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Empresas nordestinas se unem para exportar camarão para os Estados Unidos


Por: REDAÇÃO Portal

Camarave e Carapitanga farão piloto de exportação para reativar toda a cadeia burocrática de exportação e abrir novos canais

Camarave e Carapitanga farão piloto de exportação para reativar toda a cadeia burocrática de exportação e abrir novos canais

Foto: Com 150 hectares de lâmina d’água, a Camarave está investindo no processo de produção com captação de água oceânica que irá elevar a produção a 2000 toneladas este ano/Foto: Divulgação Camarave

30/05/2021
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Por Etiene Ramos

A Camarave, empresa do grupo pernambucano ACLF, vai começar a exportar sua produção de camarões para os Estados Unidos a partir de junho. A empresa, com sede em São Bento do Norte, no Rio Grande do Norte, fará sua primeira exportação em parceria com a Fazenda Carapitanga, de Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco, que já exporta para o mercado americano, Tailândia e Emirados Árabes.

Com o fim das medidas antidumping impostas pelos produtores americanos há cerca de 15 anos e que deixaram o camarão brasileiro cerca de 10% mais caro, os produtores brasileiros estão se reorganizando para voltar a exportar para os Estados Unidos. “Estamos fazendo um piloto de exportação para abrir canais e realizar contatos. A ideia é reativarmos toda nossa cadeia burocrática de exportação”, diz Avelar Loureiro Filho, presidente do grupo ACLF e fundador da Camarave.

Ele explica que neste primeiro momento os produtores decidiram dividir riscos de operação e enviar apenas um container. Na sequência, a expectativa é que cada empresa siga sozinha desbravando o amplo mercado americano.

Multiplicação com inovação

Com 150 hectares de lâmina d’água, a Camarave está investindo no processo de produção com captação de água oceânica que irá elevar a produção a 2000 toneladas este ano. “Passei um mês visitando regiões e empresas produtoras de camarão da Ásia e com isso criamos um modelo que irá aumentar nossa produtividade exponencialmente. Vamos produzir 100 vezes mais usando um centésimo da atual área ocupada. É uma inovação que reuniu várias experiências visitadas nas viagens”, revela Avelar.

A partir de 2022, a produção deverá decolar para 20 mil toneladas, o que representa um terço do camarão produzido pelo Brasil. Com o previsível sucesso da volta das exportações, a Camarava deverá investir no processo de beneficiamento do camarão a fim de atender às diversas exigências internacionais e poderá adquirir a unidade de beneficiamento do Rio Grande do Norte, que hoje é arrendada.

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