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Economia

Novo Marco Legal de Inovação flexibiliza negócios para startups


Por: REDAÇÃO Portal

Em um cenário nada animador da economia, o novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação regulamentado em fevereiro de 2018 alterou regras importantes, favorecendo a criação de um ambiente de inovação mais dinâmico no Brasil. Ela permi

Em um cenário nada animador da economia, o novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação regulamentado em fevereiro de 2018 alterou regras importantes, favorecendo a criação de um ambiente de inovação mais dinâmico no Brasil. Ela permi
31/08/2019
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Em um cenário nada animador da economia, o novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação regulamentado em fevereiro de 2018 alterou regras importantes, favorecendo a criação de um ambiente de inovação mais dinâmico no Brasil. Ela permite que governos e iniciativa privada possam se associar a institutos de C&T para fazer inovação aberta a partir de soluções não disponíveis no mercado. E foi a partir dessa abertura no mercado de TI que o Porto Digital criou, em 2018 o Open Innovation Lab (OIL) – programa de inovação aberta que já tem como clientes a Unilever e Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Foto : Divulgação

Mariana Pincovsky, superintendente de Negócios e Inovação do Porto Digital.

O OIL promove a articulação dos interessados em soluções tecnológicas com as empresas que podem desenvolve-las. O ambiente do OIL tende a ser um gerador de ideias inovadoras por um baixo custo. “Antes do Marco Legal, para contratar uma solução em C&T, muitas vezes era necessário fazer licitação e o processo era mais demorado. Agora, o OIL faz a chamada pública, o que permite mais flexibilidade para as empresas desenvolverem produtos e soluções para o mercado a partir dos desafios listados pelos contratantes. Em vez de comprar uma solução pronta ou produzir em casa, as inovações são desenvolvidas diretamente para resolver os problemas e desafios listados”, explica Mariana Pincovsky, superintendente de Negócios e Inovação do Porto Digital.  

O Ministério Público de Pernambuco foi o pioneiro em contratar startups a partir do Open Innovation Lab (OIL). Com uma quantidade grande de processos e ações em todas as áreas e sem taxa de eficiência nos resultados, além de um baixo orçamento para investimentos em inovação, o MPPE decidiu participar do 1º Ciclo de Inovação Aberta do PD para encontrar soluções que minimizassem parte dos problemas do órgão.

Após um longo processo de análise de dezenas de empresas e propostas, uma solução chamada “Voxia”, desenvolvida por um consórcio de três startups pernambucanas: a Beyond Cloud, Brainy e a Ensinar Tecnologia Educacional foi a vencedora da chamada pública.

A solução Voxia permite transcrever para uma plataforma de texto, por meio da Inteligência Artificial (IA), as gravações feitas pelos promotores durante as audiências judiciais, além de permitir a busca por meio da IA do Google. A plataforma conseguiu superar um dos sérios problemas listados pelos promotores do MPPE: o tempo gasto com a transcrição das audiências que são gravadas e muitas duram mais de 10 horas.

Foto/Divulgação

Roberto Arteiro, coordenador executivo do MPPELabs.

“Com o Voxia não será mais necessário assistir a várias audiências por horas seguidas, procurando alguma declaração ou depoimento” explicou Roberto Arteiro, coordenador executivo do MPLabs, que tornou-se referência nacional no âmbito jurídico, por meio da parceria com o Porto Digital. “O tempo gasto era muito grande, além da necessidade de lembrar de todos os processos e detalhes.  “Tivemos as soluções a partir de resultados exponenciais”, acrescentou Arteiro.

A solução foi tão bem sucedida que começará a ser comercializada para todo o Brasil. Possíveis clientes como o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, assim como grandes escritórios de advocacia estão em vias de adotar a solução Voxia para dar mais eficiência ao processamento de informações , adiantou Cláudio Castro, sócio da Beyond Cloud, empresa líder do consórcio.

No futuro próximo, segundo Castro, o Voxia poderá identificar os locutores e fazer a análise, por exemplo, de sentimento, de captar se quem falou certa frase estava nervoso, amedrontado, ou mentindo, revelou .

Foto: Divulgação

Levi Nóbrega (e), Cláudio Castro (c) e Victor Aurélio (d), sócios da Beyond Cloud.

“Conseguimos desenvolver as soluções de forma rápida e eficiente, somando as competências de todos os desenvolvedores. O mais importante do que empreender é poder estar contribuindo de alguma maneira para melhorar a vida das pessoas e das empresas como um todo”, disse Castro. Está nos planos da Beyound Cloud para 2020 fazer o lançamento de novos produtos e ampliar a versão para outros nichos como o corporativo e o consumidor final.

Otimistas, a empresa espera fechar 2019 com um faturamento de R$ 20 milhões e para 2020 novos negócios estão sendo firmados com investidores locais. Castro afirmou que, por questões de confidencialidade, com os novos investidores, não poderia dar mais detalhes sobre o processo em negociação.

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