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Cultura

Spike Lee participa de debate promovido pela Sony em apoio ao movimento antirracista nos EUA

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Por: Sandra Bittencourt

Terça-feira do "apagão" para a indústria da música

Terça-feira do
02/06/2020
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A gente tem assistido a protestos que tomaram os Estados Unidos nos últimos dias, em decorrência da morte brutal de George Floyd - um homem negro, desarmado , em estado de custódia, morto por um policial branco em Mineápolis. Para chamar atenção às seguidas mortes brutais de cidadãos negros por parte da polícia norte-americana, a indústria da música promete 'apagão' nesta terça-feira . Gravadoras como Columbia, Capitol e Warner anunciaram adesão ao movimento Black Out Tuesday, e não operam hoje , ‘uma pausa nos negócios para que trabalhadores possam participar das manifestações contra o racismo e a brutalidade policial e refletir’, como diz o comunicado. A Capitol, inclusive, de músicos como Katy Perry e Sam Smith, também declarou apoio à causa em nota divulgada com #theshowmustbepaused (“o show deve ser interrompido”). Enquanto isso, o Spotify , maior plataforma de streaming do planeta, tocará 8m43s de silêncio para lembrar o tempo em que George Floyd foi sufocado: ”estamos ao lado da comunidade negra na luta contra o racismo e a injustiça” , afirmaram em nota.

 No Brasil, gravadoras como Som Livre, Warner e Universal também anunciaram apoio ao movimento antirracista. Na Sony, com sede em Tóquio, o apagão envolverá um dia de conversas. Entre os que estão programados para falar estão o cineasta Spike Lee que, inclusive, lançou um curta-metragem intitulado “3 brothers: Radio Raheem (personagem de "Faça a Coisa Certa"), Eric Garner e George Floyd” . O curta é baseado nos casos de Floyd e Eric Garner, ambos vítimas da violência policial.

Mas não pára por aí. Gigantes do streaming como Netflix e Amazon e estúdios como Warner e Disney, além dos responsáveis pelo Oscar, deram nos últimos dias declarações públicas de denúncia de racismo e defesa da comunidade negra uma forma de se posicionarem publicamente sobre injustiça racial e violência policial. Como se não bastasse, as marcas da Warner, incluindo HBO, TBS e a recém-lançada HBO Max, mudaram seus nomes no Twitter para hashtag #BlackLivesMatter ( a vida dos negros importa ) com uma citação do romancista negro James Baldwin: “Nem amor nem terror nos cegam: a indiferença nos cega”. Para conferir o comentário completo acesse OUVIR.

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