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Política

Um a menos na oposição a Geraldo


Por: REDAÇÃO Portal

Coluna Fogo Cruzado – 11 de setembro de 2019

Coluna Fogo Cruzado – 11 de setembro de 2019

Foto: Andrea Rêgo Barros/PCR

10/09/2019
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Ex-líder da bancada da Oposição na Câmara Municipal do Recife (por sinal, um excelente líder), o vereador Rinaldo Júnior, que já abandonara o partido pelo qual foi eleito (PRB), filiou-se ontem ao PSB. É uma voz a menos para fiscalizar o prefeito Geraldo Júlio (PSB), do qual agora se torna aliado. Antes dele, considerando-se os dois mandatos do prefeito, foram-se para o PSB Eduardo Chêra e Aerto Luna. Já o vereador Marco Aurélio fez o caminho inverso: trocou o governo pela oposição e hoje é o líder da minoria na Assembleia Legislativa. Registre, por dever de justiça, que o adesismo não é um fenômeno novo naquela Casa. Todos os vereadores, salvo os que têm consistência política, não resistem à “cantada” da bancada governista quando lhes são oferecidos “xis” cargos na estrutura da prefeitura, mais uns tantos outros por meio de empresas terceirizadas e o direito de indicar ruas para serem calçadas. Foi assim que a bancada inchou nos últimos três anos, e tende a ficar maior ainda até abril do próximo ano quando se encerrará o prazo para a troca de partido. De oposição, mesmo, para valer, existe apenas André Régis, que escolheu a bandeira da educação para empunhar e se tornou através dela o mais atuante vereador do parlamento municipal.

Quarteto afinado

Não há um bloco monolítico de oposição, na Câmara Municipal, ao prefeito Geraldo Júlio. No 1º mandato dele havia um quarteto que tocava afinado: Raul Jungmann (PPS), Priscila Krause (DEM), Aline Mariano (PP) e André Régis (PSDB). Jungmann foi para a Câmara Federal, Priscila para a Alepe, Aline aderiu e só restou André.

Governismo manso    

A bancada do PT na Câmara do Recife (João da Costa e Jairo Brito) não defende o governo Geraldo Júlio mas também não o ataca. Os discursos do ex-prefeito João da Costa dificilmente versam sobre questões locais. São de ataque a Bolsonaro, em defesa da democracia, etc. De oposição ao atual prefeito até agora não fez nenhum.

Trio unido

Renato Antunes, Fred Ferreira e Gorete Queiroz formam a bancada do PSC na Câmara Municipal do Recife, que segue a liderança política do deputado André Ferreira, presidente estadual do partido. Todos fazem oposição “light” ao prefeito, que não chega propriamente a incomodá-lo, assim como também Ivan Moraes (PSOL).

Fim das coligações

Com o fim das coligações proporcionais, o PSB tem sido o “ponto de atração” de uma grande parte dos vereadores do Recife que ainda pensa em trocar de partido. O PSB vai se transformar num grande “chapão”, que por não ter “cauda” para garantir a reeleição de todos deixará muita gente boa pelo meio do caminho.

Do mesmo lado

Desde 2013, primeiro ano do primeiro mandato do prefeito Geraldo Júlio (PSB), o único vereador recifense que não trocou de partido nem de “lado” foi André Régis (PSDB). Ele é a opção do PSDB para disputar a prefeitura, mas se porventura o partido não o quiser, disputará tranquilamente a reeleição pelo tucanato.

Aliança recíproca

Tony Gel (MDB) almoçou ontem em Caruaru com o casal Jorge e Laura Gomes (PSB). Foi a 1ª conversa visando à costura de uma aliança para 2020. No Recife, o MDB vai apoiar João Campos (PSB) para prefeito, indicando o vice (Murilo Cavalcanti). E em Caruaru será o inverso: o PSB indicará o vice de Tony Gel.

Pé na estrada 

Guilherme Boulos, que disputou a Presidência da República pelo PSOL, participará amanhã (12) de um debate na Câmara de Vereadores de Caruaru. Depois almoça no acampamento Normandia com o líder do MST, Jaime Amorim, deslocando-se em seguida para o Recife onde debaterá com estudantes da UFRPE. 

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