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Juros a 5,5% - Onde os investidores estão aplicando seus recursos?


Por: REDAÇÃO Portal

Dentro das classes de fundos de investimento, as de maior crescimento estrutural durante o ano de 2019 foram as classes de fundos multimercados e de ações

Dentro das classes de fundos de investimento, as de maior crescimento estrutural durante o ano de 2019 foram as classes de fundos multimercados e de ações
19/10/2019
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Thiago Pflueger*

Com a taxa de juros brasileira no menor patamar histórico, o investidor está sentindo a necessidade de mudança nos seus hábitos de investimentos. A famosa poupança, que culturalmente é o primeiro investimento pessoal, sofreu grande redução no seu, já não tão expressivo, rendimento mensal. Após a mudança na fórmula que rege o retorno da poupança, em maio de 2012, ela passou a render 70% da taxa SELIC, o equivalente atualmente a 3,85% ao ano ou 0,32% ao mês.

Não somente os investidores da poupança se viram na necessidade de mudar seus investimentos. De acordo com a Anbima, órgão auto-regulador do mercado de capitais, a classe de ativos de fundos de investimento teve uma captação líquida em 2019 de R$205,7 bilhões até o fim de setembro, valor que representa um crescimento de 180% em relação ao mesmo período do ano passado.

Thiago Pfluege

Dentro das classes de fundos de investimento, as de maior crescimento estrutural durante o ano de 2019 foram as classes de fundos multimercados e de ações, que juntas captaram R$ 103,5 bilhões. Isso mostra um movimento geral de maior apetite por risco pelos investidores, procurando alternativas aos tradicionais investimentos de renda fixa.

Além do crescimento da captação líquida dessas modalidades de investimentos, o retorno auferido em 2019 surpreende. Enquanto os fundos de renda fixa, em média, renderam 5,30% em 2019, os fundos multimercados, medidos pelo índice IHFA, renderam 7,47%, o equivalente a 153% do CDI. Já o índice de referência dos fundos de ações, o Índice Bovespa, subiu 19,18% somente em 2019.

Outra classe de ativo que chamou muito atenção dos investidores em 2019 foi a de fundo imobiliários. Os FIIs, como são conhecidos, são um condomínio de investidores que tem como proposito único o investimento em ativos imobiliários. Com a isenção fiscal para o recebimento dos aluguéis mensais distribuídos pelos fundos, os investidores perceberam os FIIs como uma ótima alternativa em relação à compra tradicional do imóvel. Em setembro de 2018 existiam aproximadamente 400 mil cotistas de fundos imobiliários. No mês passado a Anbima registrou a incrível marca de 1 milhão de cotista, um crescimento de 150% em apenas 1 ano.

O índice de referência dos fundos imobiliários, o IFIX, também se beneficiou com a queda da taxa de juros. Como os investidores ficam dispostos a pagar mais caro pelas cotas dos fundos quando os juros dos seus investimentos tradicionais estão baixos, a pressão compradora cresce e o valor das cotas sobe. Somente em 2019 o índice teve uma alta de 15,14%.

É evidente que os brasileiros estão, gradativamente, mudando seu perfil de investimento, já que a bonança de retornos de 1% ao mês sem risco passou. Entretanto, não podemos nos impressionar com o retorno passado dos investimentos de maior risco e acreditar que isso será contínuo e perene. O primeiro passo para mudar o perfil da sua carteira de investimento é adquirir conhecimento para se sentir confortável com o tipo de risco que você assumirá e, somente assim, você poderá ficar tranquilo quanto a sua decisão de alocação.

*Thiago Pflueger – Sócio da Athena Investimentos

** Os artigos publicados não refletem necessariamente a opinião do Movimento Econômico

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