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A Inovação e as Empresas Familiares no segmento da Saúde


Por: REDAÇÃO Portal

"O cenário é muito otimista, já que o consumo de bens e serviços da saúde no Brasil equivale a 9,1% do PIB"

Foto: Roberta Medeiros/Foto: cortesia

10/03/2020
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Por Roberta Medeiros*

Em dezembro de 2019, a Escola F - Educação para Famílias Empresária realizou seu primeiro “Diálogos F” voltado exclusivamente para o segmento da Saúde em Pernambuco, reunindo especialistas, profissionais e empreendedores da área. Os debates emergiram dos atuais dilemas das Empresas Familiares que atuam no segmento da Saúde. Dentre as questões mais relevantes sobressaíram-se as inovações, as novas tecnologias e as rápidas e intensas transformações digitais que estão impactando o segmento da Saúde. Mas percebe-se que estes temas ainda geram contradições. Por um lado, são vistos como ameaças às empresas da saúde, principalmente, às pequenas e médias, muitas delas geridas por médicos não gestores com pouca afinidade com tais temas. Por outro lado, são percebidas como uma oportunidade para alavancar e diferenciar essas mesmas empresas em relação aos grandes grupos empresariais.

Recentemente, a MIT Technology Review Insights publicou uma pesquisa com mais de 900 profissionais do setor da saúde, e identificou que, com o uso da tecnologia, profissionais do setor estão automatizando a análise de dados, aprimorando diagnósticos e, em consequência, estão conseguindo se dedicar mais aos pacientes. Além de outros ganhos, principalmente com o uso da Inteligência Artificial, como eficiência nos processos, geração de novas receitas e aumento da competitividade empresarial.

A discussão deste grupo de empresas em PE tem um contexto especial, pois existe em Recife um Polo de Tecnologia, o Porto Digital, considerado entre um dos maiores e mais importantes Clusters de Tecnologia no mundo. Neste sentido, a percepção é de que a sinergia entre esses atores ainda está pouco desenvolvida. Os grupos familiares ainda duvidam que os investimentos para o desenvolvimento de soluções inovadoras para a saúde estão ao alcance das pequenas e médias empresas, visto que o real encarecimento dos custos neste setor apresenta-se desproporcional à remuneração que o mercado se propõe a pagar pelos seus serviços.

Por outro lado, o cenário é muito otimista, já que o consumo de bens e serviços da saúde no Brasil equivale a 9,1% do PIB (algo em torno de R$ 546 bilhões, conforme IBGE, 2017), e que as Health Techs cresceram 141% nos últimos 5 anos no país (são mais de 380 startups brasileiras). Um bom exemplo disso foi o destaque das empresas oferecendo soluções à saúde e o bem-estar na CES 2020 (maior feira de tecnologia do mundo).

As recentes pesquisas e o mercado têm percebido as Health Techs como uma grande tendência do mercado da saúde, tendo em vista o foco tanto de novos investidores e empreendimentos do segmento da tecnologia, como também das grandes empresas da saúde. A transformação digital sinaliza ser uma questão de sobrevivência das empresas, sejam familiares ou não, sejam pequenas, médias ou grandes.

Diante deste contexto, a grande questão é vencer a resistência e a falta de conhecimento para contar com a tecnologia e a inovação como aliadas para um reposicionamento estratégico. Talvez as Fintechs e as Startups disruptivas possam servir de exemplos com suas jornadas de sucessos e fracassos.

*Roberta Medeiros, consultora e parceira da Escola F

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