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Tecnologia

Como inserir o ser humano no centro da transformação digital


Por: PATRÍCIA RAPOSO

Qual o caminho para inserir a população na transformação digital?

Qual o caminho para inserir a população na transformação digital?
18/10/2019
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A transformação digital vem impondo mudanças muito rápidas no mercado de trabalho. A substituição do emprego por soluções de tecnologia é uma tendência mundial e a grande pergunta é: como as nações vão se adaptar a isso?

O Brasil, por exemplo, tem grande quantidade de pessoas com baixa escolaridade que não têm preparo para enfrentar essa nova realidade. Com o crescente desejo de eliminar intermediários, o ser humano vai eliminado também postos de trabalho.

Para Leandro Laporta, engenheiro e  diretor de Arquitetura de Soluções e Parcerias da Orange Business Services para a América Latina, uma das principais operadoras de telecomunicações do mundo, com receita de 41 bilhões de euros em 2018 , a tecnologia deve servir ao ser humano, e não o contrário. Ele entende que “sem o ser humano no centro, a transformação digital simplesmente perde sua razão de existir. Afinal, toda inovação tem como objetivo atender às necessidades humanas”.

“O Uber é um exemplo. Você precisa de um carro e você consegue tê-lo sem necessitar falar com ninguém. Mas por trás do sistema tem pessoas, o motorista está lá. Houve um desenvolvedor. Houve uma transformação”, diz Laporta.

Laporta entende que diante de tantas informações e tecnologias disponíveis, há muita chance de oportunidades. “O que falta é uma predisposição das pessoas a mudar de cultura. Tudo está em nossas mãos”.

As transformações impactam muitos setores, uns de forma mais acelerada do que outros. Nos setores bancários e de telecomunicações, foi muito mais rápido do que no de supermercados, por exemplo.

É bem verdade que no passado, os supermercados tentaram, sem sucesso, emplacar as vendas pela internet. Mas os marktplaces não funcionaram como se esperava.

“Era mais caro fazer comprar de supermercado pela internet naquela época, era quase um luxo, porque tudo sai mais caro. Hoje é diferente”, analisa Laporta. Isso porque há interesse tanto da parte dos clientes como da dos donos das lojas.

“Ficou mais barato porque para quem vende é melhor. As redes estão diminuindo a quantidade de lojas e o tamanho das lojas que ficam. E é aí que acontece a transformação. O antigo embalador, vai se transformar num entregador das compras online”.Para Laporta, trazer o ser humano para o centro do processo de transformação é essencial não só para as empresas e negócios, mas para que a tecnologia cumpra devidamente o seu papel, que é facilitar a vida das pessoas. 

Neste sentido, ele entende que é importante que as políticas públicas considerem também as transformações em curso.

“E isso vale para outras tendências, como Machine Learning e Inteligência Artificial. São tecnologias que não vão substituir o ser humano, mas apenas aumentar o potencial das informações disponíveis e, com isso, tornar os processos mais eficientes”. Para ele, a mudança está na ordem do processo: cada vez mais o ser humano vai se ocupar de atividades em posições mais estratégicas dentro das empresas, e menos no operacional. E é para este caminho que governos e corporações devem olhar.

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