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Nordeste atrai a atenção de 96% dos fundos de Private Equity


Por: REDAÇÃO Portal

A maioria não faz distinção por estado, mas o Ceará lidera a preferência de 12%

A  maioria não faz distinção por estado, mas o Ceará lidera a preferência de 12%

Foto: Arthur Machado, Sylvio Drummond (parte superior) , Patrícia Raposo e Arthur Coelho debateram sobre cenário de Private Equity

30/07/2020
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O Nordeste atrai o interesse de 96% dos fundos de Private Equity, sendo que 80% deles não fazem distinção por estado na hora de investir. No entanto, o Ceará tem a preferência de 12%, seguido pela Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, empatados com 8%.

Os dados são da pesquisa da Ondina Investimentos, que ouviu 25 gestores com atuação no Brasil. Desse total, 16 anunciaram que estão em fase de investimentos, com prazo de três anos para concluí-los. A pesquisa foi apresentada nesta quarta-feira (29) numa live que reuniu investidores e empresários (ela está gravada no canal da Ondina no Youtube).

“O que observamos nesta sondagem foi que o interesse desses fundos é por segmentos de empresas que possuem um maior potencial de crescimento com um nível de aporte não muito alto”, comenta o sócio fundador da Ondina Investimento, Arthur Machado, que conduziu a pesquisa. Prova disso, segundo ele, é o ticket médio do valor das transações, que varia entre R$50 a R$250 milhões. Dos 25 gestores de Private Equity, 22 são nacionais e três estrangeiros.

Isso revela que o apetite dos fundos em acelerar o crescimento de empresas brasileiras não mudou diante da pandemia da Covid-19. Como justificativa, a pesquisa aponta o cenário de controle da inflação, juros baixos e avanço nas negociações das reformas estruturais no cenário nacional, como a tributária e administrativa, que mitigam os riscos do investimento a médio e longo prazo no País.

Outro ponto levantado na sondagem são as áreas de interesse desses fundos de investimento, que por ordem de preferência querem aportar seus recursos em empresas dos setores de saúde, educação, consumo, serviços e tecnologia da informação (TI).

Fundo Vinci

“Nossa intenção é avançar ainda mais nos negócios feitos no Nordeste, região que demos início aos investimentos em 2003, quando a grande maioria das empresas não sabiam nem o que era o Private Equity, que são fundos que investem em empresas de capital fechado e funcionam como uma alternativa ao mercado de crédito e estruturam o negócio para uma potencial abertura de capital”, revela Arthur Coelho, do Vinci Partners, que participou da live.

O Vinci fez seis aquisições recentes no Nordeste, uma delas, em meados do ano passado, foi o Camarada Camarão. O sócio dessa operação pernambucana, Sylvio Drummond, também participou da live, que foi mediada pela jornalista Patrícia Raposo, editora do Movimento Econômico/CBN Recife.

“Quando iniciei o trabalho com o fundo, em maio de 2019, tínhamos seis operações e com o plano de até maio de 2020 colocar mais quatro operações para funcionar. Uma em Fortaleza, Salvador, João Pessoa e íamos abrir em abril uma em São Paulo, mas por conta da pandemia, ela ainda não foi inaugurada. Hoje, com o apoio e investimento do fundo, temos um total de nove operações e mais uma em fase de abertura”, revela o Drummond.

Ele afirma que com o suporte do fundo, arrisca a dizer que vai ampliar, mesmo nesse atual cenário de incertezas, seus negócios para outras praças. “Para os próximos dois anos, vamos expandir para Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, o que já estou negociando atualmente”, adianta o empresário.

Você pode assisntir a live por aqui https://www.youtube.com/watch?v=TpcDg6FXW1I&feature=youtu.be

A pesquisa completa pode ser acessada na página da Ondina Investimentos na internet, pelo https://www.ondinainvestimentos.com/publicacoes

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