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Economia

Indústria recua em oito estados e Pernambuco sofre segunda maior baixa


Por: REDAÇÃO Portal

O Amazonas interrompeu dois meses consecutivos de alta, período em que acumulou crescimento de 2,6%, enquanto Pernambuco registra o terceiro resultado negativo seguido e acumula perdas de 8,6%.

O Amazonas interrompeu dois meses consecutivos de alta, período em que acumulou crescimento de 2,6%, enquanto Pernambuco registra o terceiro resultado negativo seguido e acumula perdas de 8,6%.

Foto: Arquivo/ABR

10/09/2019
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A atividade industrial recuou em oito dos 15 estados pesquisados no mês de julho, acompanhando o recuo (-0,3%) da indústria nacional. Os recuos mais acentuados foram no Amazonas (-6,2%) e em Pernambuco (-3,9%). Por outro lado, as maiores altas foram no Rio de Janeiro (6,8%) e em Mato Grosso (5,5%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, do IBGE.

O Amazonas interrompeu dois meses consecutivos de alta, período em que acumulou crescimento de 2,6%, enquanto Pernambuco registra o terceiro resultado negativo seguido e acumula perdas de 8,6%.

A região Nordeste (-2,6%), Rio Grande do Sul (-2,4%), Ceará (-1,5%), São Paulo (-1,4%) e Bahia (-1,3%) também recuaram abaixo da média nacional (-0,3%), enquanto Santa Catarina (-0,3%) completou o conjunto de locais com índices negativos em julho.

Por outro lado, Rio de Janeiro (6,8%) e Mato Grosso (5,5%) apontaram os avanços mais elevados nesse mês, com o primeiro local eliminando a redução de 5,8% verificada no mês anterior; e o segundo recuperando a perda de 3,8% acumulada nos meses de maio e junho últimos. As demais taxas positivas foram assinaladas por Paraná (2,0%), Goiás (1,7%), Espírito Santo (1,7%), Pará (0,5%) e Minas Gerais (0,3%).

Trimestre

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria recuou 0,4% no trimestre encerrado em julho de 2019, frente ao nível do mês anterior, e manteve a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018.

Em termos regionais, ainda em relação a este índice, nove dos quinze locais pesquisados apontaram taxas negativas. Os recuos mais acentuados foram em Pernambuco (-2,9%), Região Nordeste (-1,5%), Bahia (-1,3%), São Paulo (-1,2%), Amazonas (-1,2%), Santa Catarina (-1,1%) e Ceará (-1,1%). Já os maiores avanços foram no Pará (16,4%) e Rio de Janeiro (2,8%).

Em relação a julho de 2018, o setor industrial caiu 2,5% e sete dos quinze locais pesquisados acompanharam essa queda. Vale citar que julho de 2019 (23 dias) teve um dia útil a mais que igual mês do ano anterior (22). Nesse mês, Espírito Santo (-14,2%) e Pernambuco (-10,2%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais intensos, pressionados, principalmente, pelas quedas observadas nos setores de indústrias extrativas e celulose, papel e produtos de papel (celulose), no primeiro local; e de outros produtos químicos, outros equipamentos de transporte e produtos alimentícios, no segundo.

Região Nordeste (-7,9%), Minas Gerais (-6,5%), Bahia (-5,6%), Mato Grosso (-3,2%) e São Paulo (-2,7%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção nesse mês.

Por outro lado, as maiores altas foram no Paraná (4,8%) e no Rio de Janeiro (4,8%), impulsionados, em grande parte, pelo comportamento positivo das atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques e caminhões) e máquinas e equipamentos (máquinas para colheita e tratores agrícolas), no primeiro local; e de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo e gás natural), no segundo. Pará (3,4%), Goiás (2,1%), Ceará (1,9%), Rio Grande do Sul (1,8%), Santa Catarina (1,4%) e Amazonas (0,3%) também mostraram taxas positivas nesse mês.

Considerando-se o período maio-julho de 2019, o setor industrial recuou 0,5%, uma queda menos intensa que a do o primeiro quadrimestre de 2019 (-2,6%), ambas as comparações com igual período do ano anterior. Nesse mesmo tipo de confronto, onze dos quinze locais pesquisados também assinalaram ganho de ritmo, com destaque para Pará (de -7,8% para 1,9%), Amazonas (de -3,0% para 3,0%), Rio de Janeiro (de -2,9% para 1,6%), Goiás (de 0,1% para 4,2%) e São Paulo (de  -2,6% para 0,7%). Por outro lado, os recuos mais acentuados entre os dois períodos foram no Espírito Santo (de -10,2% para -14,8%) e em Minas Gerais (de -3,6% para -6,0%).

Fonte: IBGE

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