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Humberto derrota governo na garantia do abono salarial


Por: REDAÇÃO Portal

Foto: Agência Senado

03/10/2019
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Abono é uma espécie de 14º salário para as pessoas de baixa renda 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), conseguiu impor uma derrota ao governo Bolsonaro na votação da reforma previdenciária.

Foi na madrugada desta quarta-feira (2) quando se votou um destaque suprimindo da parte do texto original a continuidade do abono salarial para cerca de 12 milhões de trabalhadores que recebem até dois salários mínimos. 

Pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o abono salarial é uma espécie de 14º salário para as pessoas de baixa renda e deve manter circulando diretamente na economia cerca de R$ 76,4 bilhões nos próximos dez anos.

"O governo queria acabar com o abono em mais uma medida perversa no contexto dessa reforma”, disse o senador pernambucano, um dos articuladores da aprovação do destaque.

O texto foi o terceiro dos 10 apresentados após a votação do texto principal da Reforma da Previdência, aprovado por 56 a 19 pelo plenário da Casa, horas antes do destaque do abono salarial ser votado. Após a derrota, o governo pediu a suspensão da votação, que foi retomada às 11h desta quarta-feira.

“Esse R$ 1 trilhão que o governo quer economizar nos próximos 10 anos é sobre 80% dos trabalhadores brasileiros, que estão no INSS e ganham, em média, R$ 1, 3 mil. Então, fazer isso e dizer que está eliminando privilégios, quando a gente sabe que a média de benefícios da Previdência Social no Regime Geral é esse valor, sinceramente, é de uma maldade extrema, absolutamente extrema”, disse o líder petista.

O parlamentar criticou o Palácio do Planalto por não ter proposto novas fontes de receita e só promover cortes e retirada de direitos. Ele entende que a reforma tributária que tramita no Congresso Nacional não vai corrigir esse erro, “pois quem vai pagar essa conta não é banco nem patrão, mas sim o trabalhador, de novo”.

Na avaliação de Humberto, o Senado perpetrou uma das maiores maldades contra a população. O parlamentar ressaltou que o R$ 1 trilhão de economia estimada é dinheiro que está na mão das pessoas, que consomem e compram na feira, no supermercado, na loja e que fazem a economia movimentar. “É desse dinheiro que vive a maioria dos pequenos municípios do Brasil, especialmente no Norte e no Nordeste”, comentou.

Ele também criticou as mudanças no valor das pensões por mortes, que será reduzido em 40%. “O que vai acontecer é que a redução na condição de vida de cada família será gravíssima. Um casal com filho, quando um morre, não reduz em 40% a despesa da casa”, sublinhou.

Hoje, há 7,7 milhões de pensionistas no Brasil. Desses 7,7 milhões, 80% são mulheres. “Então, não adianta fazer discurso de defesa da mulher, fazer discurso de garantia da equidade de gênero e votar uma desgraça dessas. São duas coisas absolutamente incompatíveis”, criticou.

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