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Ex-deputado de Pernambuco preso em operação sobre morte de turistas no Ceará é solto após audiência de custódia

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Reprodução/g1
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O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ribeirão, Clovis Paiva, foi solto pela Justiça um dia após ser preso durante uma operação da Polícia Civil do Ceará que investiga o assassinato de dois turistas na Praia do Futuro, em Fortaleza. A liberdade foi concedida após audiência de custódia. O político havia sido detido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, onde os policiais encontraram uma arma adulterada.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Clovis Paiva afirmou que sua prisão foi resultado de um “mal-entendido” e declarou que seus advogados irão comprovar que houve um engano. O ex-deputado também agradeceu as manifestações de apoio recebidas e ressaltou que não possui envolvimento com o duplo homicídio investigado pelas autoridades cearenses. A defesa informou, por meio de nota, que ele vem colaborando com as investigações desde o início e que os materiais encontrados não têm relação com o objeto da operação.

Segundo a Polícia Civil do Ceará, Clovis Paiva foi alvo de mandado de busca e apreensão devido a supostas ligações com pessoas investigadas no caso, mas, até o momento, não há comprovação de participação direta dele nos assassinatos. De acordo com o delegado Ícaro Coelho, responsável pelo inquérito, o ex-deputado e o presidente da Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes, Getúlio Belém (PL), também são investigados por suspeitas de envolvimento em práticas ilegais, como rinhas de galo e jogos clandestinos.

O crime ocorreu em 1º de abril de 2025, quando os turistas Renato Faria de Azeredo, de 34 anos, e André Luís Guellen, de 43, foram mortos a tiros dentro de uma caminhonete na Praia do Futuro, em Fortaleza. Segundo as investigações, os dois eram ligados ao setor de apostas e criação de aves para exposições e rinhas. O Ministério Público do Ceará denunciou quatro pernambucanos pelo duplo homicídio, apontando que o grupo teria saído de Pernambuco com o objetivo de executar as vítimas. As apurações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.

São João de Pernambuco: a força de Caruaru, a Capital do Forró

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São João de Caruaru - Foto: Elvis Edson/Secom/PMC

Por Antônio Marcos – Caruaru

Tem lugar por aí que passa o ano inteiro esperando o dia 24 de junho chegar, mas aqui a gente joga em outra linha.

São João de Pernambuco: a força de Caruaru, a Capital do Forró
CBN Recife
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A festa junina na Capital do Forró começou em abril, com o “São João na Roça” rodando os distritos, levando a tradição para a zona rural e provando que Caruaru não tem apenas um mês de festa, tem um festival de cultura. Mas agora meu povo, agora o fole da sanfona mudou de endereço.

A festa oficialmente chega à zona urbana neste sábado (30), com mais de 20 polos de animação. E o Pátio de Eventos Luís Lua Gonzaga está de portas abertas para receber os forrozeiros do “Maior e Melhor São João do Mundo”. Além dos shows com Gustavo Lima, Luan Santana, Alok e Elba Ramalho, esse ano tem um tempero extra, a Copa do Mundo. (Confira aqui a programação completa)

A prefeitura instalou telões no Polo Azulão e no Pátio de Eventos, para que ninguém perca os Jogos do Brasil. E já tem gente que preparou o “look” para curtir a festa junina e arrastar o pé, como a estudante de Comunicação Social, Geovana Galvão. “Tô super ansiosa e animada pro São João, porque na minha opinião é a melhor época. Toda a cidade fica enfeitada, as comidas são delícias e tem festa até amanhecer o dia. Já comprei várias roupinhas”, revelou.

Comidas gigantes

Se você está de dieta, Caruaru é o seu maior desafio ou o seu melhor momento para chutar o balde. Uma das tradições mais amadas e curiosas é o Festival das Comidas Gigantes. A regra é clara: quanto maior, melhor. As comidas gigantes movimentam as comunidades e mantêm-viva uma tradição que atravessa gerações na Capital do Agreste.

Durante a festa, moradores e visitantes podem prestigiar diversas produções, como bolo de fubá, bolo de milho, caldinho de macaxeira, pé de moleque – e várias outras iguarias que já fazem parte do calendário cultural do município. Além de dançar, claro, muito forró.

“São mais de 70 comidas gigantes que compõem o calendário deste ano. Everaldo Florencio faz o bolo de milho gigante há mais de duas décadas. “Bolo de milho gigante, sempre eu costumo dizer, não tem só um público: tem seguidores. São pessoas que arregaçam as mangas, chegam junto. E, graças a Deus, falam que é uma festa feita pelo povo e para o povo”, comenta.

Foto: Elvis Edson/Secom/PMC

Economia

Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Economia Criativa de Caruaru dão conta de que a movimentação financeira do período seja de cerca de R$ 760 milhões. A expectativa é de um público geral de 4 milhões de pessoas no município ao longo do mês de junho. A associação que representa moradores e artesãos do Alto do Moura estima que chegam a ser vendidas no período junino cerca de 20 mil peças de artesanato no barro, como destaca o vice-presidente Elton Rodrigues.

“Vem muita gente do país e do exterior ao Alto Moura, por ser o maior centro de arte figurativa das Américas e também ter maior polo de animação durante os festejos juninos da nossa cidade. Então esperamos que esse ano, realmente, supere as perspectivas dos nossos logistas e do setor gastronômico”, diz.

Foto: Reprodução/Caruaru e Região

Então, já sabe! Se o seu coração bate no ritmo do triângulo, o seu destino é Caruaru. Só não esqueça de trazer disposição, porque a festa vai até o final de junho e o fôlego é o que não pode faltar.

Ficha Técnica

Sonorização – Lucas Barbosa
Produção e Reportagem – Pedro Aquino

Silêncio que Adoece: os gargalos do tratamento contra o câncer de boca em Pernambuco 

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Reprodução/ Fernando Frazão/Agência Brasil
Episódio 3 – Silêncio que Adoece – Maria Luna
CBN Recife
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Ouça a matéria no player acima

Até aqui, vimos o impacto devastador do câncer de boca. Mas o que acontece entre o momento em que o paciente nota o primeiro sinal e o dia em que ele finalmente senta na cadeira do hospital para iniciar o tratamento correto? Em Pernambuco, pesquisadoras decidiram mapear esse caminho para compreender essa corrida pela vida.

Uma pesquisa desenvolvida no programa de Pós-graduação da Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP) da Universidade de Pernambuco (UPE), em parceria com o Ministério da Saúde e com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), analisa justamente o “Percurso do Diagnóstico do Câncer de Boca em Pernambuco”. A mestranda responsável pelo estudo, Andreza Andrade, investigou os chamados “tempos assistenciais” no Sistema Único de Saúde (SUS). Ela explica que a demora para iniciar o tratamento é o grande nó da rede pública. “A gente encontrou diversas dificuldades. Por exemplo, no percurso para o paciente identificar que ele está doente, a gente viu muita falta de informação em saúde mesmo que ele não conseguia identificar os sinais que ele tinha como algo problemático. Eu comparei muito em relação ao câncer de mama. Quando um paciente sente alguma coisa diferente na mama, ele já vai fazer um exame. Os nossos pacientes de câncer de boca não. Eles passam meses até anos sentindo um carocinho que ele acha que é uma afta, tomam corticoide, às vezes passam uma pomada e passam anos com esse tipo de lesão até que começa a sangrar, a doer, a sair pus e aí é quando ele busca ajuda”, destaca.

Andreza Andrade cita ainda alguns dados constatados pela pesquisa acerca do tempo de espera de diagnóstico e tratamento da doença. “O tempo do paciente, ele durava anos. Então temos casos de dois anos, casos de um ano, meses, e aí a gente corta para o tempo do diagnóstico, que às vezes levava três meses, quatro meses, cinco meses, e o tempo do pré-tratamento, que na nossa pesquisa era menos de 60 dias”, diz.

Reduzir o tempo de espera é urgente. Mas, a verdadeira virada de chave para diminuir as 650 novas estimativas de casos anuais de câncer de cavidade oral no estado, segundo previsão do Instituto Nacional de Câncer (Inca), está na prevenção básica e no diagnóstico precoce. A Professora Associada de Diagnóstico Oral da UPE, Marianne Carvalho, aponta que um simples exame pode ajudar na prevenção do câncer. “É muito importante que a educação e saúde da população, ela esteja ali presente e é preciso que os dentistas, generalistas, saibam diagnosticar precocemente o câncer. Ele pode ser feito quando o paciente vai lá fazer um tratamento de canal, ele vai lá fazer uma restauração. Então, todo paciente que chega num consultório, é necessário que o cirurgião dentista faça o exame da mucosa, dura menos de 1 minuto, para tentar identificar fatores ali que podem ser câncer ou podem vir a ser um câncer, principalmente na população de risco, que é a população que faz uso do tabaco”, alerta.

A série de reportagens Silêncio que adoece traz o alerta de que o Maio Vermelho e o Dia Mundial Sem Tabaco continua em cada espelho, em cada consulta e em cada escolha saudável. Cuidar da sua boca é silenciar o câncer.

Com edição de Daniele Monteiro e sonorização de Lucas Barbosa, reportagem Maria Luna.

UPE abre seleção simplificada para contratação de 37 professores auxiliares

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UPE/Arquivo
UPE/Arquivo

A Universidade de Pernambuco (UPE) abriu seleção pública simplificada para a contratação temporária de 37 professores auxiliares que irão atuar nos cursos de graduação da instituição. O processo foi autorizado por meio da Portaria Conjunta SAD/UPE nº 184 e terá validade de 24 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. As inscrições poderão ser realizadas entre os dias 30 de maio e 10 de junho de 2026, exclusivamente pela internet.

A taxa de inscrição é de R$ 70,00, com possibilidade de isenção para candidatos inscritos no CadÚnico, conforme critérios definidos em edital. A remuneração oferecida é de R$ 2.930,77. Os interessados podem acessar o edital completo, obter mais informações e preencher o formulário de inscrição por meio do site oficial da UPE: upe.br/selecao-simplificada-para-professor/. O edital completo, mais informações e o formulário de inscrição estão disponíveis em: https://upe.br/selecao-simplificada-para-professor/ 

João Fonseca protagoniza virada histórica sobre Djokovic em Roland Garros

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Divulgação Rio Open @FOTOJUMP Reprodução GE

João Fonseca escreveu mais um capítulo marcante em sua jovem carreira ao derrotar Novak Djokovic em uma partida épica na quadra central de Roland Garros. O brasileiro de apenas 19 anos saiu atrás por dois sets, mas reagiu de forma impressionante para vencer o sérvio por 3 sets a 2, com parciais de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5, após 4h53 de confronto.

Depois de ser dominado nos dois primeiros sets pelo experiente Djokovic, que utilizou bolas curtas e mudanças de direção para controlar o jogo, João elevou o nível de intensidade e passou a encaixar seus golpes mais agressivos. A reação do brasileiro mudou o panorama da partida e desgastou o sérvio física e emocionalmente.

No quinto e decisivo set, Fonseca mostrou maturidade e equilíbrio mesmo após sofrer uma quebra de saque. Mantendo a confiança, conseguiu fechar o duelo com três aces consecutivos, garantindo a classificação inédita às oitavas de final de um Grand Slam.

Agora, João aguarda o vencedor do confronto entre Casper Ruud e Tommy Paul para conhecer seu próximo adversário no torneio francês.

Essa foi a segunda virada consecutiva do brasileiro em Roland Garros. Na rodada anterior, ele também saiu em desvantagem antes de vencer Dino Prizmic em cinco sets.

O duelo na Philippe-Chatrier contou com uma atmosfera eletrizante dentro e fora da quadra. A torcida se dividiu entre os gritos de apoio a “Nole”, apelido de Djokovic, e ao jovem brasileiro. Antes do jogo, João já havia declarado sua admiração pelo sérvio, classificando-o como o maior tenista de todos os tempos e revelando o desejo de enfrentá-lo.

Com o triunfo, Fonseca conquista sua segunda vitória diante de um jogador do top 10 do ranking mundial. A primeira aconteceu no Australian Open do ano passado, quando superou Andrey Rublev logo na estreia da chave principal.

A campanha em Paris também representa o melhor desempenho da carreira de João em torneios de Grand Slam, superando os resultados obtidos anteriormente em Roland Garros e Wimbledon.

Para Djokovic, o confronto entrou para a história como sua partida mais longa em 22 participações no torneio francês. Além disso, foi apenas a terceira vez que o sérvio foi eliminado antes das quartas de final em Roland Garros, competição na qual busca seu 25º título de Grand Slam.

Hospital Oswaldo Cruz conquista 4º lugar nacional em satisfação dos usuários do SUS

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Divulgação UPE

O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), vinculado à Universidade de Pernambuco (UPE), alcançou a quarta colocação na pesquisa nacional de satisfação realizada com pacientes de hospitais públicos do país. A premiação, que celebra as unidades com assistência totalmente voltada ao Sistema Único de Saúde (SUS), é promovida pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em cooperação com entidades de peso, como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conass e o Conasems. 

Para figurar na lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil, o HUOC passou por uma avaliação rigorosa que combinou o voto popular a indicadores técnicos fundamentais, a exemplo de acreditação hospitalar, eficiência na ocupação de leitos, taxas de mortalidade, oferta de UTIs e tempo de internação.

A entrega oficial do reconhecimento foi feita em Brasília, durante um evento que reuniu os principais nomes da saúde pública do país, contando com a presença do vice-reitor da UPE, professor José Roberto Cavalcanti, e das superintendentes Jacira Salucy e Marina Alheiro. Ao celebrar a conquista, a diretora do hospital, Izabel Avelar, dividiu os méritos com todo o corpo de funcionários e ressaltou que o feedback direto dos pacientes traz ainda mais responsabilidade para a busca contínua por melhorias e avanços na assistência.

Livro analisa cultura, inovação e transformações urbanas a partir da experiência do Porto Digital

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Divulgação Porto Digital

O pesquisador pernambucano Anderson Diego Farias da Silva lançou o livro “Regulação cultural em territórios de inovação: lições do Porto Digital”, uma publicação que propõe um olhar crítico sobre as conexões entre cultura, economia criativa e urbanismo na capital pernambucana. A obra examina detalhadamente como os conceitos de inovação e criatividade modificam o planejamento das cidades, influenciando diretamente a criação de políticas culturais, os formatos de governança e as relações sociais cotidianas. Além disso, o autor promove reflexões fundamentais sobre o desenvolvimento territorial e os conflitos simbólicos que emergem em projetos urbanos desenhados para acolher a economia criativa.

A publicação ganha ainda mais relevância com o prefácio escrito por professores canadenses da Université de Montréal e com o aval de Cláudio Marinho, ex-secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e um dos nomes por trás da criação do Porto Digital. 

O autor, que hoje realiza seu doutorado na mesma instituição canadense, estuda as reconfigurações urbanas e os imaginários tecnológicos em distritos culturais ao redor do mundo, traçando paralelos e diálogos ricos entre a experiência do Recife e a do Quartier des Spectacles, em Montréal. Diante desse panorama, o livro surge como uma leitura indispensável para acadêmicos, estudantes, gestores culturais e profissionais que se dedicam a entender as dinâmicas das cidades criativas contemporâneas.

Pernambuco gerou 3,3 mil empregos com carteira em abril

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Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O estado de Pernambuco gerou 3.340 empregos formais em abril de 2026, segundo os dados do Novo Caged, divulgados nesta quinta-feira, 28 de maio, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado no quarto mês do ano. O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 6.248 vagas. Em seguida aparecem a Construção (1.819 postos) e o Comércio (111). O desempenho negativo foi registrado na Agropecuária (-721) e na Indústria (-4.118).

MUNICÍPIOS – A capital Recife foi o município pernambucano com maior saldo de empregos formais em abril, tendo gerado 3,7 mil novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Caruaru (1.129), Paulista (380) e Olinda (245).

GÊNERO – No recorte por gênero, as mulheres tiveram saldo positivo em abril e os homens registraram saldo negativo em Pernambuco. Levando-se em conta as admissões e os desligamentos, os saldos apontam resultado positivo de 3.437 postos com carteira assinada preenchidos por mulheres e -97 vagas relativas aos homens.

FAIXA ETÁRIA E INSTRUÇÃO – No que diz respeito à faixa etária, o maior saldo dos postos gerados em Pernambuco no período foi de vagas ocupadas por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 3,6 mil postos formais. Na análise sobre grau de instrução, o maior saldo dos vínculos no estado em abril foi de pessoas com ensino médio completo, que preencheram 5,7 mil vagas.

NACIONAL – O mercado de trabalho brasileiro gerou 85.888 novos empregos com carteira assinada em abril de 2026. O resultado é fruto de 2,26 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos.

No acumulado do ano, de janeiro a abril de 2026, o país criou 699.762 novas vagas formais, representando um crescimento de 1,5%. Já no recorte dos últimos 12 meses, entre maio de 2025 e abril de 2026, o saldo é de 1.059.860 empregos com carteira assinada.

O crescimento proporcional do emprego formal foi liderado pelo Acre, que registrou variação positiva de 0,9%, seguido pelo Amapá, com alta de 0,8%, e o Distrito Federal, que apresentou expansão de 0,4%.

UNIDADES DA FEDERAÇÃO — Em abril deste ano, 24 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo. Os destaques foram São Paulo, com 20,2 mil postos, Rio de Janeiro (11.741) e Minas Gerais (8.991). As UFs com desempenho negativo foram Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396).

REGIÕES — O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões do país. A região com maior número de novos empregos formais em abril de 2026 foi a Sudeste, com saldo de 44,5 mil, seguida pela Nordeste, que registrou 18,7 mil, e a Centro-Oeste, com 10,8 mil vagas. A Região Norte apresentou saldo positivo de 6,6 mil postos, enquanto a Sul foi de 4,4 mil.

GRUPOS ECONÔMICOS – No quarto mês do ano, três dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O setor de Serviços liderou, com a abertura de 69.601 postos. O grupo foi impulsionado principalmente por atividades de administração pública (29.035), de informação (16.978) e transporte (12.235).

Em seguida aparecem com saldos positivos os setores da Construção (23.525) e da Indústria (9.256). Registraram saldo negativo o Comércio (-8.114) e a Agropecuária (-8.378).

GRUPOS POPULACIONAIS – No recorte populacional, as mulheres ocuparam, em abril, a maioria das vagas formais geradas no país. Elas foram responsáveis por preencher 49.857 mil postos, enquanto os homens ocuparam 36.031 vagas. Jovens de 18 a 24 anos concentraram 85.003 vagas, o equivalente a 99% do total gerado no mês. Por escolaridade, pessoas com ensino médio completo (83.593) lideraram a ocupação dos postos, seguidas por trabalhadores com ensino médio incompleto (6.577). No recorte por raça, os maiores saldos foram registrados entre pardos (72.363), pretos (14.955) e brancos (10.870). O mercado absorveu 79.843 novos trabalhadores brasileiros e naturalizados, além de 6.045 estrangeiros.

SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em abril de 2026 foi de R$ 2.386,56, com variação positiva de R$ 16,68 (0,7%) em relação a março. Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de R$ 42,21 (+1,8%). Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio foi de R$ 2.429,79, enquanto para os não típicos ficou em R$ 2.047,86.

Brasil é quem define como combate e classifica o crime, diz Planalto

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Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Por Agência Brasil

O governo afirmou, nesta sexta-feira (29), que são os brasileiros que definem como o crime é classificado e combatido dentro do território do país, com suas instituições, leis e forças de segurança. O Palácio do Planalto afirmou também, em nota, que a família Bolsonaro tem buscado uma intervenção estrangeira no Brasil.

“O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”, diz a nota do Palácio do Planalto. 

O posicionamento é uma resposta à decisão dos Estados Unidos (EUA) de classificarem organizações narcotraficantes como terroristas. Para especialistas, a decisão pode servir como pretexto para intervenção no país. 

Para o Planalto, a medida dos EUA pode prejudicar o combate ao crime, a economia e o sistema financeiro, além de sistemas inovadores como o Pix.
“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz o comunicado.

Os EUA têm investigado o Pix do Brasil por suposta “concorrência desleal”. O mecanismo prejudica comercialmente empresas financeiras dos EUA.

Família Bolsonaro

Para o governo brasileiro, a família Bolsonaro tem buscado provocar o governo de Donald Trump para que intervenha no país.

“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, acrescenta o comunicado.

O pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se encontrou com o presidente Donald Trump, nesta semana, tendo pedido ao chefe da Casa Branca para classificar grupos narcotraficantes no Brasil como terroristas.

Ainda segundo o Planalto, “traidores” tentam manipulada politicamente o debate sobre o tema.

“A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, disse o Palácio do Planalto.

Terrorismo

O governo ainda reconheceu, no comunicado, que o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias “praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias”.

Porém, argumenta que não se pode misturar esse terror, usado para obter lucro, com o terrorismo internacional com motivações políticas, religiosas ou ideológicas.

“Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima”, diz o governo.

Plano de saúde individual terá reajuste máximo de 5,11%, decide ANS

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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Por Agência Brasil

Os planos de saúde individuais/familiares terão reajuste contratual anual máximo de 5,11%. O índice foi decidido nesta sexta-feira (29) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão do governo regulador do setor.
Planos individuais são os contratados pelas próprias pessoas e dependentes diretamente com as operadoras, diferentemente dos empresariais e coletivos, que dependem de pessoas jurídicas.

O país tem cerca de 7,7 milhões de clientes de planos individuais, o que representa 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de saúde.
O reajuste máximo de 5,11% é o menor autorizado pela ANS desde o ano 2000 (5,42%), com exceção de 2021, ano de pandemia de covid-19. Na época, o reajuste foi negativo (-8,19%), isto é, os planos ficaram mais baratos.

A explicação é que o período de isolamento causou redução no uso de serviços de saúde não emergenciais, baixando os custos dos planos.

Veja os reajustes dos últimos anos:

2022: 15,5%
2023: 9,63%
2024: 6,91%
2025: 6,06%
2026: 5,11%

Data do reajuste

O reajuste vale para os planos contratados a partir de 1º de janeiro de 1999 e a aplicação do aumento só pode ser feita no mês de aniversário do contrato ─ data de contratação.

A ANS explica que para os contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo em agosto, retroagindo até o mês de aniversário. 

Os cálculos para reajuste dos planos foram feitos pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos e validados pelo Ministério da Fazenda, antes de aprovado definitivamente pela Diretoria Colegiada da ANS. A decisão segue agora para publicação no Diário Oficial da União.

Forma de cálculo

A variação máxima de 5,11% fica acima da inflação acumulada dos últimos 12 meses. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, mostra que até maio o aumento do custo de vida em um ano ficou em 4,64%.

A ANS justifica que a inflação do plano de saúde não é a mesma que a inflação geral. O cálculo do reajuste leva em conta a frequência de utilização dos serviços de saúde e a variação das despesas assistenciais dos planos. Dessa forma, uso maior ou menor dos serviços e custos de equipamentos e insumos médicos influenciam nas contas.
De acordo, com o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, “o objetivo é sempre buscar o equilíbrio, garantindo a sustentabilidade do setor e a capacidade de pagamento dos beneficiários”.

A metodologia da ANS considera dois índices: Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA) e a inflação oficial (IPCA).

O IVDA, que representa custos das operadoras, tem peso de 80%, restando ao IPCA peso de 20%. O IVDA leva em conta também ganhos de eficiência das operadoras e os aumentos cobrados de clientes que mudam de faixa etária.

Além do reajuste anual contratual, os planos de saúde, individuais ou empresariais, estão sujeitos também ao aumento por variação de faixa etária. Essa outra variação é aplicada no mês de aniversário do cliente, em idades pré-determinadas, por exemplo, 59 anos.

Planos empresariais e coletivos


Os planos empresariais e coletivos têm os reajustes anuais decididos por meio de livre negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora do plano. Um levantamento divulgado pela ANS no último dia 5 revelou que esses planos tiveram variação média de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, menor alta em cinco anos.