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Política

Perfil sem similar na aldeia global


Por: REDAÇÃO Portal

Coluna Fogo Cruzado – 26 de agosto de 2019

Coluna Fogo Cruzado – 26 de agosto de 2019

Foto: Antônio Cruz/ABr

25/08/2019
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É errado dizer que o presidente Bolsonaro foi eleito devido a sua agenda “privatizante”, como também é incorreto afirmar que seu discurso “antiambientalista” contribuiu para a sua vitória. Bolsonaro se elegeu porque a maioria dos brasileiros não queria a outra opção, ou seja, o candidato do PT. Inventar teorias sobre esse processo eleitoral tão simples é coisa de quem não tem o que fazer. Foram ao segundo turno duas propostas. A maioria dos eleitores entendeu que a vitória de uma delas seria o triunfo do continuísmo e por isso escolheu a outra. Eleito Bolsonaro, entraram na pauta do país o “pacote anticrime” do ministro Sérgio Moro, as reformas da previdência e tributária, a liberação da venda de armas e o papel das ONGs na região Amazônica. A reforma da previdência o Congresso tomou para si, independente do governo. A tributária não vai sair porque não há consenso em torno dela. O “pacote anticrime” não é urgente, segundo o próprio Bolsonaro e a venda de armas poderá sofrer uma trava do Congresso após chacinas que ocorreram nos EUA. As críticas do presidente às ONGs ambientalistas são vistas com preocupação pelos empresários do agronegócio e a lista das estatais “privatizáveis”, divulgada na última quinta-feira, é de fazer rir qualquer cristão. Pôr à venda a Petrobrás, a Eletrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica é uma coisa. Outra muito diferente é oferecer ao mercado os Correios, a Casa da Moeda, a Telebrás e o Serpro. Por isso não se deve considerar o presidente um defensor sincero do liberalismo porque essa convicção ele nunca a teve. É um governo à moda e semelhança do próprio Bolsonaro, que não tem similar em nenhum outro país do mundo.

Mãos privadas

Suponha-se que os Correios sejam vendidos e que a partir de 2020 uma empresa privada fique responsável pela entrega de cartas na Amazônia e na zona rural de Sertânia, que tem 12 distritos. Se como órgão estatal os Correios gastam 15 dias para entregar um cartão de aniversário que sai de um bairro do Recife para outro, como ente privado vai gastar uns 40.

Carta inútil

Governadores do Nordeste subscreveram a tal de “Carta de Teresina” logo após a reunião que ocorreu no Piauí na última quarta-feira. A “Carta” foi tão desimportante quanto a reunião e por isso não teve a menor repercussão nem nas capitais nordestinas.

De cortar coração

É de fazer dó ver na entrada de Belo Jardim, às margens da BR-232, uma UPA-E (UPA Especialidades) totalmente concluída, porém sem funcionar há 4 anos por falta de recursos. Enquanto isso, o Governo do Estado insiste na construção de dois dos cinco hospitais que foram prometidos na campanha de 2014: Serra Talhada e Garanhuns.

Astro nacional

Desde que foi atacado por Bolsonaro, o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, virou celebridade nacional. Muita gente que não o conhecia agora deseja conhecê-lo. Ele estará no TCE na próxima 4ª (posse do conselheiro Carlos Neves) e na Câmara do Recife na 5ª para receber a Medalha José Mariano (projeto do vereador Jayme Asfora).

Pobre República!

Só os diálogos do procurador Deltan Dallagnol com colegas do Ministério Público Federal e o ex-juiz Sérgio Moro combinando ações da operação Lava Jato já justificam a aprovação pelo Congresso da nova Lei de Abuso de Autoridade. Se Dallagnol não pagar um Padre Nosso de penitência pelo que fez, pobre da nossa República!

Pra não terminar

Algumas obras públicas em Pernambuco foram iniciadas pra não terminar, a exemplo do Canal do Fragoso, do Canal da Malária, da reforma da Av. Presidente Kennedy (Olinda), da reforma do Geraldão e do Teatro do Parque (Recife), da ponte do Iputinga, etc. O que já se gastou com essas obras inacabadas é um verdadeiro escândalo!

Legado petista

Teresa Leitão admite assumir a presidência do PT-PE para defender o “legado” do partido, que saiu muito fragilizado das eleições de 2018. Ela diz que o saldo obtido em Pernambuco foi “positivo”, apesar dos pesares: dois deputados federais (Carlos Veras e Marília Arraes) e três estaduais (ela própria, Doriel Barros e Dulcicleide Amorim).  

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