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Tecnologia

Suape implanta nova tecnologia para obter maior controle sobre seu território


Por: PATRÍCIA RAPOSO

Projeto SuapeGEO vai permitir identificar problemas como vazamentos de óleo, desmatamentos, invasões, entre outros

Projeto SuapeGEO vai permitir identificar problemas como vazamentos de óleo, desmatamentos, invasões, entre outros

Foto: Cortesia

17/10/2019
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A administração de Suape está implantando uma nova tecnologia de gestão de informações geográficas e estatísticas chamada de Projeto SuapeGEO que vai permitir um controle muito maior do que corre dentro dos 150 quilômetros quadros do complexo portuário. Vazamentos de óleo, desmatamentos, invasões, tudo poderá ser identificado com uma agilidade muito maior para a tomada de providências.

A tecnologia será apresentada nesta quinta-feira (17), em São Paulo (com transmissão em tempo real pela internet para a América Latina e inscrição gratuita pelo site www.euesri.com.br), no Encontro de Usuários ESRI Brasil 2019, maior evento online do país sobre a plataforma SIG (Sistema de Informações Geográficas) ou, em inglês, GIS (Geographic Information System).

De acordo com especialista em geotecnologia e coordenador de Informações Territoriais de Suape, Gleidson Dantas, que fará a apresentação no EU Esri 2019, o SuapeGEO vai unir várias tecnologias como geoprocessamento e geolocalização, consolidando informações sobre o território e sobre a dinâmica de como esse território atua entre os diversos atores.

Na prática, o sistema vai fotografar diariamente o território para que se possa comparar as mudanças dia a dia. “O satélite mapeia aquilo o que está no solo, como uma fotografia. Queremos comprar como as fotos mudam ao longo do tempo. Qualquer objeto que ocupe o solo e seja maior que 81 metros quadrados será registrado nas fotos e  a gente vai conseguir analisar. Necessariamente não precisa o detalhar o objeto, só basta ter o indício que algo aconteceu para que a gente possa investigar”, explica Gleidson Dantas

A partir da identificação de algo “anormal”, entra em ação a escala micro do programa, com atuação de drones. Eles serão usados para se aproximar da área e investigar com maior precisão. Vazamento de óleo, desmatamento, invasões, acidentes de maiores proporções, tudo poderá ser acompanhado, dando maior celeridade à mitigação do problema.

“Mas haverá situações que será difícil identificar - um vazamento de óleo que ocorra por baixo da vegetação de mangue, por exemplo”, alerta Dantas. Mas, de um modo geral, o sistema dará grande controle à gestão do complexo portuário.

Um dos ganhos será o reconhecimento e a caracterização do espaço geográfico mais precisos. Tudo isso será disponibilizado num sistema na web, em software desktop e em aplicativos para celulares, permitindo fornecer informações geográficas em grande escala, coletar dados em campo, além de processar dados geográficos com maior solidez e velocidade, apoiando os estudos e análises sobre o território.

O sistema terá um grande banco de dados com imagens de satélites, dados cartográficos, fotográficos, digitais e planilhas. A utilização do SIG, aliado com imagens de satélites diárias, será muito eficaz no combate ao desmatamento e invasão das áreas de proteção ambiental. “Por meio da análise das imagens orbitais vamos perceber qualquer impacto maior do que 81 metros quadrados no território e, em seguida, vamos detalhar esses fatos por meio de imagens coletadas com drones que serão capazes de caracterizar as situações registrando centímetros do solo. Podemos analisar as imagens integradas e ver como está sendo a ocupação do solo, o que está acontecendo dentro de uma área de interesse e como ela mudou ao longo do tempo”, esclareceu.

“O objetivo da apresentação no evento será mostrar os desafios de como fazer com que a tecnologia apoie a integração entre as empresas e o porto, entre as empresas e as pessoas e entre as pessoas e o porto. Ou seja, auxiliar nas demandas diárias de informações geográficas desse grande ecossistema”, explicou Dantas.

Um dos desafios da apresentação no EU Esri 2019 será a caracterização da complexidade do território de Suape em suas diversas dimensões: histórica, ambiental, cultural, econômica e social. “Pretendemos mostrar como a tecnologia de geoinformação, por meio do SIG, poderá auxiliar na consolidação de dados de interesse comum sobre o território e sua dinâmica espacial, e como esses conteúdos serão compartilhados entre os diversos atores que constituem a comunidade do Complexo, apoiando, desse modo, as tomadas de decisão e os fluxos operacionais desses atores”, concluiu Gleidson Dantas.

Gleidson Dantas, coordenador de Informações Territoriais de Suape

O Projeto SuapeGEO já está em desenvolvimento e deve ser lançado no início do próximo ano. Num primeiro momento, a plataforma será alimentada com os dados já disponíveis de diversas áreas, tais como: ambiental, dados relativos ao Plano Diretor e ao zoneamento territorial, dados das empresas instaladas, entres outras informações, que ficarão disponíveis para acesso por meio do sistema web. Na segunda fase, haverá um mergulho mais detalhado nos processos de negócios de cada diretoria da empresa Suape para compreender o seu funcionamento e identificar como o SIG poderá ajudar em seus fluxos de trabalho.

EU Esri Brasil 2019 - O Encontro de Usuários Esri Brasil 2019 acontece no dia 17 de outubro, a partir das nove horas, com transmissão online gratuita. É um evento para quem acompanha as novidades da plataforma ArcGIS e todos que buscam conhecer as últimas tendências de tecnologia e mercado. É uma versão brasileira do encontro de usuários que acontece todos os anos em San Diego, nos Estados Unidos, e que reúne mais de 18 mil pessoas.

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