O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) aponta que mais de um terço das 150 placas instaladas no litoral pernambucano, há pouco mais de um ano, para alertar sobre a presença de tubarões na água, foram alvo de depredação ou vandalismo. Para a TV Globo, a secretária executiva do Cemit, Danise Alves, informou que apenas 95 permanecem no trecho entre a Praia do Farol, em Olinda, e a Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho.
“A gente pede que, por favor, respeitem as placas. Inclusive, é um alerta que faço agora. A gente instalou 150 novas placas, a gente tem 95 placas. Foram instaladas em janeiro de 2025. Já perdemos algumas, retiradas ou danificadas por pichações e depredações”, disse. O assunto volta a ser destacado após os dois incidentes com tubarões registrados no início da semana, em pouco mais de 24h, entre as praias de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e Boa Viagem, no Recife.
De acordo com o Hospital da Restauração (HR), as vítimas permanecem internadas com quadro de estabilidade clínica na UTI. Tanto João Lucas Nemezio, de 11 anos, quanto Marcela Vitória, de 19 anos, estão conscientes, já respiram sem ajuda de aparelhos e permanecem sob monitoramento contínuo de uma equipe multiprofissional.
Para a CBN Recife, o Comandante do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), Major Otávio, explicou que, na faixa de areia, as placas se somam a outros elementos de sinalização para alertar ao banhista para redobrar a atenção. As bandeirolas, por exemplo, indicam possibilidade de afogamentos, ocasionados por valas ou correntes de retorno.
“As placas são instaladas em locais de fácil visualização, como nos acessos às praias, desde Olinda até o Cabo de Santo Agostinho. Como não é possível que haja lançamentos de guarda-vidas em toda essa extensão, elas auxiliam com as principais informações para que as pessoas evitem o banho de mar diante do alerta sobre a presença de animais marinhos na água, principalmente tubarões”, reforçou.
Em 36 anos, Pernambuco registrou 84 incidentes com tubarão. Desse total, 70 casos ocorreram no Grande Recife, sendo três apenas em 2026. Na capital pernambucana, em janeiro do ano passado, 60 placas de sinalização foram instaladas pelo governo estadual.





