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Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias após internação

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Fernando Frazão/Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra 90 dias de prisão domiciliar para tratamento de saúde, após internação por broncopneumonia. O prazo começará a contar a partir da alta hospitalar, e, ao fim do período, o magistrado deverá reavaliar a necessidade de manutenção da medida. A decisão acolhe parecer da Procuradoria-Geral da República, que se manifestou favoravelmente à flexibilização do regime diante do quadro clínico.

Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, estava detido no Complexo da Papuda, em Brasília, quando apresentou agravamento de saúde no último dia 13 de março, sendo transferido para um hospital particular. Ele foi diagnosticado com pneumonia decorrente de broncoaspiração e chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (23), o ex-presidente apresenta evolução favorável, encontra-se clinicamente estável e deve deixar a UTI nas próximas 24 horas, podendo receber alta caso a recuperação siga satisfatória.

Esta não é a primeira intercorrência médica desde a prisão. Em episódios anteriores, Bolsonaro já apresentou sintomas como vômitos, tontura e queda de pressão, além de uma internação após bater a cabeça dentro da cela. No início de março, Moraes havia negado pedido semelhante de prisão domiciliar, alegando ausência de requisitos e destacando a rotina ativa de visitas do ex-presidente. Agora, com o agravamento do quadro respiratório, a medida foi revista, permitindo o tratamento fora do sistema prisional durante o período de recuperação.

Justiça autoriza demolição de casa irregular no Parque Nacional do Catimbau, no Sertão de Pernambuco

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Divulgação Jorge Pinho

A Justiça Federal acatou uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF) e ordenou a derrubada de uma residência construída de forma irregular no Parque Nacional do Catimbau, localizado em Buíque, no Sertão pernambucano. A decisão reconheceu que a obra, realizada sem a devida autorização ambiental, causou impactos à área protegida, determinando sua retirada e a recuperação da vegetação nativa.

A ação civil pública foi proposta em 2024 pela procuradora da República Mona Lisa Duarte Aziz, após o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) identificar a construção. Conforme os autos, o imóvel foi erguido por um casal nas proximidades da Comunidade Rural Vale dos Breus, dentro de uma unidade de conservação de proteção integral. Ainda de acordo com o MPF, uma perícia criminal constatou que a edificação alterou a vegetação ao redor e avançou sobre a borda de uma chapada, área considerada de Preservação Permanente (APP) pelo Código Florestal. Por se tratar de uma região especialmente protegida, a intervenção foi considerada irregular e de maior gravidade.

As investigações também apontaram que a casa não era a moradia principal dos responsáveis, que residem na Região Metropolitana do Recife. Dessa forma, foi descartada qualquer ligação com a comunidade tradicional local.

Na decisão, a Justiça destacou que o objetivo do parque é a preservação ambiental, permitindo apenas o uso indireto dos recursos naturais em casos específicos, como pesquisa científica, educação ambiental e turismo ecológico. Por isso, determinou tanto a demolição da construção quanto a reparação dos danos ambientais.

Ao longo do processo, os réus foram devidamente notificados, mas não apresentaram defesa. Após o trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso, eles terão um prazo de até 90 dias para demolir o imóvel e dar destinação adequada aos resíduos, arcando com todos os custos. Além disso, deverão apresentar ao ICMBio, no prazo de até 60 dias, um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD).

Um dos condenados chegou a responder por crime ambiental, porém não houve condenação devido à prescrição do processo.

TCE avalia governança no setor de Tecnologia da Informação de Pernambuco e dos municípios

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Rovena Rosa Agência Brasil

Um estudo conduzido pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco avaliou a capacidade de governança e de gestão de Tecnologia da Informação (TI) nos órgãos e entidades das esferas estadual e municipal. O Índice de Governança e Gestão de Tecnologia da Informação em Pernambuco (iGovTI-TCE-PE) tem como objetivo medir o grau de preparo das instituições públicas para planejar estrategicamente e administrar seus recursos tecnológicos.

Realizado em setembro de 2025, o índice registrou média geral de 0,275, posicionando-se na faixa considerada “inicial”. Esse resultado indica que, de modo geral, as organizações estão começando a reconhecer a relevância da governança e da gestão de TI, adotando práticas ainda básicas, com pouca integração e formalização de processos. Em relação à edição anterior, ocorrida em 2023, houve um aumento de 41%, evidenciando avanço no nível de maturidade. Também se destacou a evolução de várias instituições: o número de organizações classificadas como Inexpressivo caiu de 46 para 25, enquanto a faixa Inicial passou de 22 para 39 participantes, demonstrando maior incorporação de práticas essenciais de TI no setor público.

O iGovTI é composto por dois grandes eixos. O primeiro trata da governança de TI, ou seja, de como as instituições direcionam e alinham a tecnologia às suas estratégias. Nesse eixo, são avaliados três aspectos principais:
– Modelo de gestão (ModeloTI): analisa se há uma estrutura definida para conduzir a área de TI;
– Monitoramento e avaliação (MonitorAvaliaTI): verifica se o desempenho da TI é acompanhado de forma contínua e sistemática;
– Resultados (ResultadoTI): mede a qualidade dos serviços de tecnologia entregues à sociedade.

O segundo eixo aborda a gestão de TI (iGestTI), focada nas atividades operacionais do dia a dia. Nesse caso, são analisados:
– Processos (ProcessosTI): avalia se as rotinas da área são organizadas e eficientes, incluindo gestão de serviços, riscos e projetos;
– Planejamento (PlanejamentoTI): verifica a existência de um planejamento estruturado para a área;
– Gestão de pessoas (PessoasTI): examina como os profissionais de TI são gerenciados.

Entre os indicadores, o maior crescimento em relação a 2023 foi observado em ResultadoTI, com aumento de 64,9%, enquanto PessoasTI apresentou a menor evolução, com 5,7%.

O levantamento foi realizado com base nas respostas a um questionário de autoavaliação preenchido pelas instituições entre 1º e 30 de setembro, com questões fundamentadas no Índice Integrado de Governança e Gestão (iGG 2021), desenvolvido pelo Tribunal de Contas da União.

Cada instituição participante recebeu um Relatório Individual de Autoavaliação contendo seus resultados detalhados, que poderá servir como base para a implementação de melhorias na governança e na gestão de TI, de acordo com suas necessidades e prioridades.

Operação prende seis suspeitos por fraude milionária em hospedagens da COP 30

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Reprodução / PC-PA
Reprodução / PC-PA

Seis pessoas foram presas em Pernambuco durante a terceira fase da Operação Check Out, que investiga fraudes eletrônicas envolvendo hospedagens falsas durante a COP 30, realizada em novembro de 2025, em Belém. A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Pará, com apoio da Polícia Civil de Pernambuco, e também resultou no bloqueio de R$ 1 milhão em ativos financeiros. Entre os detidos está um cidadão italiano apontado como líder do esquema, enquanto outro suspeito segue foragido.

De acordo com as investigações, o grupo criava anúncios falsos de imóveis de luxo em plataformas digitais para atrair turistas nacionais e estrangeiros interessados em hospedagem durante a conferência climática da ONU. As vítimas só descobriam o golpe ao chegar ao destino. Entre os prejudicados estão diplomatas e autoridades de países como China, Alemanha, Itália e Bangladesh, o que ampliou a repercussão internacional do caso.

O prejuízo estimado é de cerca de 500 mil euros, equivalente a aproximadamente R$ 3 milhões, embora haja indícios de subnotificação devido a barreiras linguísticas e questões diplomáticas que dificultam o registro formal das ocorrências. Os investigados podem responder por crimes como estelionato qualificado, associação criminosa, lavagem de capitais e falsidade ideológica.

Apesar de os golpes terem como alvo a cidade de Belém, a estrutura logística da organização funcionava em Pernambuco, com prisões realizadas no Recife, Paulista, Ipojuca e Goiana. Durante a operação, foram apreendidos celulares, tablets, cartões bancários e documentos que indicam o uso de “laranjas” para movimentação financeira.

Em dezembro de 2025, a 2ª fase da operação prendeu cinco suspeitos, incluindo italianos, em força-tarefa também entre policiais do Pará e do Pernambuco. As investigações seguem sob sigilo, com o objetivo de recuperar valores desviados e identificar outros integrantes da quadrilha.

Operação da PF e do Bope apreende 200 kg de maconha e mais de mil porções de cocaína na Mata Sul

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Divulgação PF

A Polícia Federal, em operação conjunta com o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Pernambuco, realizou a prisão em flagrante de dois suspeitos no interior do estado, no município de Xexéu – na Mata Sul. Os indivíduos transportavam cerca de 200 kg de maconha e mais de mil porções de cocaína.

Durante a abordagem, também foi apreendida a quantia aproximada de R$ 30 mil, valor que, segundo as investigações, é oriundo da comercialização ilegal de entorpecentes.

Além das drogas, os agentes encontraram dispositivos e mídias que poderão contribuir para a identificação de outros integrantes de um esquema criminoso de atuação interestadual, voltado ao envio de substâncias ilícitas por via terrestre da região Sudeste para o Nordeste.

Os detidos foram encaminhados para os procedimentos legais e deverão responder pelo crime de tráfico interestadual de drogas, cujas penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

Polícia diz que influenciadora presa em Igarassu forjou sequestro para aumentar número de seguidores

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Monniky Fraga, de 27 anos - Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu, nesta terça-feira (24), a influenciadora digital Monniky Fraga, de 27 anos, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Segundo a PCPE, em abril de 2025, ela teria forjado o próprio sequestro para alavancar o número de seguidores nas redes sociais. O atual companheiro e a mãe de Monniky são tratados como as principais vítimas, e a suspeita, que pode responder por extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime, nega a versão da polícia.

As investigações foram iniciadas pelo Grupo de Operações Especiais (GOE/PCPE) no mês em que o falso sequestro ocorreu, após Monniky procurar veículos de imprensa para contar sobre o caso. Toda a cena teve a participação de um ex-companheiro, atualmente detido no Presídio de Igarassu, no Grande Recife, pela prática de outros crimes. Ele foi alvo de um dos mandados de prisão expedidos pela Comarca de Igarassu e cumpridos na Operação “Cortina de Likes”. 

No dia do falso sequestro, a influenciadora digital e o atual companheiro foram capturados por três pessoas. O homem que hoje está no Presídio de Igarassu, também tratado como mentor do crime, liderava os outros dois participantes. Entre eles, o motorista do veículo, Caio Barbosa de Santana, de 24 anos, que foi assassinado em Abreu e Lima na última terça-feira (17). O terceiro suspeito não foi identificado pela polícia. 

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) também contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP). De acordo com as investigações, a mãe da vítima chegou a ser extorquida para a liberação da filha e do genro, e fez um pagamento direcionado a uma conta bancária cujo titular é do estado de São Paulo. Inicialmente, o valor cobrado foi de R$ 100 mil, sendo efetuado o pagamento de uma quantia consideravelmente menor.

Delegado Cley Anderson; GOE; Delgado José Tenório, GOE; Delegado Ivaldo Pereira, Gestor DIRESP; Delegado Jorge Pinto, GOE – Foto: Vitor Dutra/PCPE

O delegado-adjunto do GOE, Cley Anderson, relatou à imprensa que pontos como a dinâmica do crime e contradições apresentadas ao longo das investigações foram importantes para que a polícia identificasse a falsidade do sequestro. 

“Há indicativos de que a trama foi feita pelos dois (Monniky Fraga e o ex-companheiro), também havendo indícios de que o atual esposo dela de nada sabia. Já a mãe seria vítima porque foi a primeira pessoa com quem os supostos sequestradores entraram em contato, exigindo o pagamento do resgate”, disse.

Depois de ter sido presa em casa, em Igarassu, a influenciadora digital Monniky Fraga foi conduzida à sede do GOE, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, e depois, ao Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, para realização do exame de corpo de delito. Nas redes sociais, ela apresentava aos seguidores dicas de estilo de vida.

O que diz a defesa

Para a imprensa, o advogado da influenciadora digital, Alexandre Costa, afirmou que a operação representa uma “aberração jurídica”. A defesa deve solicitar prisão domiciliar para Monniky por ser mãe de crianças menores de 18 anos. O advogado também contesta a versão de que a mãe da influenciadora tenha sido extorquida, dado que a quantia teria sido emprestada para realização do resgate, e o dinheiro, devolvido em sequência. 

Recife sedia evento para discutir combate à violência sexual contra crianças e adolescentes

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Lucas Arruda/CBN Recife

Especialistas, pesquisadores e membros da sociedade civil do Nordeste se reúnem até esta quarta-feira (25), na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Recife, para discutir a revisão do Plano Decenal de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O encontro é conduzido pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), que integra o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

O Plano Decenal de Enfrentamento à Violência Sexual, construído de forma coletiva, vai contribuir para que, nos próximos 10 anos, estratégias de combate a esse tipo de crime sejam orientadas por políticas públicas consistentes e amparadas na realidade, como detalha a presidente do CONANDA, Deila Martins.

“Direito sexual e reprodutivo é um dos temas caros dentro desse plano, pensando que a criança e o adolescente tem direito a ter preservada a sua sexualidade, sua integridade física, sua integridade psíquica; o direito à saúde mental, pois quando são vítimas dessa violência, eles precisam de retaguarda dentro da política pública. Estamos no momento das etapas regionais, então, cada região do país está recebendo um seminário desse que vai reunir diversos atores do sistema de garantia de direitos”, detalhou.

Recife recebe a terceira de cinco etapas regionais. Em maio, uma etapa nacional, em Brasília, condensará aquilo que foi apresentado nas discussões ao longo dos últimos meses. E antes da consolidação do novo Plano Decenal, a população poderá dar sua contribuição em uma consulta pública que ficará disponível na página dedicada ao CONANDA no site do Ministério de Direitos Humanos.

O diretor de Proteção da Criança e Adolescente no MDHC, Fábio Meirelles, falou sobre a importância da escuta dos territórios, daqueles que atuam diariamente no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, mas sobretudo, dos jovens, para construção das políticas públicas. Hoje, com um olhar mais atento ao ambiente digital.

“A gente está fazendo uma revisão pública, participativa, democrática, e entendemos que essa revisão é fundamental para atualizar o Plano, para que ele tenha metas, indicadores e diretrizes que dialoguem com 2026. Agora também com a entrada em vigor do ECA Digital. Estamos olhando para a questão do abuso e exploração sexual no ambiente digital, para todas as violações de direitos, toda a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesses ambientes. Então, essa atualização vai trazer essa perspectiva, com todos os perigos e riscos que esse ambiente oferece para crianças e adolescentes”, disse.

Representando a Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a deputada estadual Dani Portela (PT) afirmou que há urgência na discussão do tema.

“Infelizmente, os números não param de crescer. Os números de violência sexual contra criança e adolescente no Brasil são alarmantes e a gente tem que acompanhar os tempos. É muito dura a informação de que você não está seguro no lugar onde deveria estar, que é dentro de casa, onde 75% dos casos acontecem. Nossas crianças e adolescentes não estão seguras em lugar nenhum. Então, reforçar essa rede de proteção apresenta novos desafios que não estavam no plano do decênio anterior, como as redes sociais”, pontuou.

De acordo com o UNICEF, em 2024, no Brasil, uma a cada cinco crianças e adolescentes de 12 a 17 anos foi vítima de exploração e/ou abuso sexual facilitados pela tecnologia.

Suspeito de cometer diversos roubos e extorsões em Boa Viagem é preso pela Polícia Civil

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Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu um homem de 31 anos suspeito de cometer uma série de roubos e extorsões no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Segundo as investigações, o homem tem um histórico de envolvimentos em diversos delitos da região.

Ele tinha um mandado de prisão por um roubo praticado em dezembro de 2025 na Rua Aviador Severiano Lins, nas proximidades da Via Mangue, em Boa Viagem. Segundo a Polícia Civil, o suspeito ainda é investigado por outros roubos e extorsões, todos concentrados no mesmo bairro.

A Polícia Civil ainda informou que o homem também é responsável por dar fuga a outro homem, também já conhecido por praticar assaltos na região. Ele é apontado como autor de mais de 10 assaltos na região.

Após a prisão, o homem foi encaminhado para a delegacia para a realização dos procedimentos cabíveis. Agora, está à disposição do sistema penitenciário.

Festival LED chega ao Recife, no Parque Dona Lindu, com debates e oficinas gratuitas

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Parque Dona Lindu - Luciano Ferreira/PCR

O Festival LED Globo – Luz na Educação ocorre no Parque Dona Lindu, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, nesta terça-feira (24). O evento estreia na capital pernambucana com debates, palestras e oficinas sobre a relação entre cinema, empreendedorismo e educação no Brasil. Na programação, nomes como a jornalista e apresentadora da TV Globo, Aline Midlej, o roteirista George Moura, a atriz Hermila Guedes, o cineasta Lírio Ferreira, o apresentador Pedro Lins e a repórter Bianka Carvalho Os ingressos são gratuitos e devem ser adquiridos no site www.sympla.com.br.

O evento é promovido pela TV Globo e pela Fundação Roberto Marinho em parceria com o Sebrae. Em sua oitava edição, o festival já passou pelo Rio de Janeiro, Belém e Belo Horizonte.

A programação conta com apresentação musical de Maciel Salú e visita guiada a locações utilizadas pelodo diretor Kleber Mendonça Filho. Homenagens a Chico Science e a escritora Nita Freire, pedagoga, doutora em Educação e viúva do educador Paulo Freire, também fazem parte da programação. Confira: 

9h – Credenciamento

10h às 12h (Palco LED Inspira/Teatro Luiz Mendonça)

Boas-vindas e abertura com Maciel Salú
Mesa: “O Brasil que se filma é o Brasil que se aprende”, com George Moura (autor e roteirista), Hermila Guedes (atriz), Liliana Magalhães (gestora cultural), Lírio Ferreira (cineasta) e mediação de Aline Midlej (jornalista e apresentadora da GloboNews)

13h30 às 14h45 (Palco LED Inspira/Teatro Luiz Mendonça)

Homenagem a Nita Freire (pedagoga, escritora, doutora em Educação e viúva de Paulo Freire)
Mesa: “Quem cultiva criatividade, cultiva futuros?”, com Alexandre Coimbra (psicólogo e escritor), Chaps Melo (criador do Mundo Bita e músico), Marcelino Freire (escritor) e mediação de Bianka Carvalho (repórter da Globo Pernambuco)

15h15 às 16h30 (Palco LED Inspira/Teatro Luiz Mendonça)

Entrevista: “Desinformação: de onde vem e por que importa?”, com Patricia Blanco e Paula Paiva
Mesa: “Cultura empreendedora: quando a educação ensina sobre visão, identidade e impacto social”, com Ana Rodrigues (gerente nacional de Educação Empreendedora do Sebrae), Maria Eduarda Santos (empreendedora), Maria Josiana Ferreira Rocha (diretora técnica do Sebrae/PE) e mediação de Pedro Lins (jornalista e apresentador da TV Globo)

15h30 às 17h30

Visita guiada “A cidade no cinema de Kleber Mendonça Filho”
Ponto de encontro: credenciamento do Festival LED Globo
Para participar, basta chegar ao ponto de encontro com 30 minutos de antecedência do horário de saída da visita
16h30 às 18h30 (LED Cria/Sala Praça)

Oficina: “Conectados com responsa: educação digital pra crescer com segurança”

17h às 18h (Palco LED Inspira/Teatro Luiz Mendonça)

Mesa: “Educar pela memória: Chico Science como patrimônio vivo”, com Gorete França (irmã de Chico Science, produtora-executiva e curadora do acervo de Chico Science), Jorge du Peixe (músico e vocalista da Nação Zumbi), Lorena Calábria (jornalista) e mediação de Chinaina (músico e apresentador do Multishow)
Participação especial: Louise França (cantora e filha de Chico Science)

Empresário que matou ex-companheira já havia sido preso por violência contra mulher

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Reprodução/Redes Sociais

Silvio Souza Silva, o empresário e cantor de 48 anos que matou a ex-companheira Isabel Cristina Oliveira dos Santos, de 22 anos, e logo em seguida tirou a própria vida, já havia sido preso por violência contra a mesma vítima em janeiro deste ano. Na ocasião, o homem foi autuado em flagrante por ameaça e violência doméstica, mas pagou uma fiança de R$ 16.210 e foi liberado poucas horas depois.

O criminoso, que também era conhecido pelo nome artístico “Dom Silver”, e a vítima, que era estudante de medicina, passaram cerca de seis anos juntos e tinham uma filha de três anos de idade. 

Após a agressão ocorrida em janeiro, a vítima contou em depoimento que o casamento era conturbado, com violência verbal e física, e que ele não aceitava a separação. Nesse dia, Isabel não quis dar entrada no pedido de medida protetiva de urgência nem solicitou abrigo.

Em fevereiro, a jovem voltou a prestar queixa contra Silvio e solicitou uma medida protetiva de urgência. Ela deveria retornar à Delegacia da Mulher na terça-feira (24), mas morreu dois dias antes.

Segundo os boletins de ocorrência, o homem vinha por diversos meios e de variadas formas, tentando convencer a vítima a retomar o relacionamento. Ele, inclusive, fazia transferências PIX de pequenos valores para a ex, inserindo mensagens no campo “descrição”, já que estava bloqueado por Isabel em todas as redes sociais. 

Silvio começou as ameaças de morte pelo WhatsApp e agressões verbais contra a vítima em outubro de 2025. No mês seguinte, em novembro, ele chegou a arrombar a porta dos fundos do apartamento da mulher. Ainda segundo o B.O., ele dizia que iria atrapalhar a carreira da jovem para que ela não conseguisse registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).

Isabel foi morta dentro do próprio apartamento, localizado na Zona Sul do Recife. De acordo com condomínio residencial Le Parc, tanto ela quanto Silvio tinham contrato de locação do imóvel vigente, e ambos estavam com cadastros atualizados e regulares para acessar o residencial. Em nota, a administração ainda disse que não teve “qualquer conhecimento acerca da existência de medida protetiva, ação judicial ou procedimento que restringisse o acesso dos envolvidos”, pois não houve solicitação de bloqueio de acesso, seja por parte dos envolvidos, de terceiros interessados ou de autoridades.