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Economia

Indústria pernambucana reage em maio, mas no acumulado do ano segue negativa


Por: REDAÇÃO Portal

Produção industrial cresce em 12 de 15 locais pesquisados em maio

Produção industrial cresce em 12 de 15 locais pesquisados em maio

Foto: O crescimento mais acentuado no Paraná e em Pernambuco ocorreu após os recuos acumulados de 31,8% e 25,4%/Foto: CNI

08/07/2020
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Redação com Agência Brasil

Em maio, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e um deles foi Pernambuco. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, as taxas foram positivas na comparação com abril, na série com ajuste sazonal.

O percentual mais elevado coube ao Paraná: 24,1%. Pernambuco ficou em segundo lugar, com crescimento de 20,5%, e o Amazonas em terceiro, com 17,3% de alta. Crescimento também no  Nordeste, com desempenho positivo, de 12,7%, e nos estados do Rio Grande do Sul (13,3%), São Paulo (10,6%) e Bahia (7,6%), todos com elevação acima da média nacional (7,0%).

Embora tenham conseguido taxas positivas Minas Gerais (6,3%), Santa Catarina (5,4%), Rio de Janeiro (5,2%), Mato Grosso (4,4%) e Goiás (3,0%), ficaram abaixo da média nacional.

Já o Espírito Santo teve a maior queda (-7,8%) em maio de 2020, terceiro mês seguido de recuo na produção, com perda de 30,9% nesse período. Os outros locais que tiveram taxa negativa foram o Ceará (-0,8%) e o Pará (-0,8%).

Pernambuco

O crescimento mais acentuado no Paraná e em Pernambuco ocorreu após os recuos acumulados de 31,8% e 25,4%, respectivamente, nos meses de março e abril, resultados seguidos pelo Amazonas, que interrompeu três meses de taxas negativas consecutivas, quando acumulou queda de 53,4%.

Isso anula o crescimento no acumulado do ano no estado.  De janeiro a maio, a taxa está negativa em -4,7%. “Mas percebemos que essa tendência vem sendo revertida. Há melhora nos indicadores.”, diz Cezar Andrade, economista da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).

No comparativo de maio de 2020 a maio de 2019, os números do estado são desanimadores para alguns setores, exceto para alimentos, que teve alta de 17,5%.

Neste período, o setor mais afetado foi o de Equipamento de Transportes (exceto veículos), que engloba o setor naval. Ele teve registro negativo de -91,3% , mas não pode entrar na conta da pandemia, porque ele já vinha sofrendo duramente com a desativação dos estaleiros de Suape.

Já setor de Material Elétrico sofreu reflexos da quarentena, com redução de 58,8%, pois oferece produtos para acabamento na construção civil, que ficou paralisada no estado por quase 90 dias. O que também afetou o setor de Minerais não Metálicos, como gesso e cerâmica, com desempenho igualmente negativo de 47,1%. “O fechamento do comércio também pesou para esses setores”, diz Cezar Andrade.

O setor Têxtil teve queda de 43,9%, nos últimos 12 meses, impactado pela quarentena, principalmente pelo fechamento da Feira da Sulanca.

Se em 2019, sem um fenômeno como a pandemia, a indústria pernambucana fechou o ano com queda de 2,2% , a expectativa para 2020 é nada promissora. “Não é possível prever qual o índice de fechamento final, o cenário ainda está muito nebuloso. Recuperação mesmo, só em 2021”, analisa o economista.

Nacional

O desempenho de maio de 2020 a maio de 2019 foi negativo nacionalmente em 21,9%, com 14 dos 15 locais pesquisados apontando resultados no vermelho. O IBGE, ressaltou que além do efeito calendário negativo, porque maio de 2020 teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (22 dias), é possível notar a clara diminuição do ritmo da produção causada pelos efeitos do isolamento social.

As maiores quedas ficaram com o Ceará (-50,8%) e o Amazonas (-47,3%), seguidos por Espírito Santo (-31,7%), Santa Catarina (-28,6%), Rio Grande do Sul (-27,3%), São Paulo (-23,4%) e Região Nordeste (-23,2%), que também registraram perdas mais elevadas do que a média da indústria (-21,9%). Os outros locais com perdas na produção, na mesma comparação, foram Bahia (-20,7%), Paraná (-18,1%), Minas Gerais (-15,1%), Pernambuco (-13,5%), Pará (-13,0%), Rio de Janeiro (-9,1%) e Mato Grosso (-3,4%).

Mas na comparação com maio de 2019, Goiás foi o único com taxa positiva no índice mensal de maio, com avanço de 1,5%. O resultado, segundo o IBGE, foi impulsionado, em grande parte, pelo ramo de produtos alimentícios com açúcar VHP e cristal, óleo de soja refinado e em bruto, extrato, purês e polpas de tomate, leite condensado e tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja.

Para o IBGE, as taxas positivas em 12 dos 15 locais pesquisados dentro do crescimento de 7,0% da atividade industrial nacional, na série livre de influências sazonais, verificado na passagem de abril para maio de 2020, refletem, principalmente, o retorno à produção, mesmo que parcialmente, de unidades produtivas, após as interrupções geradas por efeito da pandemia de Covid-19.

Acumulado do ano em outros estados

A pesquisa indicou que houve redução em 13 dos 15 locais pesquisados, quando a referência é o acumulado do ano, na comparação a igual período de 2019, também impactado pela pandemia.

Além de Pernambuco, que acumula queda de 4,7% no período, os destaques foram Ceará (-21,8%), Amazonas (-20,7%) e Espírito Santo (-18,5%). Rio Grande do Sul (-16,6%), Santa Catarina (-15,4%), São Paulo (-13,6%) e Minas Gerais (-12,1%), que registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-11,2%). Os outros locais foram Paraná (-8,9%), região Nordeste (-8,8%), Bahia (-5,9%), Mato Grosso (-3,8%) e Goiás (-0,3%). Esses, no entanto, tiveram índices negativos menos acentuados que a média nacional.

Os avanços no índice acumulado de janeiro a maio de 2020, foram notados no Rio de Janeiro (2,8%) e no Pará (0,9%). O comportamento positivo das atividades de indústrias extrativas explica o desempenho favorável.

Já nos últimos 12 meses, houve redução de 5,4% em maio de 2020, o que representou o recuo mais elevado desde dezembro de 2016 (-6,4%) e permaneceu com o aumento na intensidade de perda frente aos resultados dos meses anteriores. Na avaliação desse período, 12 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas, sendo que 15 apontaram menor dinamismo frente aos índices de abril.

As principais reduções foram Ceará (de -3,1% para -7,9%), Amazonas (de 0,5% para -3,8%), Santa Catarina (de -2,6% para -6,6%), Rio Grande do Sul (de -3,7% para -7,7%), Paraná (de 1,7% para -2,0%), São Paulo (de -2,5% para -5,6%), Bahia (de -2,5% para -5,1%), Região Nordeste (de -3,5% para -5,9%), Pernambuco (de -2,5% para -4,5%) e Rio de Janeiro (de 5,1% para 3,9%).

A queda no ritmo de produção (-24,5%) se intensificou no setor industrial no período abril-maio de 2020, também sob os efeitos da pandemia, frente ao registrado no primeiro trimestre de 2020 (-1,7%). Com isso, o comportamento negativo presente desde o último trimestre de 2018 (-1,3%) foi mantido em todas as comparações contra igual período do ano anterior.

De acordo com a pesquisa, em termos regionais,13 dos 15 locais pesquisados apresentaram ritmo de dinamismo menos intenso. Os destaques ficaram com Ceará, que passou de -1,4% nos três primeiros meses do ano para -51,8% no período abril-maio de 2020, Amazonas (de -0,8% para -50,6%), Região Nordeste (de 4,3% para -28,0%), Bahia (de 7,0% para -23,4%), Pernambuco (de 5,8% para -20,9%), Rio Grande do Sul (de -5,1% para -31,7%), Paraná (de 2,5% para -24,0%), São Paulo (de -2,5% para -27,6%), Santa Catarina (de -5,2% para -29,6%), Rio de Janeiro (de 9,9% para -7,6%) e Espírito Santo (de -12,2% para -28,4%). Já os ganhos ficaram por conta do Pará (de -1,2% para 4,4%) entre os dois períodos.

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