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Política

Presidente da OAB confirma presença na posse do conselheiro Carlos Neves


Por: REDAÇÃO Portal

Felipe Santa Cruz participará de solenidade no TCE-PE

Felipe Santa Cruz participará de solenidade no TCE-PE

Foto: Reprodução TV Globo

14/08/2019
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O presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz, confirmou sua presença no TCE de Pernambuco no próximo dia 28, às 17h, para participar da solenidade de posse do novo conselheiro Carlos Neves Filho, nomeado pelo governador Paulo Câmara para substituir João Henrique Carneiro Campos que morreu no último mês de junho aos 49 anos de idade.

Embora nascido no Rio de Janeiro, o presidente da OAB tem suas origens familiares em Pernambuco. Seu pai, Fernando Santa Cruz, militou em movimentos de esquerda que fizeram oposição ao regime militar de 64 e por isso foi preso em fevereiro de 1974, na capital fluminense, e seu paradeiro ainda hoje é desconhecido.

Ele é amigo de Carlos Neves, que foi conselheiro federal da Ordem até o final do mês de junho quando foi obrigado a pedir cancelamento de sua inscrição na OAB-PE para poder assumir as novas funções. Carlos Neves é neto do ex-presidente da OAB nacional, José Cavalcanti Neves e sobrinho do ex-presidente da OAB-PE, Jorge da Costa Pinto Neves.

O novo conselheiro esteve nesta quarta-feira (14) na Prefeitura do Recife, no Palácio do Campo das Princesas e no Tribunal de Justiça para entregar o convite de posse ao prefeito Geraldo Júlio, ao governador Paulo Câmara e ao desembargador Adalberto Melo, respectivamente. O presidente do TCE, conselheiro Marcos Loreto, o acompanhou em todas as visitas.

Na próxima semana, a dupla irá à Assembleia Legislativa para entregar o convite ao presidente Eriberto Medeiros e depois à redação dos principais veículos de imprensa de Pernambuco.    

Em entrevista ao “Correio Braziliense” da última terça-feira (13), o presidente da OAB teceu críticas ao presidente Jair Bolsonaro, com quem trocou farpas recentemente sobre o desaparecimento do seu pai.

Disse ele: “Há um cansaço desse circo que o presidente inaugurou, é um circo contra tudo o que compreendemos como civilizatório. Eu me preocupo porque, talvez, ele esteja flertando com um modelo autoritário. O quanto isso tem de fanfarronice e o quanto tem de conteúdo é que nenhum de nós consegue definir”.

Adiante: “Eu acho que ele (Bolsonaro) é um cara de poucas luzes, que conhece poucas histórias. A história do meu pai está na cabeça dele por um episódio antigo. Ele foi cercado pelos estudantes da Universidade Federal Fluminense quando ofendeu a memória do meu pai, lá em 2010. Então, ele guardou essa história na cabeça como guardou poucas. Ele não é um cara dedicado e aí, em um momento de raiva, atacou meu pai”.

“O que ele (Bolsonaro) fez foi cruel, é uma coisa de adolescente meio despreparado. Eu estou discutindo com você um tema e aí eu ofendo o seu pai, que está doente, eu ofendo o seu pai, que morreu. É uma conduta que não é da esfera pública e não é uma conduta que se espera de um presidente da República. Ela não tem a compostura do cargo”.

Perguntado sobre se havia recebido solidariedade de alguém do governo, respondeu: “Do governo, não. Recebi de deputados do PSL, do deputado Felipe Francischini (PSL-PR), que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Recebi de todo espectro, do governador do Rio Grande do Sul, de São Paulo, do Maranhão, do Piauí. Foi tanta gente, confesso, que estou até organizando a forma de fazer ofícios e de agradecer a todo mundo”. 

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