”, acrescentou.

Questionado sobre o fato de ter sido aliado do PT, no passado, e hoje um dos maiores críticos do partido, respondeu: “Tento há muitos anos produzir um caminho alternativo. Não conseguindo, voto contra o pior. Entre a Dilma e o Aécio, não tenho nenhuma dúvida de que hoje eu votaria de novo na Dilma. Pode ser que algum brasileiro tenha essa dúvida, eu nunca tive”, afirmou.

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