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Alta do dólar tem estimulado a migração de dados para o data center da Surfix


Por: PATRÍCIA RAPOSO

A empresa pernambucana tem atraído clientes de diversas áreas que temem os prejuízos com câmbio e as multas que virão com a LGPD

A empresa pernambucana tem atraído clientes de diversas áreas que temem os prejuízos com câmbio e as multas que virão com a LGPD

Foto: Data center da Surfix tem padrão internacional/Foto; divulgação

26/10/2020
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A alta do dólar está impulsionando o segmento de armazenamento de dados. O único data center corporativo de Pernambuco, o Surfix Data Center, vem experimentando uma procura surpreendente últimos meses e deve fechar o ano dobrando seu faturamento. Spin-off da Surfix Telecom, a empresa se consolida no mercado local por ser a única com padrão internacional voltado ao segmento corporativo.

As oscilações da moeda norte-americana se mostram cada vez mais como um fator de decisão para a escolha do data center. No fim do mês, o peso é considerável. Ontem (26) a moeda norte-americana foi vendida a R$ 5,612, com recuo de R$ 0,015 (-0,27%). A cotação alternou momentos de alta e de baixa ao longo da sessão e chegou a R$ 5,66 pela manhã.

“Com a alta do dólar, as empresas que armazenavam dados fora do Brasil perceberam que estão gastando muito. E que podem guardá-los conosco com igual padrão de segurança e por um custo bem inferior, já que cobramos em reais”, explica Dárcio Macedo Filho, diretor comercial da Surfix. Além da desvalorização do real, outros fatores contribuem, como o crescimento do home office e entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Com a expansão do home office, impulsionado pela pandemia da covid-19, muitos funcionários passaram a acessar dados dos servidores das suas empresas de vários pontos e conexões distintos, e isso faz crescer o risco de vazamentos de dados.

“Os acessos remotos passaram a ser feitos em grande quantidade e os links de internet não estavam preparados para isso, trazendo risco de vazamentos. O que é uma grande preocupação, principalmente com a LGPD em vigência. A busca por segurança promoveu uma migração de empresas para nosso data center”, explica Wagner Medeiros, diretor de TI da Surfix.

Observando um mercado cada vez mais promissor, há um ano os sócios mudaram-se para um novo prédio com 2.500 m², em Boa Viagem. Também mudaram a marca e a direção do negócio, deixando os serviços de telecom em segundo plano e trazendo para o primeiro o data center. 

A nova sede tem capacidade para aguentar um crescimento exponencial, que tende a vir com a vigência da LGPD. “A lei chega com força e as empresas estão cintes dos riscos, por isso, buscam cada vez mais segurança para seus dados, já que multas são pesadas”, completa Macedo. “O fato de recorrerem a um data center local, lhes ajuda a reduzir a latência, ganhando velocidade na entrega”, diz.

Entre os clientes, há negócios de todo tipo. São indústria, empresas de serviço de call center, empresas de sistemas, hospitais, supermercados. Em geral, elas procuram a Surfix porque não faz sentido fazerem altos investimentos em data center próprios[AM2] , mas, sobretudo, porque a questão da segurança, um tema cada vez mais presente no radar de quem opera com dados pessoais ou sensíveis de terceiros, é um  fator determinante para a migração.

“Por menor que seja a empresa, desde que ela hospede aplicações e dados e busque segurança, escalabilidade e disponibilidade é candidata um data center. Esses espaços garantem uma suíte de serviços tecnológicos de alta performance, deixando que o gestor se preocupe com seu core businesses”, explica.

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