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Política

PSB quer qualidade e não mais inchação


Por: REDAÇÃO Portal

Coluna Fogo Cruzado – 2 de setembro de 2019

Coluna Fogo Cruzado – 2 de setembro de 2019

Foto: Reprodução internet

01/09/2019
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Ao decidir na última sexta-feira expulsar dos seus quadros o deputado Átila Lira (PI) e suspender por 1 ano de suas atividades outros 9 deputados que votaram a favor da reforma previdenciária, entre eles o pernambucano Felipe Carreras, afrontando decisão do partido, o PSB fez uma inflexão em direção ao passado. O partido sempre teve posições ortodoxas em relação a princípios, e por isso não crescia. Não tinha como competir com o PT e o PCdoB no campo da esquerda, daí ter-se limitado a um partido acadêmico, quando muito com uma liderança de origem popular como Miguel Arraes em Pernambuco e Luíza Erundina em São Paulo. No entanto, depois que Eduardo Campos lançou-se candidato a presidente da República em 2014, o PSB passou a aceitar gato e cachorro em suas fileiras. Fez vista grossa para a origem política dos que o procuraram, entre eles o atual governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, hoje filiado ao DEM, o ex-deputado Heráclito Fortes (PI) e o próprio Átila Lira. Agora, sob o comando de Carlos Siqueira, o PSB declara formalmente que não se interessa mais por “quantidade” e sim por “qualidade”, ainda que isso represente a perda de 10 dos seus 32 deputados federais. Siqueira afirma que o PSB deixou de ser “a casa de mãe Joana”, ou seja, se alguém deseja fazer o que quer como filiado, deve procurar outro partido.

Sem destino

É de profundo desconforto a situação do deputado Felipe Carreras no PSB após ter sido suspenso por 1 ano de suas atividades partidárias. Ele não gosta de tribuna, e sim de comissões, daí sua contrariedade com a direção nacional por tê-lo afastado de 10 colegiados. Carreras gostaria de sair do partido, porém não tem para onde ir. 

Não dá mais!

Na bancada do PSB do ES, também há um Felipe (Rinoni) que votou a favor da reforma da previdência e estava ameaçado de ser expulso por insubordinação. Só que o governador Renata Casagrande interveio e disse que não aceitava a expulsão. Rinoni deve procurar outra legenda porque já deve ter notado que no PSB não dá para ficar.

Escolha feminina 

O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (ex-PE), já definiu o candidato do seu grupo à sucessão municipal. É a odontóloga e secretária municipal de saúde, Márcia Conrado, filiada ao PMB. Ela se destacou em prévia feita pelo prefeito e já está em campo para ir às ruas. Sua mãe, Alice Conrado, foi a vereadora mais votada em 2016.

Quem vem de lá?

Luciano Duque ainda não tem adversários que ameacem o favoritismo de Márcia Conrado. O ex-prefeito Carlos Evandro (PSB) e o ex-candidato em 2016, Victor Oliveira (PL), ainda não sabem se serão candidatos. Duque será candidato a deputado estadual em 2022 por entender que Serra “tem que ter um representante na Assembleia”.

Veia política

O deputado Romero Albuquerque (PP) decidiu no final de semana com o presidente regional do PP, Eduardo da Fonte, lançar a mulher, Andreza, filha do presidente do Tribunal de Justiça, Adalberto Melo, como candidata a vereadora no Recife na eleição de 2020. Ela está na lista dos 10 que Eduardo da Fonte garante que elegerá.

Mais que Câmara

Sílvio Costa Filho (PRB) garante que já liberou este ano para Pernambuco, por meio de emendas parlamentares, mais de R$ 20 milhões. É uma quantia de fazer inveja ao próprio governador Paulo Câmara, que não tem conseguido arranjar nada para o Estado por conta de sua oposição ao governo de Bolsonaro.

Por nova opção

Está sob responsabilidade de Albérisson Carlos, presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco, a recriação da UDN (União Democrática Nacional) no Estado. O partido, de direita, foi extinto em 1966 pelos militares. No Brasil, há 33 partidos com registro no TSE, mas nenhum deles atende às expectativas da ACS.

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