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Política

Priscila acusa governo de descumprimento de cláusulas com a CEF


Por: REDAÇÃO Portal

Deputada fala de “manobra fiscal” em financiamento de obras de infraestrutura

Deputada fala de “manobra fiscal” em financiamento de obras de infraestrutura

Foto: Alepe

02/10/2019
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A deputada Priscila Krause (DEM) acusou o Governo do Estado de ter realizado “uma manobra fiscal” ao descumprir cláusulas de empréstimo firmado junto à Caixa Econômica Federal em dezembro de 2018 para financiar obras de infraestrutura (Finisa II). 

Segundo ela, o Poder Executivo debitou R$ 167,8 milhões da conta criada especificamente pela instituição financeira para a movimentação dos recursos e direcionou o valor à Conta Única do Tesouro Estadual.

“Normalmente, os recursos dessas operações de crédito saem da conta específica do financiamento diretamente para contas dos fornecedores contratados, o que não ocorreu”, explicou a parlamentar, que solicitou a fiscalização do caso pelos órgãos de controle – Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público de Contas estadual (MPCO-PE).

Ainda segundo ela, do total já liberado, apenas R$ 53,5 milhões foram executados até o momento (31,9%), dos quais R$ 43 milhões, efetivamente pagos (25%). 

“A diferença entre esses valores está solta na conta única do Estado o que, na nossa opinião, configura manobra contábil para garantir fluxo de caixa ao Governo”, opinou a democrata, afirmando haver “discrepância entre o discurso da saúde financeira de Pernambuco e o que se vê na ponta, com atrasos e não pagamento de servidores e fornecedores”, acrescentou.

A denúncia recaiu, ainda, sobre o atraso em obras que deveriam estar sendo financiadas com recursos do empréstimo, entre elas a da Bacia do Fragoso, do Corredor Leste-Oeste e da Via Metropolitana Norte. 

“Além dos R$ 53 milhões executados, há mais R$ 100 milhões prontos para serem direcionados a esses empreendimentos importantes para os pernambucanos e que, até agora, não foram investidos”, alertou a deputada. “É preciso que seja dada uma explicação rápida e consistente à população”, concluiu.

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