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Final do Pernambucano terá ações de combate à violência contra mulher

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Divulgação/IBV

A final do Campeonato Pernambucano de 2026 entre Náutico e Sport, que acontece neste domingo (8), no Estádio dos Aflitos, terá ações de conscientização contra a violência de gênero. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os registros de violência doméstica tendem a aumentar em dias de jogos de futebol. Levantamento da entidade aponta crescimento de 23,7% nos boletins de ocorrência por ameaça contra mulheres e de 20,8% nos casos de lesão corporal dolosa nessas ocasiões.

A mobilização, promovida pelo Clube Náutico Capibaribe, pela UNINASSAU e pelo Instituto Banco Vermelho, ocorre em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Antes do início da partida, jogadores das duas equipes entrarão em campo com uma faixa com a mensagem “Feminicídio Zero”.

Além disso, também será instalado um banco gigante na cor vermelha na sede do estádio, símbolo do movimento contra o feminicídio. A UNINASSAU ainda instalará duas cadeiras vazias no estádio, cada uma acompanhada de uma frase de impacto que simboliza o lugar que poderia estar ocupado por uma mulher vítima de feminicídio.

PRF detém foragidos por homicídio e tráfico de drogas no Grande Recife

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Divulgação/PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem que possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio, e outro que era procurado por tráfico de drogas nesta sexta-feira (6), na Região Metropolitana do Recife (RMR). Os dois foram encaminhados  à Delegacia de Polícia Civil para serem apresentados à Justiça. 

O primeiro suspeito foi abordado durante uma fiscalização na BR-408, na capital pernambucana. Ao solicitarem a documentação do motorista, os policiais identificaram a pendência judicial. O mandado de prisão havia sido expedido no dia 2 de outubro de 2025, pela Vara Criminal da Comarca de Igarassu.

Já o suspeito pelo crime de tráfico de drogas foi detido na BR-232, em Moreno. Segundo a PRF, ele foi abordado pois aparentava estar trafegando com excesso de velocidade. Ao consultar a documentação apresentada, os policiais constataram um mandado de prisão em aberto, com validade até 31 de dezembro de 2029.

Além desses dois casos no Grande Recife, a PRF ainda prendeu um suspeito do crime de estelionato na BR-116, em Salgueiro, no Sertão pernambucano. Uma das equipes do efetivo havia recebido informações de que um homem e uma mulher haviam aplicado golpes financeiros na zona rural de Cabrobó, fazendo empréstimos em nome de várias pessoas, e iniciaram buscas para localizar o carro utilizado nos crimes.

Durante uma ronda no Km 27 da rodovia, o veículo suspeito foi abordado e admitiu estar envolvido na prática dos crimes. Ele disse que havia sido contratado para realizar os golpes, mas disse que não sabia a identidade da mulher. O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Salgueiro, onde foi reconhecido pelas vítimas.

Escolas estaduais passam a ter disciplina de História de Pernambuco na grade

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Reprodução/TV Globo

A disciplina de História de Pernambuco passou a ser obrigatória nas escolas da rede estadual. A mudança foi oficializada pelo Governo do Estado e agora conta na matriz curricular do ensino fundamental.

Com a nova regra, o conteúdo sobre a formação histórica, social e cultural do estado deixa de aparecer apenas de forma transversal nas aulas e passa a integrar a grade curricular como componente específico para turmas do sexto ano do ensino fundamental até o ensino médio. A disciplina integra a parte diversificada do currículo prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que permite a inclusão de conteúdos regionais e locais nas escolas. 

De acordo com a Secretaria de Educação, a iniciativa busca fortalecer o ensino da história e da identidade cultural pernambucana dentro das salas de aula, ampliando o conhecimento dos estudantes sobre os processos históricos e sociais do estado. A pasta ainda informou que os professores tiveram uma formação sobre história pernambucana, e que outras cinco capacitações estão previstas ao longo de 2026

Irmãos de 10 e 13 anos morrem afogados em açude no Sertão de Pernambuco

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Reprodução/Redes Sociais

Dois irmãos morreram afogados em um açude na zona rural de Parnamirim, no Sertão de Pernambuco, na tarde desta sexta-feira (6). Segundo informações repassadas por moradores, o menino Davi, de 10 anos, estava no reservatório quando começou a se afogar. Ao perceber a situação, a irmã dele, Alice, de 13 anos, entrou na água para salvá-lo, mas também acabou se afogando.

Os dois não resistiram e morreram ainda no local. Em nota publicada nas redes sociais, a prefeitura de Parnamirim lamentou o ocorrido e disse que se solidariza com os familiares e amigos das crianças. Procurada pela reportagem da CBN Recife, a Polícia Civil de Pernambuco disse que está investigando o ocorrido.

Este é o segundo caso de afogamento de crianças no Sertão do estado somente nesta semana. Na segunda-feira (2), dois irmãos, um de 7 e outro de 11 anos, morreram afogados em um barreiro na zona rural de Araripina. 

Escoliose e a ONG Mude a Curva: a vida antes e depois da cirurgia

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Escoliose - Álvaro Herculano/UFMS

Por Lucas Arruda e Daniele Monteiro

A infância e a adolescência são fases do desenvolvimento humano carregadas de mudanças. Alterações no comportamento, na percepção de mundo, e claro, na aparência, marcam os dias dos jovens – mas também de seus pais. Nesse processo, não são poucas as surpresas.

“Com 11 anos, nós percebemos que a coluna de Maria Eduarda estava um pouco curvada. Ela foi para casa de uma prima que tem escoliose, e essa prima disse: ‘você tem a mesma coisa que eu’. Nós fomos na ortopedista, que identificou ser, de fato, escoliose, e já encaminhou diretamente para o (Hospital) Getúlio Vargas.”

O relato é de Marcela Lins, mãe de Maria Eduarda, que hoje tem 19 anos. A família é de Ribeirão, na Mata Sul de Pernambuco, a 86,5 km da capital. O diagnóstico de escoliose idiopática, quando não há uma causa definida, veio acompanhado de exames e um fato: seria preciso entrar na fila do SUS para realizar uma intervenção cirúrgica. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca 2% da população mundial tenha escoliose, popularmente conhecida como coluna em S ou em C. E no Brasil, o dado mais recente, de 2023, indica que mais de 6 milhões de pessoas apresentem desvio na coluna vertebral. Nem todos os casos precisam de cirurgia. 

A fisioterapia, por exemplo, auxilia na estabilização das curvas, na melhora do alinhamento da postura, e principalmente, na contenção da progressão da escoliose, como detalha a fisioterapeuta Laise Figueiredo.

“A escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna vertebral, ou seja, ela não apenas apresenta a inclinação, que é o sintoma mais comumente percebido pela população geral, como ela também apresenta rotação de vértebras e altera as curvas naturais da coluna, que são a lordose e a cifose. (…) O diagnóstico precoce é fundamental, pois quanto mais cedo identificar a presença da escoliose, maiores são as chances de controle e de evitar progressão da doença”, conta.

Mas em casos mais graves, a cirurgia é inevitável, e como nem todos podem pagar pelo procedimento, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta a intervenção. Apesar de não haver um número exato da demanda no país, a Sociedade Brasileira de Coluna estima que o tempo médio para essa cirurgia no SUS seja de até quatro anos. Muito tempo para quem aguenta uma dor que incomoda mais a cada dia que passa. 

Mude a Curva

Divulgação/Assessoria da ONG Mude a Curva

Foi pensando em ajudar a diminuir a fila que um grupo de seis cirurgiões de todo país resolveu se reunir para mudar a curva – e também a vida – de dezenas de pessoas. O ortopedista Carlos Romeiro conta melhor sobre a iniciativa. 

“O Mude Curva faz parte de uma uma organização sem fins lucrativos. Hoje já temos no grupo 12 cirurgiões, mais os médicos voluntários. Nós vimos que o poder público não consegue lidar com esses casos. Muitas vezes, são operadas quatro a cinco crianças em um mês e entram 20 crianças na fila nesse mesmo mês. A ONG surgiu exatamente com o intuito de prestar uma assistência a essas crianças de forma completamente filantrópica”, detalha.

Por ano, o Mude a Curva realiza três mutirões, que duram cerca de uma semana. Hospitais de São Luiz, no Maranhão, e Manaus, no Amazonas, já foram contemplados com a iniciativa – que conseguiu reduzir, de uma vez só, a demanda de um ano de fila. Todos os materiais utilizados nos procedimentos são doados, sem qualquer tipo de custo para o poder público – que apenas cede as instalações da unidade hospitalar. 

Recife recebeu o mutirão em 2019, no Hospital Otávio de Freitas (HOF) – que, no Recife, faz as cirurgias de escoliose junto ao Hospital Getúlio Vargas (HGV). À época, uma das jovens atendidas foi Maria Eduarda, filha de Marcela Lins, que aguardava pelo procedimento na fila do SUS.

“Quando me ligaram, eu disse: ‘não vou levar Maria Eduarda, porque a gente toda vez faz raio-x e não resolve nada’. Aí ela (a pessoa que ligou) disse: ‘pelo amor de Deus, não faça isso, traga Maria Eduarda, porque agora é diferente”, relata. A confiança de Marcela na iniciativa mudou a vida da filha, com 13 anos de idade.

“Eles tiveram todo um cuidado antes, durante e depois da cirurgia. Em casa, também foi trabalhoso, porque a gente todo dia tem que estar fazendo curativo, limpeza, troca de roupa de cama. Eduarda teve uma boa recuperação. A gente voltou ao médico com 15 dias, e após 30 dias, ela já estava liberada para ir à escola”, diz Marcela. Hoje, a filha retorna ao médico a cada 3 anos, para acompanhamento. “É vida normal. Ela vai à academia, à praia, e ainda anda a cavalo”, conta.

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Saiba mais sobre a ONG Mude a Curva no Instagram

A vida depois da cirurgia

A jovem Giovanna Braga, de 19 anos, passou pelo procedimento há cinco anos em uma unidade privada. Desde os 10 anos, quando foi diagnosticada com escoliose, Giovanna era acompanhada por um ortopedista e fez uso do colete, sempre fazendo exames de raio-X para identificar o avanço da deformidade. Ela lembra que, até antes da cirurgia, cada segundo que passava com o colete incomodava – e ele só podia ser retirado para tomar banho.

“O colete ia do quadril até o pescoço, então, eu ficava com o tronco todo imobilizado. Era muito desconfortável para sentar, para deitar. Eu tinha uma almofadinha na lombar que empurrava uma das duas curvas que eu tinha. E eu lembro que doía muito, porque estava bem em cima das costelas do pulmão”, detalha.

Com todas as dores e incômodos, os pais de Giovanna optaram por partir para a intervenção, que foi marcada por uma intercorrência. O procedimento, que deveria ter durado 6h, durou 12h, dada a complexidade do caso. Dificuldades também foram sentidas pela jovem no pós-cirúrgico, e segundo Giovanna, durou mais do que o tempo ideal para se adaptar ao novo normal. Hoje, com 10 centímetros a mais, ela fala sobre como lida com o cotidiano. 

“Eu consigo fazer basicamente quase tudo, só não tenho muita movimentação do tronco. Mas sinceramente, não me incomoda, porque fora isso eu consigo andar, consigo respirar. Se eu quiser, eu posso correr. Sinceramente, a minha qualidade de vida aumentou muito”, afirma. 

Um novo normal para Giovanna Braga, para Maria Eduarda e para todos os familiares que viram o sofrimento delas antes da cirurgia de escoliose. E profissionais como o Dr. Carlos Romeiro e a Dra. Laise Figueiredo são determinantes não somente no processo, mas diretamente na vida de inúmeras pessoas que tem que aprender a conviver com a deformidade e as dores. Para elas, fica a esperança de que, sim, é possível mudar a curva.

De Pernambuco para o mundo: arquiteto ganha prêmio internacional com reforma de ‘Casa de Mainha’, em Feira Nova

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Casa de Mainha - Hélder Santana

Por Maria Luna

Em Feira Nova, no Agreste pernambucano, um jovem rapaz tinha um sonho: mudar a realidade da família por meio da reforma da casa de sua mãe, que foi construída na década de 1980. 

“Como eu fazia arquitetura [em Recife], toda vez quando voltava pra Feira Nova eu sabia que a casa podia ser melhor. Então, eu entendi que a casa era muito doente, de certa forma. Porque a gente tinha um pé direito baixo, tinha muita insalubridade, quando dava meio-dia a gente precisava ligar a luz elétrica pra poder iluminar a casa, e a gente mora numa região que tem muito sol. Então, a casa não conversava com o ambiente externo e eu sempre fazia essas indagações pra mãe, e ela também estava começando a ficar doente por conta de doenças respiratórias” explica o arquiteto.

Zé Vagner – Arquivo pessoal

Depois de muito insistir, Zé Vágner, de 34 anos, formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pernambuco, convenceu dona Marinalva, mais conhecida como “mainha”, a finalmente fazer a reforma. 

“Foi um negócio muito artesanal, de certa forma. Não houve um projeto, não houve uma aprovação. Era o pedreiro derrubando e eu fazendo o projeto do lado e a gente foi fazendo tudo na hora. Foi uma experiência muito laboratória. Eu tive muito do que acreditava que era relevante, que funcionava desde a parte de materiais, que são bem adaptados ao calor dos trópicos, mas também fazendo com que a casa captasse o vento que incidia sobre ela, pudesse circular internamente. Ela [Marinalva] queria uma casa mais ventilada, sem mofo, mais iluminada, que tivesse esse conforto ambiental em evidência e foi o que a gente fez”, ressalta.

Zé Vagner – Arquivo pessoal

Durante a obra, cinco ambientes subutilizados foram demolidos, o que garantiu a ampliação da sala, a construção de um jardim interno e um terraço aberto. As portas de entrada foram restauradas e protegidas com placas de concreto pré-moldado, o muro da fachada foi mantido, a pedido de Dona Marinalva, e ganhou uma forma vazada com tijolos cerâmicos inspirada na forma que as olarias empilham as peças para secagem.

Graças a determinação de trazer melhorias para moradia de sua família, Zé Vágner conquistou o  ArchDaily Building of the Year, na categoria Casas.

“Foi maravilhoso, na verdade. Foi difícil cair a ficha, ainda é difícil. Tem horas que a mãe fala que não acredita no que está acontecendo, ela pergunta se é verdade mesmo, que essa casa ganhou esse prêmio. Porque é uma casa simples né, e o fato de ser em Feira Nova, que é uma cidade que as pessoas não conhecem muito. Todo mundo na rua para, eu entro na academia e o povo me aplaude, eu fico muito sem graça, mas vejo que o pessoal se identificou com o processo. Todo mundo louco, meio que ganhou junto, a sensação que eu tenho é essa”, afirma.

Zé Vagner – Arquivo pessoal

Dizem por aí que todo pernambucano tem mania de grandeza, mas fica difícil negar esse rótulo quando a melhor casa do mundo fica em Pernambuco.

Ficha técnica – Supervisão: Daniele Monteiro; Edição: Evandro Chaves; Reportagem: Maria Luna

Perambulando 2026 abre temporada com cortejo junino no Recife Antigo neste domingo

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Marco Zero no Recife Antigo. Foto: Reprodução/Google Streets View
Marco Zero no Recife Antigo. Foto: Reprodução/Google Streets View

Começa neste domingo (8) o ciclo de atividades do Perambulando 2026. Nesta edição, o projeto traz a temática “Perambulando Junino”. O encontro tem início a partir das 17h, no Recife Antigo.

O público poderá acompanhar um cortejo artístico interativo que convida as pessoas para o ato simbólico de “perambular”: caminhar, observar e vivenciar a riqueza cultural do estado em experiências imersivas e genuínas.

A iniciativa, realizada por meio da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, vai apresentar elementos como forró, quadrilhas, bacamarteiros, trios pé-de-serra, coco, ciranda, cavalo-marinho e outras manifestações tradicionais, com o intuito de fortalecer o turismo, a cultura e a economia criativa.

As ruas do Recife receberão a Quadrilha Junina Zabumba, o grupo Pernambuco em Movimento e o cantor Fagner Chagas. O Som da Rural, comandado por Roger de Renor, também estará presente e realiza o show de encerramento do evento.

Calendário de Itinerância

Após a abertura na capital, o Perambulando segue em turnê por outras cidades do estado, levando a celebração da cultura popular para o interior:

08/03: Recife (Abertura – Recife Antigo) . Concentração no Armazém 14, às 16h, na avenida Alfredo Lisboa s/n e encerramento no Cais do Sertão.

15/03: Brejo da Madre de Deus

22/03: Recife

29/03: Taquaritinga do Norte

Após suspeita de bomba, avião faz pouso de emergência no Recife; PF investiga o caso

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Aeroporto Internacional do Recife. Foto: Reprodução/Leo Motta/Setur/ Via G1
Aeroporto Internacional do Recife. Foto: Reprodução/Leo Motta/Setur/ Via G1

Um avião que saiu de São Paulo com destino a Fernando de Noronha fez um pouso de emergência no Recife, após suspeita de bomba na aeronave. O voo G3 1774, operado pela Gol Linhas Aéreas, saiu do Aeroporto de Guarulhos e, durante o trajeto, a companhia recebeu a informação de que um artefato estaria dentro da aeronave. Segundo a Polícia Federal (PF), não foram identificados riscos ou irregularidades, e os passageiros conseguiram desembarcar em segurança no Aeroporto do Recife. Ainda não há informações sobre a autoria do comunicado falso.

Equipes especializadas da Polícia Federal realizaram inspeção na aeronave e nas bagagens. Os passageiros também foram inspecionados. 

Por nota, a PF afirmou que “em razão do comunicado, o voo foi imediatamente desviado para o Aeroporto Internacional do Recife, onde foram adotados os protocolos de segurança previstos para o tipo de ocorrência. Após análise preliminar, concluiu-se que não havia indicativos de risco efetivo à operação aérea”.

A Gol também emitiu um comunicado informado que após liberação da aeronave pelas autoridades em solo, a empresa garantiu suporte necessário aos passageiros, e informou que medidas como essas “são necessárias para garantir a segurança de suas operações”. Já a Aena, que administra o aeroporto, afirmou que a aterrissagem não programada transcorreu normalmente e que todos os passageiros desembarcaram em segurança.

A Polícia Federal já deu início às investigações para descobrir a autoria do comunicado.

Governo inicia reforma de estações de BRT desativadas há seis anos

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A primeira a ter o canteiro de obras instalado foi a Cidade Tabajara, na PE-15, no município de Paulista. Foto: Arthur Mota/Seduh PE
A primeira a ter o canteiro de obras instalado foi a Cidade Tabajara, na PE-15, no município de Paulista. Foto: Arthur Mota/Seduh PE

Pernambuco iniciou a recuperação de nove estações de BRT (Transporte Rápido por Ônibus) do Grande Recife que estavam há seis anos desativadas devido à falta de manutenção. O serviço inclui instalações de ar-condicionados, a troca dos telhados, nova sinalização e outras melhorias.

As estações que passarão por obras são: Abreu e Lima, São Francisco de Assis, Cidade Tabajara, Aloísio Magalhães, Quartel, Sítio Histórico, Complexo de Salgadinho, Centro de Convenções e Paulista, todas localizadas no corredor Norte-Sul de transporte público da Região Metropolitana do Recife (RMR).

Com recursos do Governo de Pernambuco e repasses do Governo Federal, o investimento total é de R$ 11.935.477,12. A primeira estação a ter o canteiro de obras instalado foi a Cidade Tabajara, na PE-15, no município de Paulista.

A ação é realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-PE) e busca reativar estruturas importantes do sistema de transporte público. Atualmente, os usuários do BRT utilizam paradas de ônibus improvisadas.

Ainda segundo o estado, diversos problemas foram identificados como deterioração da infraestrutura, problemas de drenagem, deficiências de acessibilidade e sinalização, além da ausência de materiais e acabamentos.

As estações do BRT fazem parte do chamado Corredor de Transporte Público Norte-Sul, uma das obras previstas para a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, que teve cinco partidas disputadas no estado de Pernambuco.

Data Magna: a bandeira do “país” Pernambuco a partir de um olhar atento

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Pedro Alb Xavier, normatizador da Bandeira de Pernambuco - Lucas Arruda/CBN Recife

Em 6 de março, Pernambuco celebra o marco da Revolução de 1817, quando contra o domínio português nos tornamos um país por 74 dias. A Data Magna reforça os ideais e elementos que constituem a “pernambucanidade” presente em cada um que entende o estado como sua terra, tendo nascido aqui ou não.

Como representação de um povo, a bandeira de Pernambuco é, de longe, um dos símbolos mais presentes no imaginário dos pernambucanos – que fazem questão de levá-la a todos os cantos do planeta. Ela está presente em placas, em roupas, fantasias de carnaval e até tatuagens. São cores e elementos encontrados no coração de mais de 9 milhões de brasileiros. 

Mas você sabia que a bandeira de Pernambuco passou por um processo recente de normatização?

Em uma pesquisa para outro projeto, durante a pandemia da Covid-19, em 2020, o designer Pedro Alb Xavier percebeu um fato: até aquela data, cada um representava a bandeira como queria. Inclusive, por meio de fotografias, ele identificou que as bandeiras de Pernambuco dentro e fora do Palácio do Campo das Princesas, sede do Executivo estadual, eram diferentes. 

Reprodução/Redes sociais – @pedroalbxavier

O repórter Lucas Arruda conversou com Pedro, que contou um pouco mais sobre o processo de normatização e a importância da bandeira para a identidade do pernambucano.

A bandeira de Pernambuco, por Pedro Alb Xavier

Lucas Arruda:
Pedro, eu gostaria que você explicasse como ocorreu a normatização da bandeira de Pernambuco?

Pedro Alb Xavier: A gente tem que recuperar um pouco de onde vem essa bandeira. Essa bandeira vem da Revolução de 1817 que dura alguns dias. Quando a revolução é perdida pelos revolucionários, nós ficamos sem uma bandeira própria. Nós ficamos usando o galhardete do Porto. E aí, em 1917, já na República, durante o centenário, por recomendação do Instituto Arqueológico Histórico Geográfico Pernambucano (IAHGP), nós retomamos a bandeira de 1817 como a bandeira oficial do Estado. Existe um ato publicando ela e dois selos dos Correios que saem com a imagem dela: um colorido e um só em tons de azul.

A lei de 1917 (Decreto Estadual 459/2017) era muito vaga. Ela dizia que era uma bandeira igual à bandeira revolucionária, mas, em vez de ter três estrelas, tinha somente uma, porque cada uma das estrelas da bandeira revolucionária era um dos estados, as províncias, que participaram da revolução: Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. E, como a bandeira se tornava a de Pernambuco, no arco-íris só havia uma estrela.

Então, a descrição era basicamente uma estrela, um arco-íris, um sol sobre um fundo azul, uma parte branca embaixo, com uma cruz vermelha por sobre essa parte branca. Então, o povo e o uso dela, durante o século XX, foram sendo feitos de modo muito próprio para cada pessoa, para cada instituição. A bandeira de 1817 tinha o arco-íris vermelho, amarelo e branco. As pessoas começaram a colocar o verde no lugar do branco.

Reprodução/Redes sociais – @pedroalbxavier

Durante a pandemia, em 2020, eu estava em casa — sou designer — e estava fazendo uma justificativa de uma outra marca que usava elementos da bandeira do Estado. Nessa justificativa, eu tinha que avançar um pouco sobre os documentos históricos para dizer de onde vinham os elementos, símbolos.

E percebi que havia inconsistências nas próprias fotos oficiais do Estado. Atrás do então governador, dentro do Palácio, havia uma bandeira com um desenho determinado de sol. Em frente ao Palácio, havia outra bandeira com outro desenho de sol. Os elementos principais eram os mesmos, mas o desenho refinado de cada uma delas era um pouco diferente.

Em frente à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), havia uma bandeira levemente diferente. Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), também era outra bandeira. Se você ‘der um Google’ pela bandeira de Pernambuco, até hoje você vai ver que existem vários tons de azul, vários tons de vermelho, amarelo, verde. Vários desenhos de sol com pontas curvas, pontas retas. O número de pontas do sol também varia muito.

Eu pensava que um elemento tão importante como esse teria um manual de marca, uma normatização profunda. Comecei a buscar e não encontrei. Isso em uma semana. Fui buscando quase de modo autônomo e criei uma publicação no Instagram dizendo da minha dúvida, perguntando se alguém sabia onde é que tinha a informação correta. Porque eu tinha certeza, naquele momento, que só não sabia onde encontrar a informação correta. 

Uma colega minha que pertence ao IAHGP viu minha postagem e pediu para eu entrar em contato com os historiadores do instituto que têm mais conhecimento: Silvio Amorim e George Cabral, que haveriam de responder aquela minha dúvida. Entrei em contato, eles disseram que iam buscar.

Reprodução/Redes sociais – @pedroalbxavier

Quando voltaram para mim, disseram que não havia realmente uma normatização detalhada da bandeira e fizeram a proposta de submeter um projeto de lei, já que o instituto havia submetido também, junto com o governador, em 1917. Agora, a normatização apurada, com desenho oficial, em 2020.

E foi assim que a gente fez: o projeto de lei foi submetido à Alepe e se tornou a normatização oficial detalhada, com cores definidas, com desenho sistematizado e detalhado no projeto de lei. A partir daí, nós temos esse desenho oficial, o que não impede que as pessoas façam seus desenhos, se apropriem da bandeira de Pernambuco no mundo.

É somente um desenho para usos oficiais, institucionais, diplomáticos e que regulamenta esse símbolo tão caro à nossa memória. 

P.S – Após a entrevista, Pedro Alb Xavier fez questão de pontuar que quem lhe ajudou na redação da lei foi o procurador do Estado de Pernambuco Marcelo Casseb.

L.A: Então, Pernambuco já foi representado por duas bandeiras?

P.A.X: A gente pode tratar isso como quantos símbolos, de modo independente, já representaram Pernambuco. A primeira pessoa que representa Pernambuco de modo independente é o brasão de Duarte Coelho. E depois a gente passa por algumas representações durante o período da ocupação holandesa. As bandeiras da Revolução de 17 e da Revolução de 24, o galhardete do Porto e, finalmente, a retomada da bandeira de 1817 com algumas modificações. Ao todo, nós temos cerca de nove elementos de representação para o estado de Pernambuco enquanto território, entre brasões e o que a gente entende como bandeira oficialmente – esse elemento retangular hasteado. 

L.A: Pedro, e quais são, de fato, os elementos oficiais da Bandeira de Pernambuco?

P.A.X: Os elementos que constituem a nossa bandeira, simbolicamente, estão divididos entre elementos de cor e elementos gráficos. A nossa bandeira tem as cores azul, vermelho, branco e amarelo. E aí essas cores vão tentar se associar às cores da Revolução Francesa e da bandeira francesa: são azul, branco e vermelho. Como a nossa revolução tinha forte inspiração no iluminismo francês, essas cores foram usadas na nossa bandeira também.

Posteriormente, como tinha falado, no século XX, as pessoas, se apropriando da bandeira, trocaram o branco pelo verde. E isso deu um outro aspecto de incorporação a um fazer popular dessa bandeira.

Enquanto elementos gráficos, mais notadamente, nós temos uma estrela no topo, que representa o estado de Pernambuco; um arco-íris com três faixas, e cada uma dessas faixas representa uma palavra: amizade, paz e união.

O sol, que está por baixo desse arco-íris, ainda sobre o azul, é representa o pernambucano como filho do sol. Esse lugar tropical em que nós estamos é a justiça que brilha, ou deveria brilhar, sobre todos de modo igual.

A cruz, apesar de alguns dizerem que está lá porque foi idealizada por um padre, essa cruz é uma representação do primeiro nome do Brasil: Terra de Santa Cruz. Então, apesar de ser uma revolução que cria um estado independente desse território brasileiro, a ideia dela não era se separar do Brasil. Era trazer o Brasil para ela, tanto que o número de estrelas seria aumentado quantos fossem os territórios que se juntassem à revolução.

Reprodução/Redes sociais – @pedroalbxavier

L.A: Pedro, você tem consciência de que deixa um legado com a normatização da bandeira de Pernambuco. Como se sente?

P.A.X: É uma uma sensação de extrema realização enquanto pernambucano orgulhoso, que eu acho que nós vamos nos tornando enquanto tomamos consciência do legado deixado pelas pessoas que por aqui passaram. O importante são os ideais que Pernambuco carrega, e eu fico muito feliz, me vejo ainda mais ligado a essa memória. 

Essa bandeira, o elemento gráfico que é essa bandeira, ele só atesta um ideal que é muito maior do que esse elemento isolado. São ideias que a gente vai incorporando na nossa vida, na ética de viver como pernambucano, e que permite que a gente abrace o novo e reconstrua essa bandeira conforme novas demandas por direitos que aparecem. É uma bandeira de eterna luta.

Tem uma história que eu acho muito curiosa sobre essa bandeira. Quando a gente vai reconstituir o momento em que ela é hasteada, em 21 de março de 1817, as pessoas olham para ela e perguntam: ‘Esse sol, ele tá nascendo ou se pondo?’. Então, as pessoas já começam a criar uma história em cima dessa bandeira. É uma narrativa em cima desse céu que se apresenta ali.

Pedro Alb Xavier em sala no Memorial da Democracia de Pernambuco – Foto: Lucas Arruda/CBN Recife

E é isso que a gente faz hoje, trazendo as nossas colocações dessa paisagem, desse sol que nasce, dessa noite que vem, ou dessa noite que vai, nessa esperança do arco-íris. Depois ou antes de uma grande chuva. E a gente vive essa história, a gente vai se unindo à história dessa bandeira. Ela permite que a gente crie narrativas pessoais e coletivas. Esse arco-íris, por exemplo, é confundido com movimentos LGBTs hoje, e isso era impensável na sua criação. Mas hoje a gente incorpora esses valores. É uma bandeira que nos permite vivê-la diariamente através do passado, do presente e pensando no futuro.