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Política

Lula diz que Bolsonaro governa para milicianos do Rio de Janeiro


Por: REDAÇÃO Portal

Discurso foi feito na porta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Discurso foi feito na porta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Foto: Agência Brasil

10/11/2019
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Em seu segundo pronunciamento à nação após sair da cadeia na última sexta-feira (8), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o presidente Jair Bolsonaro de governar para “milicianos” do Rio de Janeiro e não para a população como um todo.

O discurso foi feito na porta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde ele começou sua militância política e sindical.

Lula chamou o ministro da Economia, Paulo Guedes, de “destruidor de sonhos” e voltou a dizer que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, é “mentiroso”, após tê-lo chamado de “canalha”.

O presidente, ao falar pela primeira sobre a soltura de Lula, disse que ele “está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas. Não vamos dar espaço e nem contemporizar para um presidiário”.

Nas redes sociais, o presidente pediu que seus apoiadores não dêem “munição ao canalha, que momentaneamente está livre”. Já o ministro Sérgio Moro também recorreu às redes sociais para responder aos ataques do ex-presidente.

Disse ele: “Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”.
Em seus ataques ao ministro da Economia, Lula citou o que está ocorrendo no Chile para criticá-lo. “O Chile é o modelo de país que o Guedes quer fazer aqui. Os aposentados lá estão morrendo”.

Disse também que tem gente na oposição que fala em impeachment de Bolsonaro, mas ele foi eleito democraticamente e se deve respeitar o mandato dele. “Mas ele foi eleito para governar para o povo brasileiro e não para os milicianos do Rio de Janeiro”, afirmou.

O ex-presidente acusou também o procurador da República, Deltan Dallagnol, que o denunciou, de “montar uma quadrilha para tomar dinheiro da Petrobrás e das empreiteiras” e lamentou não existir contra ele nenhuma acusação ou investigação. “O procurador é alvo de procedimentos disciplinares administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público sobre comentários feitos contra políticos”. Dallagnol não quis comentar os ataques do ex-presidente.

Lula disse também que pretende percorrer o Brasil ao lado de Fernando Haddad, candidato derrotado do PT à Presidência, da presidente nacional do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e de “companheiros” de outras legendas, como PSOL e PCdoB. 

“Se nós trabalharmos direitinho, em 2022 a chamada esquerda, (de) que o Bolsonaro tanto tem medo, vai derrotar a extrema direita”, disse o ex-presidente.
 

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