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GeoSensori leva modelagem 3D para construção civil


Por: REDAÇÃO Portal

Startup pernambucana tem na fotogrametria com o uso de drones sua principal ferramenta

Startup pernambucana tem na fotogrametria com o uso de drones sua principal ferramenta

Foto: Com uma estrutura enxuta, a GeoSensori vem investindo na aquisição de equipamentos e em pesquisas, com o objetivo de marcar terreno em seu segmento/Foto: divulgação

06/02/2020
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Luciana Leão

Apaixonado por artes gráficas e tecnologia, o designer Tiago Sá, desde o início de sua carreira, em 2004,  foi pioneiro ao explorar as técnicas de modelagem tridimensional (3D) numa empresa familiar do segmento de moda no Recife e, com isso, aprendeu a enxergar o mundo, digamos, de uma forma diferenciada.

"O 3D é a síntese de toda expressão da realidade. É fascinante como um sistema matemático simples, pode representar tudo que está em nossa volta. Podemos trazer a realidade para dentro de um computador, alterando-a, fazendo mudanças e adaptando às necessidades de cada projeto”, explica o jovem empresário de 37 anos.

Com essa visão, Tiago Sá investiu em sistemas de impressão 3D para fazer prototipagem e produção de acessórios de moda, quando o mercado fazia praticamente tudo de forma manual.  “A inovação, na época, representou um avanço para o setor”, avaliou. 

No início, a empresa familiar contratava birôs de serviços. Mas, em seguida, começou a operar impressoras 3D dentro do próprio escritório e oferecer a tecnologia para grandes empresas do setor como Levis, Colcci, Triton, Carmim, Água de Coco, que ainda não usavam tecnologia 3D para fazer sua modelagem na época.

Novos desafios

Com a experiência adquirida na empresa familiar, o jovem designer partia então para outros desafios.  A facilidade em lidar com os números e a prática em artes gráficas, motivou Tiago a estudar marketing.

"Meu talento para o marketing despertou naturalmente. Trabalhar em uma empresa pequena me forçou a explorar todos os limites da minha formação de designer. Apresentar a marca de maneira profissional sem estourar o pequeno orçamento exigiu meu envolvimento pessoal nas áreas de design gráfico, fotografia e web design, além do desenvolvimento do produto em si. Além disso, definição de preço, cadeia de fornecimento e marketing digital fizeram parte do meu dia-a-dia durante os oito anos que me dediquei a empresa", disse.

Inovação e tecnologia para quem mais precisa

Com um espírito desbravador e curioso, Tiago não pensou duas vezes e aceitou o convite de liderar a área de marketing de uma grande construtora em Salgueiro, sertão do Estado. Foi naquele momento, em 2014, que o jovem designer encontrou o desafio que tanto precisava, ao perceber que todo seu conhecimento em modelagem 3D e captura de realidade poderiam ser aproveitados em projetos que teriam muito mais impacto na vida das pessoas: a construção civil.

"É incrível perceber como uma área tão importante para o desenvolvimento das comunidades ainda encare com tamanha resistência as novas tecnologias. Basicamente a gente constrói casas hoje com a mesma tecnologia de 40 anos atrás”, pontuou. Fundar sua própria empresa, a GeoSensori, especializada em projetos de fotogrametria e georreferenciamento, foi o caminho escolhido para tornar a tecnologia mais acessível a todos.

"Hoje existe um abismo entre projeto e  a prática no campo. Fechar esse abismo é o desafio que nos mantém motivados e a nossa estratégia é usar várias tecnologias de captura de realidade para criar um modelo detalhado do canteiro de obras dentro do computador", explica o designer, que assegura mais economia para as empresas, melhores produtos para os seus clientes e menos contratempo para a equipe.

Tiago Sá, CEO da GeoSensori

Com uma estrutura enxuta, a GeoSensori vem investindo na aquisição de equipamentos e em pesquisas, com o objetivo de marcar terreno em seu segmento.  Com menos de dois anos, a startup pernambucana busca ampliar seu nicho de mercado, com a conquista de novos clientes.

Otimista e empreendedor, Tiago Sá aposta no reaquecimento da economia e do setor da construção civil para alavancar mais negócios e estabelecer a GeoSensori como uma referência no segmento de fotogrametria com o uso de drones, para a construção civil.

Mercado

Estimativas da consultoria Gartner apontam que as vendas mundiais de drones para uso corporativo integrados às redes de Internet das Coisas (IoT) chegarão a 526 mil unidades em 2020, o que representa um aumento de 50% em relação a 2019.

O setor de construção é um dos primeiros a adotar os drones, o que faz com que o monitoramento de obras e construções seja o maior caso de uso atual das vendas em todo o mundo, afirma relatório da Gartner. Estima-se que as remessas para esse segmento atinjam quase 210 mil drones em 2020 e mais que dobrem até 2023, pois os drones estão assumindo tarefas como mapeamento de terreno e gerenciamento de terraplanagens, pois são mais rápidos e seguros para realizarem este tipo de tarefa.

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