Carregando
Recife Ao Vivo

CBN Recife

00:00
00:00
Artigos

Como mensurar a sua vida? (1/3)


Por: REDAÇÃO Portal

"Fazer negócios não gera as recompensas profundas que advêm da formação de pessoas".

Foto: Confira o artigo semanal de Alfredo JR, do Hub Plural/Foto: Thaís Lima

06/02/2020
    Compartilhe:

Por Alfredo JR*


Um dos temas que ultimamente mais me intriga e desperta interesse em me aprofundar é o Futuro do Trabalho. À medida que vou estudando, pesquisando e me aprofundando nele, um outro assunto que emerge e está diretamente associado à discussão trata sobre a forma como entendemos, definimos e medimos o “sucesso”. Afinal de contas, como saber se minha a empresa (ou a empresa na qual trabalho) está sendo “bem sucedida” ou não?

Foi a partir de questionamentos como estes que as famosas “Métricas de Sucesso”, também conhecidas como KPI’s (Key Performance Indicators) no jargão atual, começaram a ganhar relevância e popularidade. Atualmente, existem uma infinidade de KPI’s que são medidos e acompanhados de perto pelos gestores e empreendedores à frente de suas organizações, com o objetivo de simplesmente poderem responder à pergunta: “Estamos no caminho certo, ou não?”. 

Recentemente me peguei refletindo sobre como aplicar esses conceitos na minha vida com o mesmo intuito, o de ser capaz de responder se estou conseguindo ser “bem sucedido” em viver a vida, minha vida, como um todo. Afinal de contas, viver é um “full time job”  

Para este exercício, me desafio a encontrar respostas convincentes para três perguntas: 

Como posso ter certeza de que serei feliz em minha carreira?

Como posso ter certeza de que meu relacionamento com minha esposa (cônjuge) e minha família se tornarão uma fonte duradoura de felicidade?

Como posso ter certeza de que ficarei fora da cadeia?

Embora esta última pergunta pareça uma brincadeira, vá por mim… não é! 

Uma das teorias que fornece grande insight sobre a primeira pergunta (e que me ajudou bastante a respondê-la) é de Frederick Herzberg, que afirma que o motivador mais poderoso de nossas vidas não é dinheiro, mas sim a oportunidade de aprender, crescer, adquirir responsabilidades, contribuir com outras pessoas e ser reconhecido por nossas realizações. 

Vou compartilhar com vocês uma reflexão que tive ao me debruçar sobre esta questão e que foi fundamental para eu encontrar a minha resposta.

Na minha mente, vi uma das minhas gerentes sair de casa para trabalhar pela manhã com um nível relativamente forte de autoestima. Então eu a imaginei voltando para casa, para sua família, 10 horas depois, sentindo-se desvalorizada, frustrada, subutilizada e humilhada. Imaginei o quão profundamente sua baixa autoestima afetava a maneira como ela interagia com seus filhos e cônjuge.

A visão em minha mente então avançou para outro dia, quando ela voltou para casa com uma autoestima mais alta - sentindo que tinha aprendido muito, foi reconhecida por realizar coisas valiosas e teve um papel significativo no sucesso de algumas iniciativas importantes para a empresa. Então imaginei como isso a afetaria positivamente como esposa e mãe.

Minha conclusão: gerir pessoas é a mais nobre das profissões se praticada bem. Nenhuma outra ocupação oferece tantas maneiras de ajudar outras pessoas a aprender e crescer, assumir responsabilidades, ser reconhecida por suas conquistas e contribuir para o sucesso de uma equipe. Neste momento, me senti profundamente feliz com o que faço =)

Vejo cada vez mais e mais pessoas pensando que uma carreira nos negócios significa comprar, vender, reduzir custos, aumentar margens e investir em empresas. Isso é lamentável. Fazer negócios não gera as recompensas profundas que advêm da formação de pessoas.

Gostaria que vocês soubessem disso. 

ps.: reflexões sobre as outras duas perguntas, nos próximos artigos  

*Alfredo Júnior é diretor de Qualquer Coisa do Hub Plural

**Os artigos não refletem, necessariamente, a opinião do Movimento Econômico

Notícias Relacionadas

Comente com o Facebook