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Economia

Indústria pernambucana buscando fôlego para reagir


Por: REDAÇÃO Portal

Os bons resultados esperados para os próximos meses não devem ser suficientes para fechar 2020 no positivo

Os bons resultados esperados para os próximos meses não devem ser suficientes para fechar 2020 no positivo

Foto: Segmento industrial não parou, mas quarentena inibiu produção/Foto: CNI

12/08/2020
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Juliana Albuquerque

O ano de 2019 foi um ano relativamente ruim para indústria pernambucana, quando fechou em queda de 2,2%. Contudo, já no começo de 2020 foi possível verificar indicativos de melhora nesse cenário quando comparado ao ano passado.

De dezembro para janeiro de 2020, por exemplo, a produção industrial fechou com alta de 8,7% e a evolução positiva seguiu na passagem de janeiro para fevereiro, com uma alta de 7,6% no período. Entre março e abril, o setor começou a sentir os impactos do isolamento social e computou suas maiores quedas na produção, de 7,9% e 11%, respectivamente.

“Embora a indústria não tenha parado, uma vez que há queda na demanda por conta do isolamento, não tem como aumentar a produção”, explica o economista da Fiepe, Cezar Andrade. Mas, segundo o economista, a tendência de queda começou a mostrar sinais de melhora a partir de maio.  “Na passagem de abril para maio teve recuperação um pouco surpreendente, com crescimento de 20,5%.

E esse bom desempenho foi puxado pela indústria de alimentos, uma das poucas que não se prejudicou com a pandemia, porque alimento é essencial. Ela, junto com produtos de higiene e farmacêuticos, conseguiu elevar o desempenho da produção industrial pernambucana”, revela Andrade.

De acordo com o economista, se a pandemia não tivesse acontecido, provavelmente a produção industrial pernambucana estaria bem elevada. Porém, o ano de 2020 não está perdido e os resultados recentes revelam que com a reabertura do comércio e a demanda reprimida que ficou do isolamento, deve prevalecer uma boa recuperação nos próximos meses.

Contudo, os bons resultados esperados para os próximos meses não devem ser suficientes para fechar 2020 no positivo. “Ainda é muito cedo para falar em recuperação de fato. Com parte da população desempregada, se consome menos e isso impacta no resultado consolidado de 2020. Porém, o sentimento positivo dos empresários da indústria começou a melhorar, após atingir o pior número em abril, e isso demonstra que quando o comércio reabre o empresário fica mais confiante”, detalha o economista.

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