Carregando
Recife Ao Vivo

CBN Recife

00:00
00:00
Cultura

Lia de Itamaracá em perfil biográfico

Ouvir

Por: Sandra Bittencourt

Livro ganha live nesta quinta com a autora Michelle de Assumpção e Diogo Guedes/CEPE

Livro ganha live nesta quinta com a autora Michelle de Assumpção e Diogo Guedes/CEPE
14/05/2020
    Compartilhe:

O perfil biográfico ‘Lia de Itamaracá: nas rodas da cultura popular ‘ escrito pela jornalista Michelle de Assumpção, tem lançamento nesta quinta ( Coleção Perfis – Cepe Editora ) . A obra nos revela a história de Maria Madalena Correia do Nascimento, negra e pobre, que aos 12 anos, entre o trabalho doméstico e as brincadeiras no manguezal, sonha ser artista e cantar para multidões. O sonho se realiza e ela se torna cantora, Rainha da Ciranda. Para falar sobre o livro, a história e importância de Lia de Itamaracá para a cultura brasileira, a autora Michelle de Assumpção e o editor da Cepe, Diogo Guedes, participam de uma live hoje , às 17h30, no canal do Instagram da editora (@cepeeditora).

Apesar de toda dificuldade na obtenção de dados,  já que muito pouco se escreve a respeito de nossa cultura popular e seus mestres e mestras, o resultado é uma obra rica em conteúdo e de quebra, uma leitura muito agradável.  Michelle de Assumpção se empenhou com afinco nas pesquisas, e nos entrega aqui  , como  uma grande reportagem,  a história de uma das artistas populares mais importantes de nossa geração. No decorrer das 216 páginas, conhecemos Lia de Itamaracá numa costura com a própria história da ciranda em Pernambuco, uma expressão popular com bases fincadas na Zona da Mata e essencialmente masculina em sua origem. O livro contextualiza e destaca também a presença de outros grandes nomes do universo cirandeiro, como Dona Duda, mestre Antônio Baracho, Santino Cirandeiro e João Limoeiro. A pesquisa teve como fontes a própria bagagem da autora enquanto jornalista especializada, o acervo pessoal da cantora, jornais do século passado, além de consultas a estudos referenciais sobre a ciranda.

O interessante na obra é também o fato de elucidar alguns fatos. Por exemplo, Lia aprende a cantar ciranda e se apaixona pelo ritmo na época dos festivais no Pátio de São Pedro. Em 77 lança o primeiro lp, A rainha da ciranda, e segue sua trajetória. Ou seja, foi Lia quem levou a ciranda para Itamaracá .

Mas nenhum sucesso seria possível sem o carisma da cantora. Lia sempre chegou chegando. Segundo Michelle de Assumpção, Lia tem , pelo menos, duas faces – a diva, a rainha, aquela mulher de 1.80m de altura, negra e bela, de voz potente, um impacto no palco. E a Lia extremamente simples, alguém que gosta de andar de sandália, camiseta e bermuda, sentar no bar de Dona Rosa, botar a conversa em dia com todos os vizinhos que passam, alguns até que foram alunos da escola que ela trabalhou como merendeira. E ainda segundo a autora, esse sentimento de pertencimento de ser de Itamaracá, e levar uma vida tão peculiar, é o que faz com que Lia de Itamaracá se torne única e universal. Patrimônio Vivo da cultura pernambucana. Para conferir o comentário completo acesse OUVIR.

 

Notícias Relacionadas

Comente com o Facebook