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Economia

Sudene vai identificar impactos socioeconômicos da Covid-19 no NE


Por: REDAÇÃO Portal

Resultados vão orientar as ações da Sudene em favor da recuperação da economia regional.

Resultados vão orientar as ações da Sudene em favor da recuperação da economia regional.

Foto: “Queremos traçar um panorama da grave crise causada pelo Covid-19 na região", diz o superintendente da Sudene, Evaldo Cruz Neto/Foto: divulgação

20/01/2021
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Nos primeiros dias de fevereiro, a Sudene inicia uma pesquisa que vai medir os impactos socioeconômicos causados pela pandemia da Covid-19 no Nordeste. Serão entrevistados representantes dos 11 estados que compõem a área de atuação da autarquia -  Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e, parcialmente, os Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

A Datamétrica Pesquisa de Opinião e Consultoria, com sede em Recife, foi a empresa escolhida para realizar a coleta de dados. O resultado deve ser conhecido até dia 21 de abril.

“Queremos traçar um panorama da grave crise causada pelo Covid-19 na região. Baseado nessas informações, será possível direcionar políticas públicas, bem como nortear a utilização do FNE e do FDNE, uma vez que a pesquisa abordará os setores mais sensíveis a recebimento de investimentos públicos e que tenha um maior dinamismo em sua recuperação, sempre com o foco da geração e manutenção de empregos”, explica o superintendente da Sudene, Evaldo Cruz Neto.

O superintende informa que, para o ano de 2021, o FNE tem orçamento previsto de R$ 24 bilhões e o FDNE de aproximadamente R$ 800 milhões. Ambos voltados para o fomento das mais diversas atividades econômicas

As entrevistas vão coletar dados sobre a atual situação dos setores produtivos da região e o impacto social causado pelo acometimento à saúde pública. Devido à necessidade de distanciamento social, todas as entrevistas serão realizadas remotamente.

Serão quatro os grupos de interesse da pesquisa: entes governamentais e associações municipalistas; representantes das Confederações e Federações estaduais de Agricultura e Pecuária, da Indústria, do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e do Sistema S; produtores, empreendedores e empresários; população residente na área de atuação da Sudene.

Em relação aos dois primeiros grupos (governo e federações), serão realizadas 40 entrevistas qualitativas em profundidade por videoconferência para cada um deles. Os demais serão questionados por meio de entrevistas quantitativas por telefone via Computer-Assisted Telephone Interview (CATI), totalizando 1.200 para o setor produtivo e 1.800 para a população em geral.

Segundo Tássia Germano, economista da Sudene e uma das pesquisadoras responsáveis pelo projeto, esse levantamento é fundamental para compreender a fundo os impactos causados pela covid-19 e identificar com mais solidez a extensão da vulnerabilidade da população em decorrência da crise. “Do ponto de vista social, é fundamental compreender os efeitos da crise econômica agravada pela interrupção das atividades sobre a situação de emprego e a renda das famílias, em especial em relação aos impactos sobre os trabalhadores informais. Também vamos dimensionar quais são os desdobramentos das medidas de isolamento social, além do impacto das ações de preservação da renda das famílias, como o auxílio emergencial concedido pelo governo”, disse.

Ações da Sudene

A pesquisa de mensuração dos impactos da Covid-19 é mais uma das atividades desenvolvidas pela Sudene na construção de estratégias para enfrentar os efeitos da doença no Nordeste. Uma das ações de maior impacto, segundo o superintendente Evaldo Cruz Neto, foi a participação da autarquia na fixação do FNE Emergencial junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional, linha que disponibilizou mais de R$ 3 bilhões em crédito para socorrer empreendedores da área de atuação da superintendência.

“A Sudene tem utilizado os recursos de sua área finalística para fomentar a incubação de empreendimentos na zona rural. Também temos focado na disponibilização de recursos para pesquisa e desenvolvimento, cumprindo a diretriz principal do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste, que é a inovação”, finalizou o superintendente.

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