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Cultura

A Desordem dos Templários é uma cápsula da melhor sonoridade arantesca

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Por: Sandra Bittencourt

Repertório do novo disco de Guilherme Arantes foi composto ao longo de 2020, em Ávila, na Espanha

Repertório do novo disco de Guilherme Arantes foi composto ao longo de 2020, em Ávila, na Espanha
28/07/2021
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Para deleite dos fãs, entra nas plataformas de streaming, nesta quarta-feira, o novo álbum de Guilherme Arantes, A desordem dos templários. As canções, compostas ao longo de 2020, em Ávila, na Espanha, nova moradia de Arantes, tiveram como fundo , um cenário arrebatador, como ele mesmo explica no texto de apresentação: ‘’aclimatadas no ar gelado e perfumado pelos pinheiros, álamos, plátanos e ciprestes, pela fumacinha de “lenha de encina” do casario visto do Paseo Rastro, ao pé das muralhas, no topo do Vale do Rio Adaja, onde dominam o cenário o Pico Zapatero, a Sierra de Gredos, com suas constantes geleiras brancas contra o céu azul, o azul do ar puro de Castilla & León. Uma atmosfera de sonho, de épocas e histórias, uma mistura muito inspiradora para a poesia’’.

Pelo texto já temos uma ideia do que iremos ouvir. E não há decepção aqui. Arantes entrega um álbum inspiradíssimo com 11 canções, algumas contando parte da história secreta da Espanha outras falando de coisas do coração. Melodias bonitas alinhavadas pela marcação de seu piano, traços do barroco com pequenas referências ao rock progressivo mas enfatizando as consagradas baladas arantescas.

A primeira da nova safra é El Rastro, que abre o disco, regada a violões e percussão latina mais contrabaixo acústico numa pegada de ritmo cubano. Ouvimos Nenhum Sinal do Sol em forma de cantiga de gesta, incluída também Nossa Imensidão a Dois, feita sob encomenda para Wanderléa, que não a gravou, e Arantes acabou lançando-a em voz e violão em 2018.

A Desordem dos Templários, que dá título ao disco, traz uma letra complexa que diz - “ da cápsula de um tempo sem rancor / cada dia é uma batalha desigual / em nome de uma paz/ exércitos desiguais.’ A poética inspirou a capa do disco ilustrada por um cavaleiro templário e o cálice do Graal .

Baladas lindas preenchem o repertório a exemplo de A razão maior e A estrela da mãe . Há três instrumentais bem interessantes e bastante visuais, inclusive, que são – a synth pop A cordilheira , Vinheta do templário e Kyrie

Para conferir o áudio do comentário acesse OUVIR.

 

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