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Política

De como uma pequena crise pode virar grande


Por: REDAÇÃO Portal

Coluna Fogo Cruzado - 12 de agosto – 2019

Coluna Fogo Cruzado - 12 de agosto – 2019

Foto: Andrea Rêgo Barros/PCR

09/08/2019
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Incrível como às vezes um pequeno problema consome energias de um governo, que à falta de tato para resolvê-lo permite que se transforme em grande. É o caso do presidente da Compesa, Roberto Tavares. Há duas poderosas forças agindo no governo estadual para tirá-lo do cargo, o prefeito Geraldo Júlio e o ex-chefe da Casa Civil, Antonio Figueira. Mas nem o próprio Tavares nem o governador Paulo Câmara têm sabido lidar com o problema. O que compete ao presidente da Compesa realizar depois que o Palácio das Princesas começou a “fritá-lo?”. Pedir uma audiência ao governador a fim de fazer-lhe uma pergunta simples: “O senhor quer que eu fique ou que permaneça no cargo?” Se a resposta for positiva, faria imediatamente uma cobrança. “Então, governador, desautorize as versões de que a minha cabeça está a prêmio”. Se porventura for negativa, perguntaria ao governador por que não optou pelo caminho mais simples, ou seja, chamar-lhe ao gabinete para pedir o cargo. Do jeito que as coisas vão, a dupla Geraldo-Figueira já se armou para colocar o ex-chefe de gabinete do Palácio, Renato Thiebaut, na presidência da estatal, o que chamuscaria a pele de todos. De Tavares, que passaria a impressão de apego desmedido ao cargo. E do próprio governador que daria a ideia aos pernambucanos de que manda menos no governo que o prefeito do Recife e o chefe de sua assessoria especial. 

De bem com a secretária

Roberto Tavares define-se como “amigo” da secretária estadual de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernanda Batista, afastando as versões de que ela estaria por trás do complô que se armou dentro do governo para demiti-lo. Tavares está à frente da estatal há 13 anos e certamente não gostaria de sair antes da conclusão da Adutora do Agreste.

Obra bilionária    

A Adutora do Agreste está sendo construída com recursos da União, mas o “capitão da obra” é o presidente da Compesa por delegação do extinto Ministério da Integração Nacional. É a mais importante obra hídrica de Pernambuco, na atualidade, concebida para levar água do rio São Francisco para 70 localidades da região mais seca do Estado.

Campanha nas ruas

O deputado José Queiroz (PDT) não quis esperar por 2020 e já está há mais de três meses com sua candidatura a prefeito de Caruaru nas ruas. Ele apoiou no segundo de 2016 a atual prefeita, Raquel Lyra (PSDB), mas logo depois rompeu com ela alegando ter sido “miseravelmente traído”, sem nunca ter esclarecido os motivos da traição.

A volta do violeiro

Cidade de perfil conservador, Caruaru nunca foi muito simpática ao PT e a prova disto é que o partido não tem um único representante na Câmara Municipal. Agora em 2020, porém, Queiroz pretende se empenhar para devolver à Casa o ex-vereador (e violeiro) Rogério Menezes (PT), o melhor presidente que a Câmara já teve nos últimos 30 anos.

Inveja do vizinho

O DER-PB iniciou a “operação tapa-buraco” na rodovia estadual que liga Ouro Velho à divisa com Prata e Monteiro. Já o DER-PE, que tem um escritório em Sertânia, assiste meio envergonhado à ação do órgão paraibano. Gostaria também de tapar os buracos da rodovia que liga São José do Egito (PE) e Ouro Velho (30 km), mas não um tostão.

Reforma da partilha

André de Paula (PSD), que votou a favor da reforma previdenciária, acha que sua aprovação na Câmara foi uma “preliminar” para a aprovação da reforma tributária, igualmente polêmica como a anterior. Diz que há uma “forte consciência” no Congresso de que o estado brasileiro precisa ser “reformado”, e que não dá mais para esperar.

Qual punição?

Ainda este mês vão entrar em ação os conselhos de ética do PSDB, PSB e PDT. O dos tucanos vai decidir se expulsa ou não dos quadros do partido o deputado Aécio Neves (MG) por ter pedido dinheiro à empresa J&F. Já os conselhos dos dois últimos irão decidir o que fazer com os 18 deputados que votaram a favor da reforma da previdência.

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