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ViaSul garante vendas de automóveis em plena quarentena


Por: PATRÍCIA RAPOSO

Digitalização de processos permite comercialização 100% online

Digitalização de processos permite comercialização 100% online

Foto: Rede eliminou papelada do processo de vendas/Foto: divulgação

29/05/2020
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As concessionárias de veículos tiveram uma retração de 65% a 70% em suas vendas nesta quarentena provocada pela covid-19. O setor vinha se recuperando do tombo provocado pela crise anterior, que teve início em 2013 e se estendeu até 2016, derrubando as vendas pela metade.

Dos 3,6 milhões de veículos vendidos em 2012, o saldo caiu para 1,9 milhão em 2016. Em 2017, as empresas voltaram a tomar fôlego e 2020 prometia ser um ano bem melhor, com perspectivas de se vender 2,9 milhões de veículos, 200 mil a mais que em 2019. Mas a covid-19 deve colocar as vendas de volta ao patamar dos 1,9 milhão de unidades comercializadas.

O cenário é complicado, mas para a rede de concessionárias ViaSul, pode ser a consolidação da transformação digital iniciada anos atrás. Com lojas em Pernambuco, Bahia e Ceará, a ViaSul já eliminou toda papelada em seus processos de venda.

E quando os negócios reaquecerem, o seu presidente, Paulo Figueiredo, espera que a experiência digital imposta por esta pandemia perdure. “Antes da quarentena, já estimulávamos o comércio digital, de modo que muitos clientes só vinham na loja fazer teste drive ou pegar o carro. Hoje, até o carro entregamos na casa dele”, conta Figueiredo.

Com um site capaz de permitir toda transação de compra de modo virtual, possibilitando desde a avaliação de um veículo usado até o pagamento do emplacamento, a intenção da ViaSul é estimular que a maioria dos clientes adotem a compra 100% digital. "Eliminamos toda papelada", diz Figueiredo.

Paulo Figueiredo: otimismo/Foto: divulgação

E foi justamente esse site arrojado que permitiu que a rede mantivesse um percentual de vendas em 30%. Volume que pode estar atrelado a fatores como câmbio, taxas de juros ou mesmo vontade de consumir. “Os juros a 3% são bons tanto para o cliente, porque deixa a parcela mais fácil de caber no bolso, quanto para as empresas”, diz Figueiredo.

A perspectiva de que a alta do dólar pode elevar o preço dos veículos mais adiante também pode ter motivado o consumo, embora Figueiredo acredite mais no fato de que quem estava disposto a comprar e tinha dinheiro não se intimidou com a situação.

Otimismo

Paulo Figueiredo acredita em uma recuperação rápida desta crise. “Será uma crise de queda muito forte, mas com retomada mais acelerada”, analisa o empresário. Tomando como base os melhores fundamentos da economia e uma menor taxa de juros, que hoje está em 3%, contra os 14% da crise anterior, ele prevê que o retorno à normalidade vai acontecer mais rápido pelas oficinas.

A rede mantém todas elas funcionando, embora as áreas de show room sigam fechadas. Como muito veículos têm prazo de revisão, mesmo que as montadoras tenham concedido a ampliação desses prazos para 90 dias, o fluxo de serviços tende a se acentuar a partir de julho.

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