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Investindo no blockchain, Bleu Empreendimentos Digitais vai além do exchange e diversifica atuação


Por: PATRÍCIA RAPOSO

Como fornecedora de tecnologia blockchain, ela atua em duas direções: uma voltada aos criptoativos, inclusive terceirizando o sistema Bleutrade, e a outra, no desenvolvimento de blockchain para serviços que não estão ligado a criptomoedas

Como fornecedora de tecnologia blockchain, ela atua em duas direções: uma voltada aos criptoativos, inclusive terceirizando o sistema Bleutrade, e a outra, no desenvolvimento de blockchain para serviços que não estão ligado a criptomoedas

Foto: Ilustração Xresch/Pixabay

04/10/2019
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“O ovo nasceu antes da galinha”, costuma dizer Marcos Vinícius de Morais, quando explica o surgimento da empresa da qual é conselheiro, a Bleu Empreendimentos Digitais. É que o primeiro negócio da Bleu foi a Bleutrade Cryptocurrency Exchange que, atualmente, conta com mais de 200 mil usuários em todo o mundo. Criada com base na tecnologia Blockchain, a plataforma online negocia nove criptoativos e serve como uma ponte entre pessoas que desejam vender e comprar criptomoedas. 

A Bleutrade foi fundada em 2014 e logo foi preciso criar uma outra empresa para poder gerir tanto este quanto os outros negócios que foram sendo desenvolvidos e resultaram na Bleu Empreendimentos Digitais, fundada em 2017.

Como fornecedora de tecnologia blockchain, ela atua em duas direções: uma voltada aos criptoativos, inclusive terceirizando o sistema Bleutrade, e a outra, no desenvolvimento de blockchain para serviços que não estão ligado a criptomoedas.

As exchanges BitRecife e EXC Cripto (de Brasília), criadas em 2018, foram desenvolvidas a partir da plataforma criada pela Bleu. No próximo mês,  será a vez Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo (BOMESP). “Estamos em negociações bastante avançadas com um grupo argentino e outro de Goiana. Até final do ano, devemos chegar a 20 clientes para a plataforma”, revela Morais.

A outra linha de ação é o desenvolvimento de blockchain para serviços diversos. Tem sido usado, por exemplo, para rastrear mercadorias, evitando manipulações e eliminando intermediários. “Já há decisões judiciais considerando registros de  blockchain”, ressalta Morais.

Uma startup que recebeu investimentos da Bleu, a Prëxis, tem usado o blockchain para registro documental, como música, por exemplo. “Se você for compositor, paga R$ 17,90 para registrar a sua música no blockchain, através da plataforma Prëxis. Assim, qualquer pessoa que tenha acesso ao Hash, (tecnologia que resume qualquer arquivo a uma sequência de 51 caracteres para depósito no blockchain) pode verificar quando você registrou a música, o que confere o direito autoral”.

O serviço não serve só para registro de músicas, mas de qualquer coisa, como livros ou documentos. A data e a hora do depósito no blockchain asseguram ao autor a propriedade intelectual. Esse mecanismo pode vir, no futuro, a ser um concorrente ou substituto aos serviços prestados pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

“A tecnologia é revolucionária e não serve somente para o mercado de criptoativos. Estamos desenvolvendo projetos que vão transformar radicalmente setores da economia e acreditamos que essas mudanças vão impactar, de forma considerável e para melhor, a vida de toda a população brasileira ”, anuncia.

 

Marcos Vinícius de Morais

 

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