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Cultura

O cinema perde Jean-Paul Belmondo - o feio charmoso, sedutor e cheio de talento

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Por: Sandra Bittencourt

Belmondo possuía uma habilidade singular de atuar em filmes de gêneros muito diferentes

Belmondo possuía uma habilidade singular de atuar em filmes de gêneros muito diferentes
07/09/2021
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O cinema perde o ator francês Jean-Paul Belmondo , aos 88 anos. "Ele estava cansado há algum tempo. Morreu em paz", segundo o advogado do ator, Michel Godest.

Belmondo cresceu em uma família de artistas. Seu pai, Paul Belmondo, foi um escultor renomado, a mãe, Madeleine, dançarina. Na juventude, Jean-Paul não foi muito bem nos estudos, mas desenvolveu uma grande paixão pelo boxe e pelo futebol. Em seguida, pelo teatro. Belmondo contrariava as exigências estéticas da época e foi várias vezes rejeitado como demasiado feio para atuar. Em compensação, o francês candidato a ator, trazia na bagagem uma tríade imbatível - carisma, charme e , claro, talento.

Sua primeira grande performance aconteceu em O acossado, de Jean-Luc Godard, em 1960. No filme, o ator interpreta um ladrão que rouba um carro em Marselha e mata um policial no caminho até Paris. Na capital, tem um caso com uma jovem americana (Jean Seberg) que vira sua cúmplice. O papel o tornou um dos grandes atores da Nouvelle Vague.  De lá para cá, foram mais de 80 longas, entre filmes de arte, comédias e thrillers. 

Cômico, dramático, policial , bandido, ou mero sedutor, fato é que Belmondo possuía uma habilidade única de atuar em filmes de tonalidades muito diferentes. E virou ícone do cinema francês. O Festival de Cannes premiou sua carreira com uma Palma de Honra e o Festival de Veneza, com um Leão de Ouro.
Em uma de suas últimas entrevistas, aos 88 anos, Jean Paul Belmondo – Bébel, como era chamado pelos fãs - afirmou : ‘Não penso na morte.  Eu amo a vida.' 

Para conferir o comentário completo acesse OUVIR.


 


 

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