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DaVita anuncia aquisição no Recife e avança no mercado de tratamento renal


Por: PATRÍCIA RAPOSO

Empresa de origem norte-americana, que está presente em várias capitais do Nordeste, quer chegar a Aracaju e Maceió até dezembro

Empresa de origem norte-americana, que está presente em várias capitais do Nordeste, quer chegar a Aracaju e Maceió até dezembro

Foto: Primeira unidade do Recife foi inaugurada ha seis meses/Foto: divulgação

26/05/2020
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Em meio a pandemia do coronavírus, a DaVita Tratamento Renal, segue expandido suas operações no Nordeste. Esta semana, a empresa do grupo norte-americano DaVita Inc. (NYSE: DVA) comunicou a aquisição do Instituto de Nefrologia do Recife, passando a ter duas unidades na capital pernambucana.

Com investimento da ordem de R$ 500 milhões previstos para o Brasil até 2023, a empresa mantém em sigilo o valor da operação, mas adianta que já desembolsou cerca de R$ 120 milhões em máquinas, infraestrutura e aquisições. E a meta é atingir R$ 1 bilhão em receita em 2022.

Os planos da DaVita para o Nordeste incluem novas aquisições e construções de unidades próprias, como já ocorreu no Recife, onde o grupo ergueu uma clínica de padrão internacional para 400 pacientes, há seis meses. A empresa já atua em Fortaleza, Natal, João Pessoa e Salvador.

Bruno Haddad

Nesta pandemia, o volume de diálise intra-hospitalar aumentou 30% em abril em relação a março, crescimento decorrente do covid-19. Isso fez os custos das unidades de saúde dispararem, porque foi necessário contratar mais profissionais, comprar EPIs e ampliar o atendimento intra-hospitalares para pacientes renais vitimados pela covid-19. Na DaVita, esse custo teve um acréscimo de R$ 10 milhões.

Ainda que as despesas tenham crescido, não foram suficientes para ameaçar os planos de expansão da empresa, que quer chegar a Aracaju e Maceió ainda este ano. A DaVita aportou no Brasil em 2015 com um planejamento de crescimento muito estruturado. “Nós temos um projeto de longo prazo muito claro, de modo que oscilações de mercado, ainda que tão relevantes como a gerada pela covid-19, não impactam nas nossas expectativa e visão do país”, diz Bruno Haddad, presidente da DaVita.

Na verdade, os danos financeiros que a covid-19 vêm causando às clínicas de tratamento renal ampliam as chances de novos negócios. “Os custos aumentaram substancialmente, o que torna a situação financeira de boa parte das empresas do setor, muito difícil. E essa realidade tende a se estender por um bom tempo”, analisa Haddad.

A demanda reprimida por serviços no Nordeste torna tudo ainda mais favorável. “As pessoas buscam cada vez mais se antecipar às doenças, e isso gera uma procura maior pelos serviços”, explica.

Dados da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) apontam que o número estimado de pacientes em tratamento dialítico é de 133.000. E, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, mais de duas mil pessoas aguardam na fila por uma vaga para realizar hemodiálise no País.

 

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