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Da poupança às ações: entenda as alternativas entre elas.


Por: REDAÇÃO Portal

Mudar da poupança para ações é um salto grande, de um extremo de conservadorismo para o extremo oposto do risco

Mudar da poupança para ações é um salto grande, de um extremo de conservadorismo para o extremo oposto do risco
28/10/2019
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Thiago Pflueger Andrade

Insatisfeitos com os rendimentos baixos dos ativos conservadores, principalmente a poupança, é comum os investidores migrarem para ativos de maior risco. O movimento tradicional, porém equivocado, é a saída dos ativos conservadores à procura de investimentos atrelados a ações. A grande mídia induz investidores à Bolsa, exacerbando altas e criando uma ilusória sensação de dinheiro fácil na Bolsa de Valores.
 
Mudar da poupança para ações é um salto grande, de um extremo de conservadorismo para o extremo oposto do risco. É importante que o investidor tome conhecimento das opções de investimentos com risco intermediário. Nos EUA, por exemplo, um dos mercados mais comuns aos investidores pessoa física é do de Bonds, no Brasil, chamados de debêntures. Esse tipo de investimento nada mais é do que um empréstimo a uma empresa, recebendo juros previamente estabelecidos. Esse ativo possui uma rentabilidade média muito maior do que o CDB do banco, pois não possui garantia do fundo garantidor de crédito (FGC).

O mais indicado ao investidor é que a mudança da carteira seja gradual, passando por vários grupos de ativos diferentes e se adaptando ao aumento do risco. Cada classe de ativo possui características próprias que devem ser compreendidas para que haja conforto ao investir.

Os fundos imobiliários (FII) são alternativas interessantes para quem quer um investimento com as garantias dos imóveis e a versatilidade do mercado financeiro. Os FIIs são condomínios de investidores com propósito de exploração imobiliária, seja na compra de imóveis para recebimento dos aluguéis, seja para o desenvolvimento de novos empreendimentos. Já a classe de fundos multimercados (FIM) é mais abrangente. Os FIMs podem investir em praticamente qualquer ativo, sejam ações, moedas, juros ou até em fundos imobiliários. O regulamento do fundo determina algumas restrições individuais. Cada gestor possui uma estratégia própria que determinará o risco do produto.

Mudanças súbitas de patamar de risco, na sua maioria das vezes, geram frustrações e traumas para os investidores. Ao assumir mais risco, é inevitável que, em algum momento, o produto não renda como esperado ou tenha rentabilidade negativa. Decisões precipitadas nesse momento poderão gerar ainda mais prejuízos. Portanto, é importante que o investidor possua o perfil adequado para suportar as flutuações

Entender o que há disponível no mercado irá lhe ajudar a tomar a melhor decisão. Adquirir conhecimento sobre o mercado financeiro e suas alternativas, certamente é o melhor investimento.

*Thiago Pflueger – Sócio da Athena Investimentos

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