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Cultura

Adriana Calcanhotto lança canções de quarentena

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Por: Sandra Bittencourt

"SÓ" reúne nove temas inéditos e urgentes

01/06/2020
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Adriana Calcanhotto acaba de lançar nas plataformas digitais o disco ‘SÓ’, um trabalho concebido, composto e finalizado em 43 dias - entre 27 de março e 8 de maio  - emm plena quarentena. O projeto carrega uma história inusitada dentro da carreira da artista. Diante do quadro pandêmico que assolou o país e o mundo, Adriana foi impedida de voltar para Coimbra, em Portugal, onde leciona e é embaixadora de universidade . A partir daí , ela propôs a si mesmo, o desafio de compor uma música diariamente até a hora do almoço. O compositor Arthur Nogueira, também co-produtor com Adriana, e ainda Leo Chaves – atuaram como instrumentistas, arranjadores e engenheiros de som. Quanto aos músicos que acompanham Adriana temos o pernambucano Zé Manoel (piano), Bem Gil (violão), Allen Alencar (guitarra), Diogo Gomes (sopros), Bruno di Lullo (violão), Rafael Rocha (percussão), Thomas Harres (bateria e percussão) e Chibatinha (guitarra). A diferença, é que cada um realizou seu trabalho respeitando o isolamento. Daí as nove composições autorais e inéditas do disco terem sido gravadas entre São Paulo, Rio, Belém, Salvador, Orlando e Tóquio.

O disco abre com “Ninguém na Rua”, MPB com batidão funk , versos que entregam a inspiração do projeto -’ céu preto/ inteiro / antes da uma / ninguém na rua / nem mesmo a luz da lua’. Em seguida, “Era Só” , balada apaixonada com inserção do sempre bem vindo piano de Zé Manoel, beat sintetizado de contornos jazzísticos. Em “O Que Temos”, rola clima trip hop mais algum jazz com pitadas de afoxé, outra letra expcita ao confinamento que diz - ‘ deixa eu te espiar/ finge que não vê /o que temos são janelas’. Já o samba-recado “Sol Quadrado”, diz assim - ‘ chegou a hora do povo ver /tu voltares pra casa com o que tens plantado / levanta pra ver o sol quadrado .’ Em clima nostálgico, Lembrando da Estrada” trata da saudade da antiga vida normal em clima road trip enquanto “Bunda Lê Lê” tem parceria com Dennis DJ e letra bem humorada . Fechando o disco, “Corre o Munda” uma belíssima homenagem a Coimbra, enfatizando a denominação original do rio Mondego, que corta a cidade.

Para compor melhor o conceito do projeto, junto ao álbum, Adriana lança a versão audiovisual de “SÓ”com todo o repertório numa espécie de ‘ clipão’ sob a direção de Murilo Alvesso, video gravado em dois planos- sequência. O disco é dedicado a Moraes Moreira que se foi durante a pandemia. Então, fica a dica aí, disco “SÓ”, novo de Adriana Calcanhoto, cheio de poesia, músicas lindas e urgentes. Para conferir o comentário completo acesse OUVIR.

 

 

 

 

 

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