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Teacher’s passa a ser 100% importado


Por: PATRÍCIA RAPOSO

Com a mudança, 90% do uísque chegará ao Brasil pelo Porto de Suape e o restante pelo de Santos.

Com a mudança, 90% do uísque chegará ao Brasil pelo Porto de Suape e o restante pelo de Santos.

Foto: Walter Celli, presidente da Beam Suntory/ Foto: Divulgação

05/12/2019
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Dando segmento ao projeto de concentrar toda a sua operação para alcançar metas de crescimento no Brasil, a Beam Suntory encerrou os contratados que tinha com a Pernod Ricard e a Cereser para engarrafamento do uísque Teacher’s e passa a importar as 3,5 milhões de garrafas que vende no país. Assim, o Teacher’s torna-se o único uísque comercializado por aqui, na categoria standard, a ser produzido e engarrafado na Escócia.

As antigas engarrafadoras ficam situadas no Complexo Portuário de Suape, mas o porto segue tendo protagonismo na estratégia da multinacional nipo-americana, porque 90% das importações entrarão por lá. Os outros 10% virão através do Porto de Santos (SP).

Essa concentração se justifica pelos números: em 2019, as vendas de Teacher’s cresceram 30%, alcançando 63 milhões de doses comercializadas. Deste total, 90% foram vendidos no Nordeste, tendo Pernambuco como líder no consumo.  

“Pernambuco é um mercado maduro para o uísque e está entre os maiores consumidores de Teacher’s no mundo”, explica Walter Celli, presidente da Beam Suntory Brasil. Ele diz que o estado responde por 40% das doses vendidas no Nordeste.

A importação do produto, acrescenta, vai dar mais qualidade ao uísque, uma vez que passa a ser produzido com água da Escócia, considerada a melhor do mundo, o que confere mais leveza à bebida.  “Além disso, a produção passa a ser supervisionada pelo master distiller (destilador mestre) e pelo master blended (misturador mestre), os profissionais que vão conferir a qualidade à bebida”, acrescenta.

Teacher's:com novo layout e 100% importado/Foto: divulgação

Celli assegura que a faixa de preço não muda. “Haverá pequeno reajuste, mas o uísque não vai perder sua raiz democrática”, diz ele, lembrando que o Teacher’s pode ser encontrado tanto num boteco no interior do estado, quanto num sofisticado restaurante na capital. "O novo layout conta com a assinatura da agência Minerva, localizada na Grã-Bretanha", diz Sílvia  Sarubbi, gerente de marketing para o Brasil.

Mercado

O mercado de uísque sofreu grande retração com a crise, caindo em torno de 20% desde 2014, mas começa a reagir. A projeção para 2020 é de 4% de crescimento. No entanto, a marca Teacher’s deu um saldo nas vendas em 2019, alcançando os 30%, graças à nova operação de distribuição, da qual a Bacardi se retirou totalmente em junho passado. “Foi uma questão de foco”, diz. Houve um período de transição neste processo, que começou em fevereiro com o time da Beam Suntory entrando gradualmente na operação. Agora, a multinacional tem como meta fazer as vendas do portfólio - onde o Teacher’s responde por 80% - crescerem 10 vezes em 10 anos.

O que acontece no Brasil é parte de uma estratégia mundial. A Beam Suntory escolheu 10 países para se fortalecer, equilibrando o protagonismo que Estados Unidos e Japão têm nas vendas desta que é a terceira maior empresa de bebidas do mundo. “Para sermos fortes, entendemos que temos que controlar toda operação”.

A saída de parceiros do negócio de distribuição ocorreu também na África do  Sul, Rússia, Austrália, México e índia. Já no negócio do engarrafamento, só a Índia segue com engarrafamento internalizado.

 “Acreditamos que os consumidores de whisky estão cada vez mais exigentes. Teacher’s teve seu papel fundamental em tornar o scotch acessível no país, mas agora entendemos que os brasileiros, em especial os pernambucanos, em todas as classes sociais, estão mais rigorosos e entendem que um whisky engarrafado na Escócia tem seu diferencial”, considera o presidente da Beam Suntory Brasil.  

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