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Nordeste registra 44 fusões e aquisições no terceiro triemstre


Por: PATRÍCIA RAPOSO

Número de M&A só não foi maior porque a operação de compra da Laureate pelo Grupo Ser desandou

Número de M&A só não foi maior porque a operação de compra da Laureate pelo Grupo Ser desandou

Foto: De janeiro a setembro de 2020, 92 M&A foram realizados na região/Reprodução da Internet

22/10/2020
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Fusões e Aquisições ou M&A, (Mergers and Acquisitions) no Nordeste estão em ritmo acelerado. Só no terceiro trimestre deste ano, ocorreram 44 transações de M&A na região. Levantamento da Deloitte aponta que 75% dessas operações se deram nos Estados da Bahia, Ceará e Pernambuco.

A transação de compra do Laureate pelo Grupo Ser havia entrado no ranking dos M&A - totalizando 45 operações-, mas foi desconsiderado diante da notícia de que não foi concretizada e será judicializada.

Mesmo assim, as operações do terceiro trimestre superam em volume a de períodos semelhantes nos anos de 2018 e 2019 - em ambos, foram 30 no total. Os dados mostram que em 2018, de janeiro a setembro, foram realizadas 78 operações na região. Em 2019, o volume no mesmo período chegou a 85 e agora, em 2020, já alcança 92. A Deloitte considera como critério regional que ou ativo, ou comprador ou o vendedor sejam locais.

No Nordeste, os setores de Tecnologia e Energia empatam na liderança das transações, seguidos pelos de Saúde e Educação. No Brasil, TI também lidera, mas em segundo lugar vem o setor Financeiro e de Seguros. No terceiro trimestres, o Ceará teve 13 operações, seguido por Pernambuco, com 11, e Bahia, com 9.

Fonte: Deloitte

“Este tem sido o melhor semestre em 10 anos”, comemora Edson Cedraz, sócio-líder da Deloitte no Nordeste. “Sem abdicar da cautela, porque o auxílio emergencial está inflando a economia, se nossos empresários aproveitarem o momento podem dar uma virada em seus negócios”.

Para Cedraz, essa euforia no mercado se deve à percepção de que, passados seis meses, os empresários perceberam que a pandemia não foi tão ruim como se anunciava. E mesmo que venha uma nova onda, não será como a primeira.  

“Tem uma oferta de liquidez grande no mundo. Muito dinheiro para ser investido. O Brasil ficou barato e estão surgindo muitas oportunidades de M&A para quem quer receber investimentos estruturados”, analisa Cedraz. Ele ressalta que as transações não envolvem necessariamente uma venda, mas operações diversas, como de dívida com opção de equity no futuro. “É possível alavancar de forma não tradicional (bancos), crescer via investidor”, explica.

David Holanda, diretor de Corporate Finance Advisory da Deloitte Nordeste tem acompanhado de perto várias transações - a última, ocorrida no começo de outubro, resultou na associação do Oftalmax Hospital de Olhos com o Grupo Opty, e teve a Deloitte como assessora financeira do hospital.

“Negócios envolvendo tecnologia evoluíram muito porque nesta pandemia todos colocaram os olhos sobre esse setor. Mas foram operações com tíquete mais baixo”, explica Holanda. Segundo ele, a área de Educação já consolidou muita coisa, mas o ensino superior segue atrativo para os casos de instituições que oferecem cursos de medicina.

Ele acredita que a área de saúde continuará aquecida, embora a Hapvida tenha sido a grande compradora, e que o setor de energia tende a performar bem porque o Nordeste detém muitos investimentos na área.

“Muitos setores forma afetados pela pandemia e perderam atratividade, como o de Turismo. Mas as perspectivas para o próximo trimestre são muito boas. No setor de saúde as áreas de oftalmologia, hemodiálise, banco de sangue estão ema alta”, indica.

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